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Demócrito de Abdera: O filósofo sorridente

  Por: Silvério da Costa Oliveira.  Demócrito de Abdera  Demócrito de Abdera (460-370 a.C.), nasceu em Abdera, colônia jônica da Trácia. Segundo a tradição foi discípulo ou continuador de Leucipo e escreveu cerca de 90 obras, das quais nos chegaram alguns fragmentos. Dentre as obras por ele escritas, temos: “Pequena ordem do mundo”, “Da forma”, “Do entendimento”, “Do bom ânimo”, “Preceitos”. A tradição também nos diz que vivia sempre a sorrir e por tal motivo, artistas posteriores tendem a representa-lo sempre rindo. Não há como distinguir perfeitamente sua doutrina da de Leucipo, pois, ainda na Antiguidade as obras dos atomistas foram compendiadas juntas. Apesar de ser considerado um pré-socrático, cronologicamente é posterior a Sócrates, sendo contemporâneo de Platão. A tradição nos diz ainda que teve uma vida longa, passando dos 100 anos, e segundo alguns relatos, já idoso, teria decidido não querer mais viver e teria parado de comer, fazendo jejum de modo a enfraq...

Melisso de Samos (1) * O não-Ser de base lógica

  Vídeos novos toda semana. Inscreva-se no canal para ser informado sobre novos vídeos.  Você gostou do vídeo? Curta e compartilhe o vídeo. Material de apoio (artigos, textos, vídeos) nos meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico”. Links no site. https://www.doutorsilverio.com  Melisso de Samos (470-430 a.C.) nasceu na ilha de Samos, Mar Egeu, atuou como almirante da esquadra de Samos na batalha ocorrida em 441/440 na qual derrotaram a esquadra ateniense. Só restam dez fragmentos de sua obra, um poema intitulado “Sobre o ser ou sobre a natureza” (ou em outra possível tradução: “Sobre a natureza ou sobre o que existe”). Melisso se aproxima de Parmênides e de Zenão ao propor um ser único, mas substitui a ideia de um ser finito e esférico pela ideia de um ser infinito e sem forma definida. Segundo Melisso, o ser é eterno (não teve começo e não tem fim), infinito no espaço e no tempo, imutável, sempre idêntico a si-mesmo, sem forma definida, sem delimitaçõe...

Melisso de Samos: A unicidade do Ser

  Por: Silvério da Costa Oliveira.  Melisso de Samos “[O ser] sempre foi o que foi e sempre será, porque se tivesse sido gerado, antes de ser gerado não seria nada. Mas se nada era, nada poderia ser gerado a partir do nada.” Melisso.   Melisso de Samos (470-430 a.C.) nasceu na ilha de Samos, Mar Egeu, atuou como almirante da esquadra de Samos na batalha ocorrida em 441/440 na qual derrotaram a esquadra ateniense. Só restam dez fragmentos de sua obra, um poema intitulado “Sobre o ser ou sobre a natureza” (ou em outra possível tradução: “Sobre a natureza ou sobre o que existe”). Melisso se aproxima de Parmênides e de Zenão ao propor um ser único, mas substitui a ideia de um ser finito e esférico pela ideia de um ser infinito e sem forma definida. Segundo Melisso, o ser é eterno (não teve começo e não tem fim), infinito no espaço e no tempo, imutável, sempre idêntico a si-mesmo, sem forma definida, sem delimitações, uno (não composto por partes). Neste ser propos...

Filolau de Crotona (1) * A Escola Pitagórica

  Vídeos novos toda semana. Inscreva-se no canal para ser informado sobre novos vídeos. Você gostou do vídeo? Curta e compartilhe o vídeo. Material de apoio (artigos, textos, vídeos) nos meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico”. Links no site. https://www.doutorsilverio.com Filolau de Crotona (480/470-385 a.C.) se apresenta como um dos mais importantes representantes do pitagorismo no século V a.C. Segundo a tradição, Filolau teria nascido na cidade de Crotona e atuado como professor na cidade de Tarento. Segundo Diógenes Laércio, coube a ele ser o primeiro a sistematizar as doutrinas pitagóricas por meio da publicação de livros. Coube a ele escrever um livro, “Escritos pitagóricos”, contendo as descobertas e ensinamentos da escola pitagórica, bem como revelando os segredos desta Escola, livro este que foi comprado por Platão e que fundamentou o entendimento de Platão e Aristóteles sobre o que venha a ser esta Escola. A tradição também lhe atribui mais dois liv...

Filolau de Crotona: O primeiro a sistematizar as doutrinas Pitagóricas

  Por: Silvério da Costa Oliveira.  Filolau de Crotona (ou de Tarento)  Filolau de Crotona (480/470-385 a.C.) se apresenta como um dos mais importantes representantes do pitagorismo no século V a.C. Segundo a tradição, Filolau teria nascido na cidade de Crotona e atuado como professor na cidade de Tarento. Segundo Diógenes Laércio, coube a ele ser o primeiro a sistematizar as doutrinas pitagóricas por meio da publicação de livros. Coube a ele escrever um livro, “Escritos pitagóricos”, contendo as descobertas e ensinamentos da escola pitagórica, bem como revelando os segredos desta Escola, livro este que foi comprado por Platão e que fundamentou o entendimento de Platão e Aristóteles sobre o que venha a ser esta Escola. A tradição também lhe atribui mais dois livros: “Sobre a natureza” e “Astronomia”. Entendia que o fundamento de todas as coisas se encontrava nos conceitos de “limitado” e de “ilimitado”, associando os números pares ao ilimitado e os números ímpares...

Zenão de Elea (1) * A filosofia e os paradoxos de Zenão

  Vídeos novos toda semana. Inscreva-se no canal para ser informado sobre novos vídeos.  Você gostou do vídeo? Curta e compartilhe o vídeo. Material de apoio (artigos, textos, vídeos) nos meus blogs “Ser Escritor” e “Comportamento Crítico”. Links no site. https://www.doutorsilverio.com  Zenão de Elea (490-430 a.C.) é discípulo de Parmênides e no decorrer de sua vida se envolveu com a política local de sua cidade, culminando em sua prisão, tortura e morte. Escreveu vários paradoxos em apoio à teoria proposta por Parmênides e visando criar dificuldades para os que defendiam a tese do senso comum, poucos destes paradoxos chegaram até os nossos dias e há comentadores que argumentam que teria escrito cerca de 40 paradoxos. Procura por meio do desenvolvimento de sua filosofia defender a de seu mestre, afirmando que a crença na existência do movimento e da pluralidade tende a gerar enormes dificuldades e também paradoxos. Os absurdos e paradoxos presentes quando acei...

Zenão de Elea: A inexistência do movimento e da pluralidade

  Por: Silvério da Costa Oliveira.  Zenão de Elea  Zenão de Elea (490-430 a.C.) é discípulo de Parmênides e no decorrer de sua vida se envolveu com a política local de sua cidade, culminando em sua prisão, tortura e morte. Escreveu vários paradoxos em apoio à teoria proposta por Parmênides e visando criar dificuldades para os que defendiam a tese do senso comum, poucos destes paradoxos chegaram até os nossos dias e há comentadores que argumentam que teria escrito cerca de 40 paradoxos. Procura por meio do desenvolvimento de sua filosofia defender a de seu mestre, afirmando que a crença na existência do movimento e da pluralidade tende a gerar enormes dificuldades e também paradoxos. Os absurdos e paradoxos presentes quando aceitamos o movimento, tornam preferível a negação do movimento. Para Zenão temos um ser uno como propôs Parmênides, não há pluralidade de entes e não há movimento. Há um só ser e este é imóvel.   Encontramos em Aristóteles uma discussão so...