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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Adolescente transexual


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Transexualidade...
Oi...
Eu sou um adolescente de 15 anos de idade e sei que sou diferente dos meus amigos.
Não me sinto como um homossexual, ou um travesti, mas sim como um transexual. Me sinto como se o corpo que eu tenho não fosse o meu, como se estivesse errado e eu tivesse que mudá-lo. Na verdade, desde pequeno eu sempre tive hábitos femininos, meus pais perceberam e me levaram uma psicóloga (isso com 6 anos) que eu não viraria homossexual, mas na verdade eu não me sinto assim, não por uma forma de preconceito, mas eu me sinto na minha mente que eu sou uma garota. Eu queria acordar como uma, viver como uma e dormir como uma, mas não tenho coragem e não sei como explicar isso aos meus pais. Eu gosto deles, mas tenho certeza de que não vão entender. Eu tento ser um aluno exemplar pra futuramente arrumar um emprego e ter a minha independencia e talvez fazer essas mudanças que eu tanto preciso, mas ainda falta muito tempo e eu não sei o que fazer.
Não sei ao certo o motivo de estar mandando esse e-mail para uma pessoa que nunca viu e que eu nunca vi mas eu queria saber se o senhor poderia me dizer algo que eu possa fazer.
Atenciosamente,
Eu.
“E.H.”

Para casos como este, que envolvem sexo e sexualidade humana, sugiro sempre inicialmente a consulta e leitura dos meus trabalhos disponíveis no formato PDF na Internet, no meu site “Catálogo bibliográfico sobre sexo”, “Sexo, sexualidade e sociedade” e “Falando sobre sexo”. Neste caso em particular sugiro veementemente a leitura e estudo do capítulo 1 “O psicólogo clínico e o problema da transexualidade” de meu livro “Falando sobre sexo”.
Minha recomendação para pessoas como “E.H.” é que leiam a respeito e se informem. A informação poderá ser a arma mais útil para enfrentar esta situação. Leia o artigo que lhe indiquei acima e o livro "Vencer é ser feliz: A estrada do sucesso e da felicidade" disponível nas livrarias ou diretamente com a editora Ibrasa, maiores informações em meu site.
Como “E.H.” nos deixa claro pelo seu depoimento, homossexualismo, travestismo e transexualismo são três comportamentos distintos. Uma pessoa pode apresentar um comportamento heterossexual ou homossexual e mesmo assim ser transexual. Em verdade, as pessoas podem ter uma preferência sexual por pessoas do sexo diferente do seu, por pessoas do mesmo sexo que o seu, por pessoas de ambos os sexos ou simplesmente não ter interesse sexual por sexo algum. No caso do transexualismo é mais comum a ausência do desejo de fazer sexo do que o seu oposto. O maior interesse do transexual é ter um corpo condizente com sua imagem mental.
Em casos como o narrado por “E.H.” cabe buscar um psicólogo que trabalhe especificamente na área da sexualidade para fazer uma psicoterapia e buscar melhor compreender a si mesmo.

PERGUNTA: Se você fosse pai ou mãe de “E. H.” como lidaria com a situação? Como você imagina que isto afete emocionalmente os pais? Como você imagina a situação e os sentimentos dos pais de um transexual? Como você sugere que “E.H.” lide com a situação e a relação com seus pais?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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2 Comentários:

Blogger Transverso, transmundo... disse...

Caro Silvério, como disse hoje no orkut, cá estou a ler seus ótimos textos no tema que escolhestes para dissertar no momento.
Um grande e Cordial Abraço,
Tania Barros

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 12:43:00 BRST  
Blogger Marcinha Girola disse...

Se eu fosse mãe, EH seria uma pessoa de sorte. Além de espaço para diálogo, eu o aconselharia a conversar com um psicólogo, até mesmo pra ter certeza de que é mesmo um transexual, ou mesmo para aprender a controlar suas emoções no sentido de não tentar suicídio ou causar lesões no próprio corpo.
Quando aponto para a idéia de ter certeza, penso no fato de que um adolescente, passando por várias transformações fisico, psico e emocionais, não pode se deter ao fato de que durante a infância tinha traços femininos... Ou no caso, uma pessoa pode ser transexual por um período e deixá-lo de ser em outro? Digo isso, porque durante minha infância, também tive muitos traços masculinos, e alguns, talvez durem até hoje. Também quis, desde uns 7 anos de idade, ser homem... e na adolescência, tinha certeza de que havia nascido no corpo errado. Não suportava o fato de ter o seios crescendo e queria, muito mesmo, ter um pênis. Tinha mais amizade com meninos e olhava as meninas com outros olhos... e não como homossexual... Foi depois que um professor me disse que eu precisava ser mais feminina, que todos aqueles pensamentos começaram a mudar...

quarta-feira, 4 de junho de 2008 10:47:00 BRT  

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