Professor Doutor Silvério

Blog Ser Escritor

Silvério da Costa Oliveira é Doutor em Psicologia Social - PhD, Psicólogo, Filósofo e Escritor.

(Doutorado em Psicologia Social; Mestrado em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia; Licenciatura Plena em Psicologia; Licenciatura Plena em Filosofia)


Sites na Internet – Doutor Silvério

1- Site: www.doutorsilverio.com

2- Blog 1 “Ser Escritor”: http://www.doutorsilverio.blogspot.com.br

3- Blog 2 “Comportamento Crítico”: http://www.doutorsilverio42.blogspot.com.br

4- Blog 3 “Uma boa idéia! Uma grande viagem!”: http://www.doutorsilverio51.blogspot.com.br

5- Blog 4 “O grande segredo: A história não contada do Brasil”

https://livroograndesegredo.blogspot.com/

6- Perfil no Face Book “Silvério Oliveira”: https://www.facebook.com/silverio.oliveira.10?ref=tn_tnmn

7- Página no Face Book “Dr. Silvério”: https://www.facebook.com/drsilveriodacostaoliveira

8- Página no Face Book “O grande segredo: A história não contada do Brasil”

https://www.facebook.com/O-Grande-Segredo-A-hist%C3%B3ria-n%C3%A3o-contada-do-Brasil-343302726132310/?modal=admin_todo_tour

9- Página de compra dos livros de Silvério: http://www.clubedeautores.com.br/authors/82973

10- Página no You Tube: http://www.youtube.com/user/drsilverio

11- Currículo na plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/8416787875430721

12- Email: doutorsilveriooliveira@gmail.com


E-mails encaminhados para doutorsilveriooliveira@gmail.com serão respondidos e comentados excluindo-se nomes e outros dados informativos de modo a manter o anonimato das pessoas envolvidas. Você é bem vindo!

terça-feira, 1 de abril de 2025

Antonio Labriola

 

Por: Silvério da Costa Oliveira.

 

Antonio Labriola

 

Antonio Labriola (1843-1904) filósofo italiano que nasce em Cassino, Lácio, e falece em Roma aos 60 anos (e sete meses) de idade. Nasce em uma família classe média e desde jovem demonstra interesses pelas áreas de humana e social, em particular a filosofia e a literatura. Na Universidade de Nápoles Federico II, estudou filologia e filosofia, tendo sido influenciado pelos filósofos idealistas alemães, em particular Hegel, mas também cabe destacar a influência provinda do pensador italiano Bertrando Spaventa.

Labriola lecionou filosofia em várias instituições antes de ser nomeado professor universitário. A partir de 1874 passa a atuar como professor em Roma, atividade que somada aos seus escritos, irá manter até o final de sua vida. A partir de 1889 se assume como socialista, mas desde 1873 já fazia críticas ao Liberalismo. Labriola é considerado pelos comentadores como sendo o primeiro marxista italiano. Os comentadores também destacam ter Labriola trocado correspondência com Engels. É dado destaque a ser Labriola o primeiro acadêmico a introduzir na Itália o pensamento de Marx e Engels, ainda no século XIX, ajudando na difusão do mesmo. Seu pensamento teria exercido alguma influência sobre Benedetto Croce e Antonio Gramsci, em verdade, alguns comentadores consideram que Labriola influenciou, dentre outros, Gramsci, mas este ponto tem sido superestimado em relação a realidade dos fatos.


 

Posiciona-se contrário às interpretações marxistas de base positivista e darwinianas. Labriola se mostra como um pensador isolado ou mesmo menor, dentro da época da segunda internacional comunista, pois, trata-se de um pensamento original e de um pensador singular que irá buscar as origens do marxismo da dialética de Hegel.

Sua interpretação do marxismo se dá por meio de uma via filosófica e não somente política ou econômica. Enquanto em sua época havia uma tendência a entender o marxismo como pronto e acabado, uma teoria fechada, Labriola o entendia como um método de análise crítica da realidade social. Labriola defendia uma abordagem mais filosófica e dialética, discordando de interpretações dogmáticas do marxismo. Foi na década de 1890 que ele publicou suas mais influentes obras sobre o marxismo, ajudando a divulgar e consolidar entre a intelectualidade italiana a abordagem marxista. Seu papel histórico não foi o de um revolucionário ou líder político, mas sim de proporcionar o debate acadêmico sobre o marxismo, vindo a influenciar gerações subsequentes de intelectuais italianos.

Entende o marxismo como uma teoria da práxis, sem verdades absolutas. Entende o comunismo como uma atividade prática e relacionada com a noção de arte, o marxismo enquanto arte, que permite ultrapassar a fantasia utópica de pensadores do passado para o realismo presente em Marx e Engels. Por meio da arte do comunismo pode-se reconstruir a sociedade por meio da ação política e pedagógica. A sociedade sem classes irá substituir o Estado criando uma futura nova sociedade comunista. O governo será um auto-governo diante do trabalho a ser feito e, deste modo, deverá enfocar os aspectos técnicos e pedagógicos presentes na natureza humana. Este comunismo arte há de possuir uma dupla natureza, sendo ao mesmo tempo uma filosofia da ação, da práxis, diante da tomada do governo e da afirmação do proletariado e, ao mesmo tempo, no tocante à realização deste governo, os aspectos administrativos e pedagógicos.

Labriola destaca o caráter crítico presente no marxismo e a dialética como sendo um fio condutor e não como um tipo de padrão, modelo, receita a ser por todos seguida. Segundo o pensamento de Labriola, o marxismo se apresenta essencialmente como sendo um método de análise das relações sociais, e não análise de textos escritos por marxistas.

Ao afastar a ideia de imutabilidade dogmática do marxismo, este passa a ser entendido dentro do movimento de mudança dialética histórica, sujeito também a transformações na medida em que novos conhecimentos venham a ser desenvolvidos. Logo, não deve ser tratado como se fosse uma religião ou algo semelhante, não deve ser entendido como uma coleção de dogmas políticos. O marxismo precisa ser constantemente renovado e aplicado às reais condições concretas presentes na sociedade.

Não se deve buscar no marxismo uma relação mecânica ou unilateral entre as partes envolvidas, mas sim uma interdependência dinâmica presente nas transformações sociais. Deste modo, se afasta Labriola de interpretações simplistas sobre o marxismo, mais voltadas para um único fator determinante, como no caso a economia. A história deve ser vista como sendo um processo dialético e não linear, no qual as contradições se fazem presentes. Não é correto pensar em um progresso linear em direção ao socialismo / comunismo.

 

ALGUMAS DE SUAS PRINCIPAIS OBRAS

 

1. Sobre o Materialismo Histórico. Título original: In memoria del Manifesto dei comunisti. Ano: 1895.

Trata-se de ensaio sobre o “Manifesto comunista”, no qual é discutida a importância do materialismo histórico enquanto método usado na interpretação da história. Temos destaque para a ideia de que o marxismo não pode ser entendido como uma doutrina fixa, e sim como uma ferramenta crítica voltada para a análise da sociedade em constante transformação.

2. Ensaios sobre a Concepção Materialista da História. Título original: Saggi sulla concezione materialistica della storia. Ano: 1896.

Coletânea de ensaios sobre o marxismo, diferenciando-o de formas mecanicistas e deterministas. Cabe o uso da dialética dentro da compreensão do materialismo histórico, bem como, o destaque das relações sociais e do papel ativo dos sujeitos da história.

3. Socialismo e Filosofia. Cartas a Georges Sorel. Título original: Discorrendo di socialismo e filosofia – Lettere a Georges Sorel. Ano: 1897.

Cartas trocadas entre Labriola e Georges Sorel. Aqui temos uma apresentação das ideias de Labriola sobre o socialismo e o materialismo histórico, bem como, uma crítica das interpretações dogmáticas do marxismo e uma ênfase em que seja feita uma abordagem com o devido rigor filosófico.

 

Silvério da Costa Oliveira.

 


 

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

Site: www.doutorsilverio.com

(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

terça-feira, 25 de março de 2025

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

 

Por: Silvério da Costa Oliveira.

 

Dostoievsky

 

Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (1821-1881) nasce em Moscou e falece aos 59 anos de idade em São Petersburgo. O segundo de sete filhos de Mikhail Andreevich Dostoiévski, um médico militar severo e com sérios problemas com o álcool, e Maria Fyodorovna, uma mulher religiosa e de temperamento gentil. Durante sua infância, sua família vivia no Hospital Mariinsky, local de trabalho de seu pai. O hospital ficava localizado em uma área pobre de Moscou, o que proporcionou a Dostoiévski desde cedo, um encontro real com a pobreza e o sofrimento humano, temas que serão relevantes em sua obra literária. O ano de 1837 é marcado pela morte de sua mãe, vítima da tuberculose, e do envio de Dostoiévski e seu irmão mais velho, Mikhail, para um internato na cidade de São Petersburgo.

Em 1838 ingressa na Academia de Engenharia Militar de São Petersburgo, vindo a se formar como engenheiro militar no ano de 1843, mas não demonstrou entusiasmo pela carreira e sim pela literatura, a qual começara a se dedicar. Em 1844 abandona o serviço militar para se dedicar à literatura e em 1846 publica sua primeira obra “Pobre gente”, romance epistolar que foi recebido com entusiasmo pela crítica e em particular pelo então influente crítico literário Vissarion Belinsky (1811-1848). No entanto, suas obras seguintes não tiveram o mesmo entusiasmo da crítica literária, vindo a ser alvo de críticas, o que marca, também, o início de seus problemas de saúde e depressão.


 

Ficou um período preso na Sibéria, sofrendo exílio (1849-1859), por participar de uma trama contra o Czar da Rússia, Nicolau I, que resultou em seu livro “Recordações da casa dos mortos” (1862), que obteve grande sucesso na época. Em 1849, Dostoiévski participava de um grupo intelectual radical conhecido por "Círculo de Petrashevsky". Tal grupo defendia a abolição da servidão e uma reforma política. Dostoiévski e outros do grupo foram condenados à pena de morte, mas o Czar comutou a pena para trabalhos forçados e exílio na Sibéria, no entanto, fez seus soldados representarem a execução até quase o último momento, gerando uma experiência traumática de enfrentamento da morte iminente. Dostoiévski cumpriu a pena de trabalhos forçados entre 1850 e 1854, depois foi enviado para servir como soldado raso na Sibéria, sendo promovido no ano de 1856 após o Czar Alexandre II conceder anistia parcial aos presos políticos. Dostoiévski retorna a São Petersburgo em 1859, voltando ao cenário intelectual e político e também a publicar suas obras sobre temas psicológicos e sociais de sua época.

Em 1857, casou com Maria Dmitrievna Isáyeva (1824-1864), então viúva, com quem ficaria até sua morte por tuberculose, sete anos depois, em 1864. Foi um período de dificuldades financeiras e acúmulo de dívidas por vezes vinculadas aos jogos de azar. Contratos editoriais levaram a uma publicação frenética neste período.

Mais tarde, em 1867, ele se casou com sua segunda esposa, Anna Grigoryevna Snitkina (1846-1918), uma jovem taquígrafa de 20 anos que ajudou Dostoiévski a terminar "O Jogador", bem como, a superar a crise financeira na qual se encontrava.

Entre os anos de 1867 e 1871 o casal percorreu várias cidades da Europa (Genebra, Milão, Dresden), ainda com dificuldades financeiras em decorrência do vício nos jogos de azar. Em 1869 publica “O idiota” e em 1872 o livro “Os demônios, obras que consolidam sua reputação literária.

No retorno a Rússia, em 1871, passa a atuar como editor da revista “Diário de um escritor”, publicando reflexões sobre política, sociedade e religião. Nesta época passa a usufruir de uma maior estabilidade financeira e social. Em 1880, publicou "Os Irmãos Karamázov", considerado um de seus maiores, se não o maior, trabalho literário.

Dostosiévski atuou como tradutor, romancista, contista, ensaísta, biógrafo, jornalista e escritor. Estudou na Academia Militar de Engenharia de São Petersburgo. É considerado como sendo um dos maiores escritores da literatura mundial. Sua vida pessoal foi marcada por dificuldades financeiras e tragédias pessoais. Quando de sua morte e velório, uma multidão de cerca de 30.000 pessoas acompanhou o corpo.

Dostoiévski começa como estando muito próximo do socialismo, mas após sua experiência com a falsa execução e sua prisão na Sibéria, se aproxima da Igreja Ortodoxa, de modo que podemos considera-lo um cristão ortodoxo contrário às ideias socialistas e também utilitaristas provindas da Europa. Estas experiências, da encenação de sua execução a mando do Czar e do tempo que passou na prisão, vieram, também, a fazer com que este valorizasse muito a liberdade individual. Podemos considerar Dostoiévski como cristão e muito influenciado pela vida de Jesus Cristo. Há um forte vínculo do autor com a Igreja ortodoxa. Também importante em sua vida e obra é a influência de Victor Hugo, de Friedrich Schiller, e de Tolstói, dentre outros.

Considerado um grande romancista, tendo enfocado particularmente em seus romances uma veia filosófica e psicológica, abordando temas importantes na vivência humana, tais como o livre-arbítrio, a culpa, a religião cristã, a razão humana, a pobreza, a violência, o altruísmo, os transtornos mentais que podem levar ao suicídio, ao isolamento, ao sadismo e ao masoquismo. Um dos temas centrais na obra de Dostoiévski se encontra na liberdade humana enquanto bem máximo e se contrapondo à utopia socialista.

Entre os temas centrais abordados pelo autor, temos: a culpa e a expiação; a família e os conflitos; a constante busca pelo sentido da vida. Dentre os temas que foram abordados em sua obra, temos: comportamentos patológicos; tragédias humanas apresentadas como resultando em assassinatos, suicídios, loucura, crimes diversos; a situação social e econômica presente nas camadas mais pobres da sociedade em comparação com os ricos; a realidade do cotidiano da sociedade russa de sua época. Suas obras ficaram conhecidas por abordar o lado psicológico e social presente nas situações vividas por seus personagens, enfocando contextos sociais, políticos, religiosos, filosóficos, espirituais e outros. Por esta ênfase, alguns autores e filósofos no transcorrer do século XX o consideram um precursor do movimento existencialista. Teria também exercido influência, dentre outros, em Sartre, Nietzsche, Freud.

Joseph Frank (1918-2013) enumerou os principais pontos presentes na obra de Dostoiévski como sendo: 1- um enredo que corre rápido e de modo condensado onde temos presente a ação, em suma, muitos elementos ocorrem em um pequeno espaço de tempo no romance. 2- Mudanças inesperadas e abruptas. 3- No lugar de uma descrição pormenorizada do ambiente, uma ênfase grande nos diálogos para caracterizar os personagens. 4- O clímax da obra tende a ocorrer dentro de várias cenas tumultuosas.

Sua obra perpassa a filosofia, a política, a psicologia, a ética e a religião, sempre abordando questões existenciais profundas presentes no ser humano. As ideologias presentes a sua época e os conflitos morais e existenciais do humano são trabalhados em seus romances.

Baseados na própria interpretação dada por Dostoiévski aos seus escritos, dentro de uma meta-narrativa, podemos falar em personagens-tipo, que se fazem presentes e constantes em sua obra visando caracterizar uma forma adotada por alguns dentro da sociedade, como tal é o caso de Jesus Cristo, que pode ser comparado ao personagem Dom Quixote, uma vez que este personagem exemplifica a moral cristã presente em cristãos humildes e modestos. Além do tipo Dom Quixote, temos outros, como tal é o caso do tipo Cleópatra, que representa os cínicos e libertinos, bem como o sadismo amoroso e erótico. Temos o tipo “homem do subsolo”, que caracteriza o sofredor em busca de ser amado. Esta busca tende a se transformar em perversão, sadismo, em virtude da presença do egoísmo e da impossibilidade de amar. Temos o tipo niilista, caracterizado por jovens com ideias revolucionárias europeias, baseadas na ação e o interesse pessoal. Temos o tipo Tipo “Podkolióssin”, caracterizado por pessoas comuns.

Ao tentarmos definir o estilo literário adotado por Dostoiévski encontramos a exploração da condição humana em toda a sua complexidade e dentro de um contexto psicológico, político, social e espiritual. O realismo presente nas questões sociais resultantes da disparidade de condições de vida entre ricos e pobres. A presença de elementos góticos vinculados à obscuridade e mistério presente nas narrativas. A profundidade psicológica que encontramos em alguns de seus personagens hoje já célebres, que incorporam ideias por demais complexas. Seu estilo literário é original e caracterizado por sua profundidade, introspecção e exploração dos dilemas morais e existenciais por meio de seus personagens e situações vividas.

Dostoiévski é considerado um precursor do movimento existencialista que virá mais tarde, na medida em que sua obra trata da liberdade, da responsabilidade e do significado da vida humana, dentro outros temas. A liberdade humana, tão essencial para este, é também sua principal fonte de sofrimento e angústia. O sofrimento, por sua vez, pode ser uma experiência transformadora, um meio para se alcançar a redenção e a autocompreensão. No ser humano encontramos uma combinação de forças contraditórias, um verdadeiro campo de batalha onde de um lado temos o Bem e do outro lado temos o Mal, dualidade esta presente em alguns de seus célebres personagens.

Dostoiévski se mostrou como um crítico das ideias provenientes de ideologias revolucionárias, pois, temia que tais ideias viessem a desumanizar os indivíduos e destruir os valores espirituais. A rejeição de valores morais e espirituais pode levar a consequências danosas, como em “Os demônios”, onde temos a destruição e o caos.

Após sua experiência de quase morte pelo pelotão de fuzilamento e seu exílio na Sibéria, passou a desenvolver uma visão mais conservadora e cristã, se tornando um defensor do cristianismo ortodoxo e rejeitando o materialismo ocidental. Nem no individualismo extremo, nem no coletivismo radical, o sentido real da vida só pode ser encontrado no equilíbrio entre o indivíduo e a coletividade.

A culpa e a consciência da pessoa podem destruir o criminoso mesmo antes da justiça chegar ao mesmo, isto ocorrendo por meio de pensamentos e sentimentos, muito bem expresso no livro “Crime e castigo”, no tocante a mente de Raskólnikov antes, durante e após o assassinato que ele comete. Conflitos internos devastadores, na verdade, estão presentes na mente de muitos dos personagens criados por Dostoiévski, divididos, por vezes, entre seus desejos egoístas e suas aspirações morais.

Enquanto escritor e romancista, o autor tende a confrontar o leitor com profundas questões existenciais de difícil resolução, de modo que, sua obra transcende a literatura, trazendo temas presentes na filosofia, na psicologia e na própria sociedade.

 

ALGUMAS DE SUAS PRINCIPAIS OBRAS

 

1- Pobre Gente. Título original: Бедные люди (Bédnyye lyudi). Ano da primeira publicação: 1846.

Primeira obra de Dostoiévski. Trata-se de um romance que apresenta uma crítica social e psicológica sobre a sociedade russa de sua época e que teve enorme sucesso quando publicado. O romance se desenvolve por meio de cartas trocadas entre o funcionário público Makar Devushkin e sua amiga, Varvara Dobroselova. Neste romance são abordados como temas a pobreza, o sofrimento humano e a busca pela obtenção de dignidade.

2- O Duplo. Título original: Двойник (Dvoynik). Ano da primeira publicação: 1846.

O livro apresenta o estilo psicológico do autor, contando uma história sobre um funcionário público, Yakov Petrovich Goliadkin, que começa a ver um outro homem igual a si-mesmo, sendo este o seu duplo. O romance trata e aprofunda questões vinculadas à identidade e à fragmentação da psique humana.

3- Recordações da Casa dos Mortos. Título Original: Записки из Мёртвого дома (Zapiski iz Myortvogo doma). Ano da Primeira Publicação: 1861-1862 (publicado inicialmente em formato de folhetim na revista "Vremya", e como livro em 1862).

Trata-se de relato semiautobiográfico tendo como base as experiências tidas por Dostoiévski durante o exílio na Sibéria. A obra é narrada por Aleksandr Petrovitch Goriantchikov, um nobre condenado por assassinar sua esposa, que serve como alter ego do autor.

4- Memórias do Subsolo. Título original: Записки из подполья (Zapiski iz podpol'ya). Ano da primeira publicação: 1864.

O romance se encaminha para ser uma verdadeira obra filosófica enquanto reflexão sobre o existencialismo e o niilismo. O personagem principal, conhecido por “o homem do subsolo”, vive de modo isolado de outras pessoas e da sociedade. A obra traz monólogos sobre a liberdade humana, o sofrimento e a alienação.

5- Crime e Castigo. Título original: Преступление и наказание (Prestuplenie i nakazanie). Ano da primeira publicação: 1866.

Umas das mais famosas obras do autor. Conta a história de um jovem estudante de nome Rodion Raskólnikov, que comete um assassinato e tem de lidar com as consequências deste ato. A obra aborda questões vinculadas à moralidade, à culpa e ao sofrimento existencial.

6- O Jogador. Título original: Игрок (Igrok). Ano da primeira publicação: 1867.

Um romance que transcorre em uma cidade cassino, acompanhando o personagem principal da trama, Alexei Ivanovich, que luta contra o vício do jogo. Temos uma análise sobre os conflitos internos e a destruição pessoal ocasionada pela obsessão e vício.

7- Os Demônios (também traduzido como "Os Possessos"). Título original: Бесы (Besy). Ano da primeira publicação: 1872.

Análise sobre a política e a revolução na Rússia czarista do século XIX. A história acompanha um grupo de revolucionários radicais que tem como meta a derrubada do governo. São abordados temas tais como: o fanatismo, o caos social, a destruição causada por ideologias extremistas.

8- O Idiota. Título original: Идиот (Idiot). Ano da primeira publicação: 1869.

Príncipe Míchkin é um personagem que é descrito como sendo um “idiota” em virtude de sua bondade e pureza em um mundo corrupto e egoísta. O romance aborda questões vinculadas à moralidade, saúde mental e à tensão entre a bondade por um lado e a crueldade pelo outro, ambas (bondade e crueldade) presentes no ser humano.

9- Os Irmãos Karamázov. Título original: Братья Карамазовы (Brat'ya Karamazovy). Ano da primeira publicação: 1880.

Umas das mais complexas obras do autor. A história ocorre em torno da família Karamázov e da morte do patriarca, Fiódor Pavlovich Karamázov. Um trabalho onde o autor aborda de forma aprofundada questões vinculadas à fé, à razão, ao livre-arbítrio e à moralidade. Temos a presença de questões religiosas e filosóficas.

 

Silvério da Costa Oliveira.

 


 

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

Site: www.doutorsilverio.com

(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

terça-feira, 18 de março de 2025

Charles Darwin

 

Por: Silvério da Costa Oliveira.

 

Charles Darwin

 

Charles Robert Darwin (1809-1882) nasce em Shrewsbury, Shropshire, Reino Unido, e falece aos 73 anos de idade em Downe, Kent, Reino Unido. Proveniente de uma tradicional e abastada família religiosa. Ele foi o quinto de seis filhos de Robert Waring Darwin, um médico e empresário de sucesso, e Susannah Wedgwood, herdeira da rica família de fabricantes de cerâmica Wedgwood. Sua família já possuía uma tradição intelectual e científica. Seu avô, paterno, Erasmus Darwin, foi um renomado médico, filósofo natural e poeta, que já especulava sobre a evolução antes de Charles. Por outro lado, a família Wedgwood contribuiu para sua formação liberal e progressista, o que influenciou seu desenvolvimento pessoal. Em 1817, sua mãe faleceu quando ele tinha apenas 8 anos, e sua educação passou a ser supervisionada pelo pai e suas irmãs mais velhas. Atuou como cientista natural (naturalista), biólogo e geólogo. Quando de seu falecimento, em 1882, Darwin recebeu um funeral de Estado e foi sepultado na Abadia de Westminster, próximo ao túmulo de Isaac Newton.

No ano de 1818 Darwin ingressou no tradicional colégio Shrewsbury, mas não demonstrou interesse pelas disciplinas ali ministradas, preferindo voltar seus interesses para o estudo da natureza, colecionar insetos e conchas, realizar pequenas experiências químicas, etc., o que não agradava seus professores.

Aos 16 anos de idade, em 1825, ingressa na Universidade de Edimburgo para estudar medicina, mas não demonstrou interesse por tais estudos, em particular após assistir presencialmente cirurgias realizadas sem anestesia. Este período foi marcado pelo envolvimento de Darwin com clubes e grupos de história natural, estudando e aprendendo sobre taxidermia e zoologia.


 

Como Darwin não deu certo no curso de medicina, seu pai decidiu matricula-lo em 1828 na Universidade de Cambridge, preparando-o para ser clérigo da Igreja Anglicana. Inicialmente Darwin aceitou a ideia, já que isto lhe permitia mais tempo para se dedicar a explorar a natureza. Foi neste período que desenvolveu amizades com professores, dentre os quais o botânico John Stevens Henslow, que o apresentou a ciência formal e reconheceu o seu talento como naturalista, vindo mais tarde a recomendá-lo para a famosa viagem que faria a bordo do HMS Beagle. Sua conclusão do curso de Bachelor of Arts (Bacharelado em Artes) e formatura ocorreu no ano de 1831, este curso era pré-requisito para o início de uma carreira como clérigo, mas ele não seguiu por este caminho.

Tornou-se famosa a sua viagem de cerca de cinco anos a bordo do HMS (Her Majesty Ship) Beagle (1831-1836) que iniciou quando contava 22 anos de idade. No decorrer desta viagem ao redor do mundo, Darwin teve a oportunidade de observar e coletar distintas formas de vida, que lhe permitiram um melhor entendimento sobre a evolução das espécies, sua futura teoria. Ele fez coleta de fósseis, observações geológicas e, podemos destacar como um ponto importante da viagem a parada nas ilhas Galápagos, onde pode observar os pássaros ali existentes e concluiu que a grande variedade dos mesmos estava relacionada com o meio no qual viviam, buscando uma adaptação ao mesmo dentro do que mais tarde iria chamar de seleção natural.

A indicação de Darwin como naturalista para compor a tripulação do HMS Beagle partiu de seu amigo e professor Henslow. O objetivo principal da viagem era mapear a costa da América do Sul, mas foi também uma grande oportunidade para Darwin explorar a biodiversidade e geologia de várias regiões do globo. Ele esteve nas ilhas Galápagos, no Brasil, no Chile e na Austrália, sempre coletando amostras de plantas e animais, bem como de fósseis e rochas. Durante sua viagem, manteve constantes anotações em seu diário, conservando suas observações e reflexões sobre as ocorrências por ele vivenciadas no decorrer da viagem.

No retorno a Inglaterra, em 1836, organiza suas anotações e coleções, apresentando publicações e ganhando notoriedade no meio científico. Em 1839 ele se casa com Emma Wedgwood (Emma Darwin), prima em primeiro grau, filha de sua tia materna. O casal teve um total de 10 filhos, mas somente sete conseguiram chegar a vida adulta.

No transcurso de sua vida apresentou sérios problemas de saúde, com sintomas frequentes de náuseas, vômitos, dores abdominais, palpitações, fadiga e ataques de ansiedade. A causa de seus males não foi devidamente compreendida a sua época e mesmo hoje em dia existem algumas teorias que buscam explicar seus problemas de saúde.

Darwin postergou a publicação de suas principais conclusões sobre a seleção natural e origem evolutiva das espécies, até que no ano de 1858 Alfred Russel Wallace, que havia chegado as mesmas conclusões de Darwin sobre a origem das espécies, encaminha uma carta a Darwin comunicando sobre suas descobertas, o que motivou que dois pesquisadores, Hooker e Lyell, amigos de Darwin e Wallace providenciassem que ambos pesquisadores apresentassem suas descobertas em conjunto. Um ano mais tarde, em 1859, Darwin publica sua principal obra até aquele momento, “A origem das espécies”.

Coube à obra “A origem das espécies, 1859, apresentar as principais ideias de Darwin sobre evolução. Segundo seu pensamento ali exposto, as espécies sofreriam um processo evolutivo no decorrer do tempo e ele chamou a este processo de “seleção natural”.

Apesar de Lamarck ter defendido a ideia da evolução das espécies antes de Darwin, ainda na época de Darwin o establishment científico e religioso entendia que as espécies eram fixas (imutáveis) e que não havia evolução alguma, sendo esta a concepção predominante no século XIX quando Darwin começou a expor suas conclusões. A idade da Terra era calculada por meio da Bíblia e se entendia que Deus havia criado tudo de uma só vez, sendo o responsável por toda a criação. Mas nesta época também, começaram a surgir descobertas provindas da geologia, paleontologia e biologia que desafiavam a concepção tradicional. Em suma, a Terra começava a ser vista como sendo muito mais antiga do que a datação bíblica e as espécies não seriam imutáveis, pois, sofreriam mutações ao longo do tempo histórico.

Segundo Darwin a evolução das espécies se dá de dois modos possíveis, natural e artificial. A seleção natural ocorre na natureza e diante do meio ambiente, quando determinadas alterações se mostram mais viáveis para a sobrevivência do indivíduo ou para reduzir suas chances de sobreviver e se perpetuar nas gerações seguintes, já os criadores de animais (cães, pombos, outros) aplicam a seleção artificial para obter o aprimoramento de espécies segundo seus próprios interesses.  Há também uma seleção sexual, na qual determinados indivíduos por meio do ato sexual e da escolha do parceiro para a procriação, tendem a perpetuar certas mudanças e levar outras à extinção. A seleção sexual se faz presente tanto na seleção natural como também na seleção artificial.

Ao propor a teoria da evolução das espécies por meio da seleção natural, afirmou que todas as espécies existentes hoje se originaram de um ancestral comum e que foram evoluindo ao longo do tempo, sofrendo gradativas alterações. Mesmo que não perceptíveis de uma geração para a seguinte, ao longo do tempo histórico estas alterações somadas tendem a se tornar mais perceptíveis, podendo levar ao surgimento de novas espécies. Segundo o pensamento de Darwin, todos os seres vivos são descendentes de um ancestral comum. Ele defendeu a teoria de que os ramos evolutivos são o resultado da seleção natural.

Todas as populações apresentam variabilidade e estas variações individuais podem se mostrar mais ou menos adaptadas à sobrevivência. Quando uma variação se mostra mais vantajosa para dado indivíduo, este tende a ter maiores chances de sobreviver naquele meio e levar estas alterações para seus descendentes. Há uma constante competição pela sobrevivência dentro do meio ambiente e uma dada característica pode ser essencial para preservar ou não determinado organismo, permitindo sua sobrevivência e continuação desta característica em sua descendência. Aqui podemos encontrar uma melhor camuflagem para fugir dos predadores, maior velocidade para fugir ou caçar, maior resistência a doenças, etc. Com o tempo, as características mais vantajosas tendem a se tornar predominantes na população, enquanto as menos vantajosas a sobrevivência do indivíduo tendem a diminuir em número ou mesmo desaparecer e isto é a seleção natural, que ocorre de modo lento e gradual durante muitas gerações em um grande período de tempo. Pequenas mudanças acumuladas podem resultar em diferenças significativas ao longo do tempo e mesmo levando ao surgimento de novas espécies. Deste modo, no decorrer de milhões de anos a vida deu origem às múltiplas espécies hoje existentes na Terra, todas oriundas de um mesmo ancestral.

Populações que descendem de um mesmo ancestral, em distintos ambientes, terão características priorizadas como vantajosas diante de cada ambiente, proporcionando a sobrevivência e predomínio de tais mudanças na população. A adaptação se mostra como sendo um processo no qual uma determinada modificação se torna mais adaptada ao meio ambiente e tais pressões seletivas específicas podem levar ao surgimento de novas espécies. Estas adaptações podem ser observadas, por exemplo, no bico de pássaros nas ilhas Galápagos, os tentilhões, já que em cada ilha o formato e tamanho de seus bicos varia de modo a se adaptar ao tipo de alimento ali disponível. Começando com um ancestral comum a todos os tentilhões, estes foram se adaptando às condições de cada nova ilha, apresentando alterações distintas na forma e tamanho de seus bicos que tornaram-se predominantes diante da luta pela sobrevivência e busca por alimento ali disponível.

Por meio do estudo de fósseis encontrados durante sua viagem no HMS Beagle, Darwin concluiu que animais hoje extintos mantinham semelhanças com animais que ainda existem hoje, podendo sugerir que as espécies hoje existentes podem ter evoluído a partir destas formas ancestrais por meio da seleção natural.

Enquanto a seleção natural ocorre sem a intervenção humana e diante da luta pela sobrevivência na natureza e em um meio ambiente que pode ser mais hostil ou favorável a determinadas características ou mudanças (pequenas variações) apresentadas nos indivíduos de determinado grupo populacional, a seleção artificial se dá intencionalmente por meio da intervenção direta de humanos na criação de plantas e animais mais condizentes com as necessidades humanas, domesticando para seu próprio uso estas plantas e animais. Os humanos escolhem quais animais irão cruzar e procriar, e o fazem por meio da presença de determinadas características que estes desejam preservar e ampliar, daí, por exemplo, as inúmeras raças de cães e gatos. Na seleção natural, quem define quais organismos sobreviverão e se reproduzirão é a natureza presente no meio ambiente no qual vive esta população, na seleção artificial este papel cabe ao humano.

 

ALGUMAS DE SUAS PRINCIPAIS OBRAS

 

1. Viagem de um Naturalista ao Redor do Mundo. Título original: Journal of Researches into the Natural History and Geology of the Countries Visited during the Voyage of H.M.S. Beagle round the World. Ano da primeira publicação: 1839.

Este livro é o relato da viagem de Darwin no navio HMS Beagle (1831-1836). Durante a expedição, Darwin registrou observações sobre a geografia, flora, fauna e povos das regiões visitadas, incluindo América do Sul, Austrália e ilhas do Pacífico. As observações coletadas durante esta viagem foram fundamentais para o desenvolvimento de sua teoria da evolução por seleção natural.

2. A Origem das Espécies. Título original: On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life. Ano da primeira publicação: 1859.

Mais famosa obra escrita por Darwin nos dias atuais e responsável por apresentar sua teoria sobre a evolução das espécies por meio da seleção natural. São apresentadas evidências de que as espécies não são fixas e imutáveis, evoluindo no decorrer do tempo histórico por meio de um processo de seleção natural. Há a seleção natural, a seleção artificial e a seleção sexual. Na seleção natural os indivíduos que possuam características mais vantajosas diante do meio no qual vivem tendem a sobreviver e passar estas mesmas características para seus descendentes.

3. A Variação dos Animais e Plantas sob Domesticação. Título original: The Variation of Animals and Plants under Domestication. Ano da primeira publicação: 1868.

Darwin aborda nesta obra a seleção artificial introduzida nas espécies por meio de criadores humanos de modo a influenciar que determinadas características presentes em plantas e animais domesticados se tornem predominantes.

4. A Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo. Título original: The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex. Ano da primeira publicação: 1871.

Aqui são aplicadas as ideias de Darwin sobre evolução da espécie humana, sugerindo que os humanos compartilham de um ancestral comum com outros primatas e apresentando uma discussão sobre o papel desempenhado pela seleção sexual na evolução das espécies, tornando determinados traços físicos e comportamentais predominantes ao serem priorizados na escolha do parceiro sexual e na reprodução.

5. A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais. Título original: The Expression of the Emotions in Man and Animals. Ano da primeira publicação: 1872.

Um exame do modo como os humanos e demais animais expressam suas emoções por meio de gestos e comportamentos. Expressões emocionais podem encontrar uma base evolutiva comum e serem compartilhadas por distintas espécies.

6. Plantas Insetívoras. Título original: Insectivorous Plants. Ano da primeira publicação: 1875.

Estudo sobre algumas plantas que capturam e digerem insetos para obtenção de nutrientes. São descritos os mecanismos adaptativos dessas plantas e a importância da seleção natural no desenvolvimento destas características.

7. Os Efeitos da Autofecundação e da Fecundação Cruzada no Reino Vegetal. Título original: The Effects of Cross and Self Fertilisation in the Vegetable Kingdom. Ano da primeira publicação: 1876.

Estudo sobre os efeitos da autofecundação e da fecundação cruzada em plantas. A seleção natural é responsável por estratégias que proporcionem uma maior diversidade genética e a fecundação cruzada tende a proporcionar descendentes mais vigorosos.

8. As Diferentes Formas de Flores em Plantas da Mesma Espécie. Título original: The Different Forms of Flowers on Plants of the Same Species. Ano da primeira publicação: 1877.

Estudo sobre as diversidades de formas de flores e a relação disto com a reprodução destas plantas. Uma análise da fecundação cruzada no tocante à sobrevivência das plantas por meio das adaptações.

9. O Movimento das Plantas Trepadeiras. Título original: The Power of Movement in Plants. Ano da primeira publicação: 1880.

Estudo sobre os movimentos de algumas plantas em relação a estímulos externos, tais como a luz e a gravidade. Estes movimentos tenderiam a contribuir para a sobrevivência e o crescimento destas plantas.

10. A Formação do Húmus Vegetal pela Ação dos Vermes. Título original: The Formation of Vegetable Mould through the Action of Worms, with Observations on their Habits. Ano da primeira publicação: 1881.

Estudo sobre o papel desempenhado pelos vermes na formação do solo e sua importância para os ecossistemas. É abordado o impacto dos vermes na fertilidade do solo e como seu comportamento afeta o ambiente.

 

Silvério da Costa Oliveira.

 


 

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.

Site: www.doutorsilverio.com

(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)