Professor Doutor Silvério

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Silvério da Costa Oliveira é Doutor em Psicologia Social - PhD, Psicólogo, Filósofo e Escritor.

(Doutorado em Psicologia Social; Mestrado em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia; Licenciatura Plena em Psicologia; Licenciatura Plena em Filosofia)

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Transexual mulher para homem


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Sou transexual masculino FTM e preciso de sua ajuda.
Ola Dr. Silvério,
Atraves do site encontrei um estudo seu sobre Transexuais adorei tudo o que li. Porem estou te escrevendo não somente para parabeniza-lo pela pesquisa, mas para tambem pedir lhe um apoio. Sou FTM e estou em busca de uma luz, não sei por onde começar, descidi fazer a cirurgia de redesignação mais propriamente a retirada das mamas, e ja estou tomando hormonios masculinos (testosterona) por conta propria. Procurei por clinicas famosas particulares e por duas vezes me deixaram falando. O desconhecimento e o preconceito é muito grande e eu estou realmente com medo de continuar a procurar e de repente vivenciar coisas piores por parte das intidades médicas. Meu nome de batismo é “M.A.G.”, 27 anos, RG xx.xxxxxx-x, CPF xxx.xxx.xxx-xx, Moro em São Paulo capital fone (011) xxxx-xxxx cel. xxxx-xxxx e.mail  “@” por favor me responda, espero que possa me ajudar.
Um grande abraço
“A.G.”

----- Original Message -----
Subject: Re: Sou transexual masculino FTM e preciso de sua ajuda.
Obrigado Dr. Silvério por me responder.
Eu insisto em sua ajuda mais que uma orientação eu gostaria de obter uma indicação, moro em São Paulo porem iria ate o Rio de Janeiro se fosse preciso para me consultar com alguém que realmente conhece o meu caso e não discriminaria minha atitude. De repente o Dr. pode me indicar um psicólogo clinico que trabalhe em São Paulo.
Vamos continuar nos falando, aguardo contato um abraço !!!

Em casos como o de “A.G.” cabe a indicação para leitura e consulta do “Catálogo bibliográfico sobre sexo” e de meus livros “Sexo, sexualidade e sociedade” e “Falando sobre sexo”, todos disponíveis em meu site. Em particular gostaria de citar o capítulo 1 de meu livro “Falando sobre sexo”, a saber: “O psicólogo clínico e o problema da transexualidade”. Cabe um lembrete para os leitores deste blog que a expressão usada por “A.G.” FTM é uma abreviatura para “female to male” ou, se preferirem, Transexual Mulher para Homem.
Falei para “A.G.” que estava feliz pelo mesmo ter gostado da visita que realizou ao meu site e da leitura deste meu artigo. É sempre gratificante saber que nossas iniciativas são valorizadas e que nosso trabalho não somente é reconhecido, mas exerce um significativo papel social, sendo do interesse e gosto de nossos leitores.
O preconceito ainda é reinante, infelizmente. “A.G.” deverá ponderar bem as coisas, pois, conforme sua decisão em seguir avante cada vez mais encontrará pessoas preconceituosas e desinformadas. É importantíssimo fazer um acompanhamento psicoterápico, sugiro que “A.G.” procure um psicólogo clínico em sua cidade que não seja preconceituoso e trabalhe com este tema. A cirurgia é uma coisa, mas sua cabeça no lugar é outra. Vamos buscar um apoio emocional para lhe preparar e para lhe ajudar a fazer a melhor escolha possível para seu futuro. Lhe desejo muita sorte e força para superar os desafios.
Se “A.G.” estivesse no Rio, poderia lhe atender sem problema e por telefone poderíamos marcar a consulta, o horário e combinar o valor. Ocorre que uma única consulta não seria interessante e como “A.G.” está em SP, penso que seria melhor para “A.G.” procurar um profissional mais perto. Quanto a mim, continuei disponível para “A.G.”, mas sugeri meu colega Oswaldo M. Rodrigues Jr. que conheço já há alguns anos e que prefaciou uma edição de meu livro "Sexo, sexualidade e sociedade". Neste site http://www.oswrod.psc.br/  encontrará maiores informações sobre este profissional. Deixei em aberto uma possível consulta, caso um dia “A.G.” viesse ao Rio de Janeiro. Disse a “A.G.” que ela é sempre bem vinda, e que poderia continuar se comunicando comigo via e-mail e se quisesse poderia me adicionar no Orkut e no MSN.

PERGUNTA: Você consegue imaginar como deve se sentir uma pessoa que se sente presa a um corpo que não reconhece como seu? Imagine, se você é homem e gosta de sê-lo, como se sentiria acordando em um corpo de mulher, ou, vice-versa, se você é mulher e está satisfeita como tal, acordar belo dia em um corpo de homem? O que você acha? Qual a sua opinião? Como você se sentiria em tal situação?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

Um comentário:

Marcinha Girola disse...

Com certeza eu levaria um susto... E faria falta um espelho para ver o corpo inteiro e fazer umas perguntinhas básicas: "Onde foram parar os poucos seios que eu tinha? E de onde surgiu isso no meio da minhas pernas?"
Brincadeiras a parte, mas para ser bem sincera, não consigo imaginar quão grande é o sofrimento dessas pessoas. Eu gosto de ser mulher, e apesar de reclamar que meus seios são pequenos, não teria coragem alguma de fazer cirurgia para aumentá-los (Uma vez que não gosto nem um pouco de hospitais e só fiz cesárea pra ganhar meu filho, porque não tinha outra opção) que dirá, fazer para tirá-los...