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Máximo o confesor: O mundo é algo bom

 Por: Silvério da Costa Oliveira.

 Máximo o confessor ou Máximo o teólogo ou Máximo de Constantinopla (580-662), nasceu na cidade de Constantinopla ou na Palestina, considerado santo pela Igreja Católica Apostólica Romana e tendo como dia de sua festa litúrgica a data de 13 de agosto, dia no qual falece aos 82 anos de idade, em Cólquida, no Mar Negro. Atuou como secretário do Imperador bizantino exercendo cargo civil no governo antes de se tornar monge e teólogo.

O título “confessor” seguido ao seu nome foi dado pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa e tem o significado que a pessoa sofreu perseguição e torturas, mas que seu sofrimento não chegou ao ponto de morrer pela fé, sendo martirizado. Se bem que Máximo não tenha passado pelo martírio, morreu pouco depois das torturas a ele infringidas e provavelmente em decorrência das mesmas. Por ordem do Imperador, foi julgado, condenado e para que cessasse de propagar suas ideias por escrito ou oralmente, teve a mão direita e a língua amputadas.

Pouco na verdade se sabe ao certo sobre sua biografia anteriormente ao seu engajamento em questões político teológicas envolvendo a discussão sobre heresias, em particular a Monotelita, na qual Jesus Cristo teria duas naturezas, humana e divina, mas somente uma vontade, a divina. Escreveu “Vida da virgem”, que é considerado hoje o mais antigo trabalho biográfico sobre Maria. Produziu várias obras escritas sobre temas diversos associados à religião cristã e muitas delas chegaram aos nossos dias. Nestas obras há uma discussão aprofundada sobre temas teológicos que podem ser do interesse daqueles que se debruçam para estudar a religião cristã.


 

Sofreu influências do neoplatonismo, dos padres gregos, em particular Orígenes e também com Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa, e da doutrina mística de Pseudo-Dionísio. Claro que ele não concorda com tudo presente em seus antecessores e demonstra, por exemplo, uma clara oposição a algumas doutrinas presentes no pensamento e escritos de Orígenes, como a pré-existência da alma em relação ao corpo. Sua obra e vida transcorre na defesa da doutrina cristológica, afirmando as duas naturezas de Jesus, humana e divina.

Para Máximo, o mundo material é algo bom por fazer parte da vontade de Deus que fosse criado, faz parte dos planos de Deus que exista a matéria, a substância. Corpo e alma passaram a existir simultaneamente no ser humano formando uma unidade coesa e completa, havendo uma relação necessária entre corpo e alma. A alma não preexiste ao corpo e nem o corpo preexiste a alma. A natureza do corpo e alma no ser humano formam, de acordo com a vontade de Deus, a natureza composta deste mesmo humano.

Máximo ficou conhecido por defender que Jesus Cristo possui duas naturezas, uma humana e outra divina, sendo Deus, mas também um homem completo, só não possuindo o pecado original e tendo sido gerado sem o prazer da cópula e a dor do parto. Negou que pudesse ter Jesus somente uma vontade Divina, afirmando ser sua vontade divina e humana. Cabe a Jesus participar de todo o drama humano, mesmo na vontade. Também argumenta que se com Adão a liberdade foi tida como a possibilidade de dizer “não” à vontade de Deus, com Jesus temos que a verdadeira liberdade encontra-se em dizer “sim” à vontade de Deus.

 Silvério da Costa Oliveira.

 

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

Site: www.doutorsilverio.com

(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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