Professor Doutor Silvério

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Silvério da Costa Oliveira é Doutor em Psicologia Social - PhD, Psicólogo, Filósofo e Escritor.

(Doutorado em Psicologia Social; Mestrado em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia; Licenciatura Plena em Psicologia; Licenciatura Plena em Filosofia)

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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Escritores são camundongos?

Por: Silvério da Costa Oliveira.

Eu estava relendo um livro antigo de Shepherd Mead, cuja edição original norte americana data de 1957 e é intitulada “How to succeed with women: Without really trying” tendo sido traduzido no Brasil pela Editora Record com o título “Como conquistar mulheres sem fazer força” e achei um trecho bem interessante, aliás, o livro todo é, digamos, engraçado e mostra uma faceta peculiar de nossa cultura. Bem, o autor estava sugerindo aos homens que escolhessem uma arte para atrair as mulheres e comenta três: escritor, pintor e músico. Vou transcrever abaixo o que o mesmo diz sobre ser escritor (p. 66 e 67).

“Se você não tem um talento específico, escolha a carreira de escritor. Não é necessário um treinamento verdadeiro, nem habilidade, e além disso o equipamento é pouco e relativamente barato.
Qualquer um pode ser escritor. Se algum dia lhe disseram que você sabe “escrever cartas muito bem”, então metade da batalha já estará ganha. Tudo o que necessita é uma velha máquina de escrever, um dicionário de frases e citações e um ar distante.
As mulheres cairão como moscas no mel. Os escritores representam para as mulheres, e você descobrirá isso muito cedo, aquilo que os camundongos representam para os gatos.
Mas é preciso não esquecer que cada hora perdida batucando numa máquina de escrever é uma hora perdida para suas adoráveis amiguinhas. Desperdice estas horas douradas, se quiser, mas lembre-se de que elas jamais voltarão.”

Bem, eu penso que sem talento não se consegue coisa alguma que valha a pena na vida, penso também que toda nova empreitada necessita de um processo de aprendizagem. Da forma como este autor pinta o quadro, mais nos lembra um embuste e embustes são desmascarados. Aliás, tudo o que fazemos na vida, nosso sucesso ou nosso fracasso, deixa rastros. Não há como ser quem você é hoje sem uma trajetória e uma história de vida. Nossas vidas e o que somos hoje são tão visíveis como pegadas na areia, basta quem quiser olhar e verá o que de fato somos e como aqui chegamos.
Eu penso que o sucesso atrai as pessoas, independente do sexo, não uma determinada profissão. Veja o caso dos jogadores de futebol, são justamente aqueles que mais talento demonstram no campo que mais talentosas mulheres atraem. A verdade é que o sucesso gera mais sucesso e o fracasso atrai mais fracasso em tudo na vida, pois, há um roteiro para o sucesso e há um outro distinto roteiro para o fracasso e quem reza por uma destas cartilhas, reza sempre pela mesma, em todas ou quase todas, as situações de sua vida.
Mas, eu fiquei me imaginando como um camundongo, bem, pelo menos seria um camundongo com cabelos compridos loiros, o que penso, poderia proporcionar uma certa distinção entre os demais camundongos.

PERGUNTA: Escritores são camundongos?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

Um comentário:

Marcinha Girola disse...

Em partes, sim. Muitos escritores que conheço, inclusive eu, têm hábitos de escrever à noite, quando uma grande maioria prefere dormir. Assim como o camundongo, nos acomodamos em qualquer lugar e nos adaptamos a solidão ou multidão dos espaços. Também conseguimos detectar necessidades e comportamentos que outros não conseguem. Os escritores são diferentes, ao meu ver, em dois aspectos, não servem de cobaia, contudo, ao contrário, fazem experimentos com a grande variedade de condições e acontecimentos que se aprensentam a todo instante e, não têm visão pobre, sendo altamente capazes de além de distinguir cores, inventar muitas outras.