Blog Ser Escritor -
Este blog tem por objetivo divulgar as obras literárias do Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira, proporcionar debate sobre as mesmas, abordar os temas tratados pelo autor em seus livros e apresentar dicas e informações para quem está querendo ser escritor. Ao final de cada postagem, clique nos marcadores para ter acesso a outras sobre o mesmo tema. Deixe seus comentarios aos posts, é simples, não é difícil. Você é bem vindo!
Professor Doutor Silvério
Blog Ser Escritor
Silvério da Costa Oliveira é Doutor em Psicologia Social - PhD, Psicólogo, Filósofo e Escritor.
(Doutorado em Psicologia Social; Mestrado em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia; Licenciatura Plena em Psicologia; Licenciatura Plena em Filosofia)
E-mails encaminhados para doutorsilveriooliveira@gmail.com serão respondidos e comentados excluindo-se nomes e outros dados informativos de modo a manter o anonimato das pessoas envolvidas. Você é bem vindo!
Antonio Labriola
(1843-1904) filósofo italiano que nasce em Cassino, Lácio, e falece em Roma aos
60 anos (e sete meses) de idade. Nasce em uma família classe média e desde
jovem demonstra interesses pelas áreas de humana e social, em particular a
filosofia e a literatura. Na Universidade de Nápoles Federico II, estudou
filologia e filosofia, tendo sido influenciado pelos filósofos idealistas
alemães, em particular Hegel, mas também cabe destacar a influência provinda do
pensador italiano Bertrando Spaventa.
Labriola
lecionou filosofia em várias instituições antes de ser nomeado professor
universitário. A partir de 1874 passa a atuar como professor em Roma, atividade
que somada aos seus escritos, irá manter até o final de sua vida. A partir de
1889 se assume como socialista, mas desde 1873 já fazia críticas ao
Liberalismo. Labriola é considerado pelos comentadores como sendo o primeiro
marxista italiano. Os comentadores também destacam ter Labriola trocado
correspondência com Engels. É dado destaque a ser Labriola o primeiro acadêmico
a introduzir na Itália o pensamento de Marx e Engels, ainda no século XIX,
ajudando na difusão do mesmo. Seu pensamento teria exercido alguma influência
sobre Benedetto Croce e Antonio Gramsci, em verdade, alguns comentadores consideram
que Labriola influenciou, dentre outros, Gramsci, mas este ponto tem sido
superestimado em relação a realidade dos fatos.
Posiciona-se
contrário às interpretações marxistas de base positivista e darwinianas.
Labriola se mostra como um pensador isolado ou mesmo menor, dentro da época da
segunda internacional comunista, pois, trata-se de um pensamento original e de
um pensador singular que irá buscar as origens do marxismo da dialética de
Hegel.
Sua
interpretação do marxismo se dá por meio de uma via filosófica e não somente
política ou econômica. Enquanto em sua época havia uma tendência a entender o
marxismo como pronto e acabado, uma teoria fechada, Labriola o entendia como um
método de análise crítica da realidade social. Labriola defendia uma abordagem
mais filosófica e dialética, discordando de interpretações dogmáticas do
marxismo. Foi na década de 1890 que ele publicou suas mais influentes obras
sobre o marxismo, ajudando a divulgar e consolidar entre a intelectualidade
italiana a abordagem marxista. Seu papel histórico não foi o de um
revolucionário ou líder político, mas sim de proporcionar o debate acadêmico
sobre o marxismo, vindo a influenciar gerações subsequentes de intelectuais
italianos.
Entende o
marxismo como uma teoria da práxis, sem verdades absolutas. Entende o comunismo
como uma atividade prática e relacionada com a noção de arte, o marxismo
enquanto arte, que permite ultrapassar a fantasia utópica de pensadores do
passado para o realismo presente em Marx e Engels. Por meio da arte do
comunismo pode-se reconstruir a sociedade por meio da ação política e
pedagógica. A sociedade sem classes irá substituir o Estado criando uma futura
nova sociedade comunista. O governo será um auto-governo diante do trabalho a
ser feito e, deste modo, deverá enfocar os aspectos técnicos e pedagógicos
presentes na natureza humana. Este comunismo arte há de possuir uma dupla
natureza, sendo ao mesmo tempo uma filosofia da ação, da práxis, diante da
tomada do governo e da afirmação do proletariado e, ao mesmo tempo, no tocante à
realização deste governo, os aspectos administrativos e pedagógicos.
Labriola destaca
o caráter crítico presente no marxismo e a dialética como sendo um fio condutor
e não como um tipo de padrão, modelo, receita a ser por todos seguida. Segundo
o pensamento de Labriola, o marxismo se apresenta essencialmente como sendo um
método de análise das relações sociais, e não análise de textos escritos por
marxistas.
Ao afastar a
ideia de imutabilidade dogmática do marxismo, este passa a ser entendido dentro
do movimento de mudança dialética histórica, sujeito também a transformações na
medida em que novos conhecimentos venham a ser desenvolvidos. Logo, não deve
ser tratado como se fosse uma religião ou algo semelhante, não deve ser
entendido como uma coleção de dogmas políticos. O marxismo precisa ser
constantemente renovado e aplicado às reais condições concretas presentes na
sociedade.
Não se deve
buscar no marxismo uma relação mecânica ou unilateral entre as partes
envolvidas, mas sim uma interdependência dinâmica presente nas transformações
sociais. Deste modo, se afasta Labriola de interpretações simplistas sobre o
marxismo, mais voltadas para um único fator determinante, como no caso a
economia. A história deve ser vista como sendo um processo dialético e não
linear, no qual as contradições se fazem presentes. Não é correto pensar em um
progresso linear em direção ao socialismo / comunismo.
ALGUMAS DE SUAS
PRINCIPAIS OBRAS
1. Sobre o
Materialismo Histórico. Título original: In memoria del Manifesto dei comunisti.
Ano: 1895.
Trata-se de
ensaio sobre o “Manifesto comunista”, no qual é discutida a importância do
materialismo histórico enquanto método usado na interpretação da história.
Temos destaque para a ideia de que o marxismo não pode ser entendido como uma
doutrina fixa, e sim como uma ferramenta crítica voltada para a análise da
sociedade em constante transformação.
2. Ensaios sobre
a Concepção Materialista da História. Título original: Saggi sulla concezione
materialistica della storia. Ano: 1896.
Coletânea de
ensaios sobre o marxismo, diferenciando-o de formas mecanicistas e
deterministas. Cabe o uso da dialética dentro da compreensão do materialismo
histórico, bem como, o destaque das relações sociais e do papel ativo dos
sujeitos da história.
3. Socialismo e
Filosofia. Cartas a Georges Sorel. Título original: Discorrendo di socialismo e
filosofia – Lettere a Georges Sorel. Ano: 1897.
Cartas trocadas
entre Labriola e Georges Sorel. Aqui temos uma apresentação das ideias de
Labriola sobre o socialismo e o materialismo histórico, bem como, uma crítica
das interpretações dogmáticas do marxismo e uma ênfase em que seja feita uma
abordagem com o devido rigor filosófico.
Fiódor
Mikhailovitch Dostoiévski (1821-1881) nasce em Moscou e falece aos 59 anos de
idade em São Petersburgo. O segundo de sete filhos de Mikhail Andreevich
Dostoiévski, um médico militar severo e com sérios problemas com o álcool, e
Maria Fyodorovna, uma mulher religiosa e de temperamento gentil. Durante sua
infância, sua família vivia no Hospital Mariinsky, local de trabalho de seu pai.
O hospital ficava localizado em uma área pobre de Moscou, o que proporcionou a
Dostoiévski desde cedo, um encontro real com a pobreza e o sofrimento humano,
temas que serão relevantes em sua obra literária. O ano de 1837 é marcado pela
morte de sua mãe, vítima da tuberculose, e do envio de Dostoiévski e seu irmão
mais velho, Mikhail, para um internato na cidade de São Petersburgo.
Em 1838 ingressa
na Academia de Engenharia Militar de São Petersburgo, vindo a se formar como
engenheiro militar no ano de 1843, mas não demonstrou entusiasmo pela carreira
e sim pela literatura, a qual começara a se dedicar. Em 1844 abandona o serviço
militar para se dedicar à literatura e em 1846 publica sua primeira obra “Pobre
gente”, romance epistolar que foi recebido com entusiasmo pela crítica e em
particular pelo então influente crítico literário Vissarion Belinsky (1811-1848).
No entanto, suas obras seguintes não tiveram o mesmo entusiasmo da crítica
literária, vindo a ser alvo de críticas, o que marca, também, o início de seus
problemas de saúde e depressão.
Ficou um período
preso na Sibéria, sofrendo exílio (1849-1859), por participar de uma trama
contra o Czar da Rússia, Nicolau I, que resultou em seu livro “Recordações da
casa dos mortos” (1862), que obteve grande sucesso na época. Em 1849,
Dostoiévski participava de um grupo intelectual radical conhecido por "Círculo
de Petrashevsky". Tal grupo defendia a abolição da servidão e uma reforma
política. Dostoiévski e outros do grupo foram condenados à pena de morte, mas o
Czar comutou a pena para trabalhos forçados e exílio na Sibéria, no entanto,
fez seus soldados representarem a execução até quase o último momento, gerando
uma experiência traumática de enfrentamento da morte iminente. Dostoiévski
cumpriu a pena de trabalhos forçados entre 1850 e 1854, depois foi enviado para
servir como soldado raso na Sibéria, sendo promovido no ano de 1856 após o Czar
Alexandre II conceder anistia parcial aos presos políticos. Dostoiévski retorna
a São Petersburgo em 1859, voltando ao cenário intelectual e político e também
a publicar suas obras sobre temas psicológicos e sociais de sua época.
Em 1857, casou
com Maria Dmitrievna Isáyeva (1824-1864), então viúva, com quem ficaria até sua
morte por tuberculose, sete anos depois, em 1864. Foi um período de
dificuldades financeiras e acúmulo de dívidas por vezes vinculadas aos jogos de
azar. Contratos editoriais levaram a uma publicação frenética neste período.
Mais tarde, em
1867, ele se casou com sua segunda esposa, Anna Grigoryevna Snitkina
(1846-1918), uma jovem taquígrafa de 20 anos que ajudou Dostoiévski a terminar
"O Jogador", bem como, a superar a crise financeira na qual se encontrava.
Entre os anos de
1867 e 1871 o casal percorreu várias cidades da Europa (Genebra, Milão,
Dresden), ainda com dificuldades financeiras em decorrência do vício nos jogos
de azar. Em 1869 publica “O idiota” e em 1872 o livro “Os demônios, obras que
consolidam sua reputação literária.
No retorno a
Rússia, em 1871, passa a atuar como editor da revista “Diário de um escritor”,
publicando reflexões sobre política, sociedade e religião. Nesta época passa a
usufruir de uma maior estabilidade financeira e social. Em 1880, publicou
"Os Irmãos Karamázov", considerado um de seus maiores, se não o
maior, trabalho literário.
Dostosiévski
atuou como tradutor, romancista, contista, ensaísta, biógrafo, jornalista e
escritor. Estudou na Academia Militar de Engenharia de São Petersburgo. É
considerado como sendo um dos maiores escritores da literatura mundial. Sua
vida pessoal foi marcada por dificuldades financeiras e tragédias pessoais.
Quando de sua morte e velório, uma multidão de cerca de 30.000 pessoas acompanhou
o corpo.
Dostoiévski
começa como estando muito próximo do socialismo, mas após sua experiência com a
falsa execução e sua prisão na Sibéria, se aproxima da Igreja Ortodoxa, de modo
que podemos considera-lo um cristão ortodoxo contrário às ideias socialistas e
também utilitaristas provindas da Europa. Estas experiências, da encenação de
sua execução a mando do Czar e do tempo que passou na prisão, vieram, também, a
fazer com que este valorizasse muito a liberdade individual. Podemos considerar
Dostoiévski como cristão e muito influenciado pela vida de Jesus Cristo. Há um
forte vínculo do autor com a Igreja ortodoxa. Também importante em sua vida e
obra é a influência de Victor Hugo, de Friedrich Schiller, e de Tolstói, dentre
outros.
Considerado um grande
romancista, tendo enfocado particularmente em seus romances uma veia filosófica
e psicológica, abordando temas importantes na vivência humana, tais como o
livre-arbítrio, a culpa, a religião cristã, a razão humana, a pobreza, a
violência, o altruísmo, os transtornos mentais que podem levar ao suicídio, ao
isolamento, ao sadismo e ao masoquismo. Um dos temas centrais na obra de
Dostoiévski se encontra na liberdade humana enquanto bem máximo e se
contrapondo à utopia socialista.
Entre os temas
centrais abordados pelo autor, temos: a culpa e a expiação; a família e os
conflitos; a constante busca pelo sentido da vida. Dentre os temas que foram
abordados em sua obra, temos: comportamentos patológicos; tragédias humanas
apresentadas como resultando em assassinatos, suicídios, loucura, crimes
diversos; a situação social e econômica presente nas camadas mais pobres da
sociedade em comparação com os ricos; a realidade do cotidiano da sociedade
russa de sua época. Suas obras ficaram conhecidas por abordar o lado
psicológico e social presente nas situações vividas por seus personagens,
enfocando contextos sociais, políticos, religiosos, filosóficos, espirituais e
outros. Por esta ênfase, alguns autores e filósofos no transcorrer do século XX
o consideram um precursor do movimento existencialista. Teria também exercido
influência, dentre outros, em Sartre, Nietzsche, Freud.
Joseph Frank
(1918-2013) enumerou os principais pontos presentes na obra de Dostoiévski como
sendo: 1- um enredo que corre rápido e de modo condensado onde temos presente a
ação, em suma, muitos elementos ocorrem em um pequeno espaço de tempo no
romance. 2- Mudanças inesperadas e abruptas. 3- No lugar de uma descrição
pormenorizada do ambiente, uma ênfase grande nos diálogos para caracterizar os personagens.
4- O clímax da obra tende a ocorrer dentro de várias cenas tumultuosas.
Sua obra
perpassa a filosofia, a política, a psicologia, a ética e a religião, sempre
abordando questões existenciais profundas presentes no ser humano. As
ideologias presentes a sua época e os conflitos morais e existenciais do humano
são trabalhados em seus romances.
Baseados na
própria interpretação dada por Dostoiévski aos seus escritos, dentro de uma
meta-narrativa, podemos falar em personagens-tipo, que se fazem presentes e
constantes em sua obra visando caracterizar uma forma adotada por alguns dentro
da sociedade, como tal é o caso de Jesus Cristo, que pode ser comparado ao
personagem Dom Quixote, uma vez que este personagem exemplifica a moral cristã
presente em cristãos humildes e modestos. Além do tipo Dom Quixote, temos
outros, como tal é o caso do tipo Cleópatra, que representa os cínicos e
libertinos, bem como o sadismo amoroso e erótico. Temos o tipo “homem do
subsolo”, que caracteriza o sofredor em busca de ser amado. Esta busca tende a
se transformar em perversão, sadismo, em virtude da presença do egoísmo e da
impossibilidade de amar. Temos o tipo niilista, caracterizado por jovens com
ideias revolucionárias europeias, baseadas na ação e o interesse pessoal. Temos
o tipo Tipo “Podkolióssin”, caracterizado por pessoas comuns.
Ao tentarmos
definir o estilo literário adotado por Dostoiévski encontramos a exploração da
condição humana em toda a sua complexidade e dentro de um contexto psicológico,
político, social e espiritual. O realismo presente nas questões sociais
resultantes da disparidade de condições de vida entre ricos e pobres. A
presença de elementos góticos vinculados à obscuridade e mistério presente nas
narrativas. A profundidade psicológica que encontramos em alguns de seus
personagens hoje já célebres, que incorporam ideias por demais complexas. Seu
estilo literário é original e caracterizado por sua profundidade, introspecção
e exploração dos dilemas morais e existenciais por meio de seus personagens e
situações vividas.
Dostoiévski é
considerado um precursor do movimento existencialista que virá mais tarde, na
medida em que sua obra trata da liberdade, da responsabilidade e do significado
da vida humana, dentro outros temas. A liberdade humana, tão essencial para
este, é também sua principal fonte de sofrimento e angústia. O sofrimento, por
sua vez, pode ser uma experiência transformadora, um meio para se alcançar a
redenção e a autocompreensão. No ser humano encontramos uma combinação de
forças contraditórias, um verdadeiro campo de batalha onde de um lado temos o
Bem e do outro lado temos o Mal, dualidade esta presente em alguns de seus
célebres personagens.
Dostoiévski se
mostrou como um crítico das ideias provenientes de ideologias revolucionárias,
pois, temia que tais ideias viessem a desumanizar os indivíduos e destruir os
valores espirituais. A rejeição de valores morais e espirituais pode levar a
consequências danosas, como em “Os demônios”, onde temos a destruição e o caos.
Após sua
experiência de quase morte pelo pelotão de fuzilamento e seu exílio na Sibéria,
passou a desenvolver uma visão mais conservadora e cristã, se tornando um
defensor do cristianismo ortodoxo e rejeitando o materialismo ocidental. Nem no
individualismo extremo, nem no coletivismo radical, o sentido real da vida só
pode ser encontrado no equilíbrio entre o indivíduo e a coletividade.
A culpa e a
consciência da pessoa podem destruir o criminoso mesmo antes da justiça chegar
ao mesmo, isto ocorrendo por meio de pensamentos e sentimentos, muito bem
expresso no livro “Crime e castigo”, no tocante a mente de Raskólnikov antes,
durante e após o assassinato que ele comete. Conflitos internos devastadores,
na verdade, estão presentes na mente de muitos dos personagens criados por Dostoiévski,
divididos, por vezes, entre seus desejos egoístas e suas aspirações morais.
Enquanto
escritor e romancista, o autor tende a confrontar o leitor com profundas
questões existenciais de difícil resolução, de modo que, sua obra transcende a
literatura, trazendo temas presentes na filosofia, na psicologia e na própria
sociedade.
ALGUMAS DE SUAS
PRINCIPAIS OBRAS
1- Pobre Gente. Título
original: Бедные люди (Bédnyye lyudi). Ano da primeira publicação: 1846.
Primeira obra de
Dostoiévski. Trata-se de um romance que apresenta uma crítica social e
psicológica sobre a sociedade russa de sua época e que teve enorme sucesso
quando publicado. O romance se desenvolve por meio de cartas trocadas entre o
funcionário público Makar Devushkin e sua amiga, Varvara Dobroselova. Neste
romance são abordados como temas a pobreza, o sofrimento humano e a busca pela
obtenção de dignidade.
2- O Duplo. Título
original: Двойник (Dvoynik). Ano da primeira publicação: 1846.
O livro
apresenta o estilo psicológico do autor, contando uma história sobre um
funcionário público, Yakov Petrovich Goliadkin, que começa a ver um outro homem
igual a si-mesmo, sendo este o seu duplo. O romance trata e aprofunda questões
vinculadas à identidade e à fragmentação da psique humana.
3- Recordações
da Casa dos Mortos. Título Original: Записки из Мёртвого дома (Zapiski iz
Myortvogo doma). Ano da Primeira Publicação: 1861-1862 (publicado inicialmente
em formato de folhetim na revista "Vremya", e como livro em 1862).
Trata-se de
relato semiautobiográfico tendo como base as experiências tidas por Dostoiévski
durante o exílio na Sibéria. A obra é narrada por Aleksandr Petrovitch
Goriantchikov, um nobre condenado por assassinar sua esposa, que serve como
alter ego do autor.
4- Memórias do
Subsolo. Título original: Записки из подполья (Zapiski iz podpol'ya). Ano da
primeira publicação: 1864.
O romance se
encaminha para ser uma verdadeira obra filosófica enquanto reflexão sobre o
existencialismo e o niilismo. O personagem principal, conhecido por “o homem do
subsolo”, vive de modo isolado de outras pessoas e da sociedade. A obra traz
monólogos sobre a liberdade humana, o sofrimento e a alienação.
5- Crime e
Castigo. Título original: Преступление и наказание (Prestuplenie i nakazanie). Ano
da primeira publicação: 1866.
Umas das mais
famosas obras do autor. Conta a história de um jovem estudante de nome Rodion
Raskólnikov, que comete um assassinato e tem de lidar com as consequências
deste ato. A obra aborda questões vinculadas à moralidade, à culpa e ao
sofrimento existencial.
6- O Jogador. Título
original: Игрок (Igrok). Ano da primeira publicação: 1867.
Um romance que
transcorre em uma cidade cassino, acompanhando o personagem principal da trama,
Alexei Ivanovich, que luta contra o vício do jogo. Temos uma análise sobre os
conflitos internos e a destruição pessoal ocasionada pela obsessão e vício.
7- Os Demônios
(também traduzido como "Os Possessos"). Título original: Бесы (Besy).
Ano da primeira publicação: 1872.
Análise sobre a
política e a revolução na Rússia czarista do século XIX. A história acompanha
um grupo de revolucionários radicais que tem como meta a derrubada do governo.
São abordados temas tais como: o fanatismo, o caos social, a destruição causada
por ideologias extremistas.
8- O Idiota. Título
original: Идиот (Idiot). Ano da primeira publicação: 1869.
Príncipe Míchkin
é um personagem que é descrito como sendo um “idiota” em virtude de sua bondade
e pureza em um mundo corrupto e egoísta. O romance aborda questões vinculadas à
moralidade, saúde mental e à tensão entre a bondade por um lado e a crueldade
pelo outro, ambas (bondade e crueldade) presentes no ser humano.
9- Os Irmãos
Karamázov. Título original: Братья Карамазовы (Brat'ya Karamazovy). Ano da
primeira publicação: 1880.
Umas das mais
complexas obras do autor. A história ocorre em torno da família Karamázov e da morte
do patriarca, Fiódor Pavlovich Karamázov. Um trabalho onde o autor aborda de
forma aprofundada questões vinculadas à fé, à razão, ao livre-arbítrio e à
moralidade. Temos a presença de questões religiosas e filosóficas.
Charles Robert
Darwin (1809-1882) nasce em Shrewsbury, Shropshire, Reino Unido, e falece aos
73 anos de idade em Downe, Kent, Reino Unido. Proveniente de uma tradicional e
abastada família religiosa. Ele foi o quinto de seis filhos de Robert Waring
Darwin, um médico e empresário de sucesso, e Susannah Wedgwood, herdeira da
rica família de fabricantes de cerâmica Wedgwood. Sua família já possuía uma
tradição intelectual e científica. Seu avô, paterno, Erasmus Darwin, foi um
renomado médico, filósofo natural e poeta, que já especulava sobre a evolução
antes de Charles. Por outro lado, a família Wedgwood contribuiu para sua
formação liberal e progressista, o que influenciou seu desenvolvimento pessoal.
Em 1817, sua mãe faleceu quando ele tinha apenas 8 anos, e sua educação passou
a ser supervisionada pelo pai e suas irmãs mais velhas. Atuou como cientista
natural (naturalista), biólogo e geólogo. Quando de seu falecimento, em 1882, Darwin
recebeu um funeral de Estado e foi sepultado na Abadia de Westminster, próximo
ao túmulo de Isaac Newton.
No ano de 1818
Darwin ingressou no tradicional colégio Shrewsbury, mas não demonstrou
interesse pelas disciplinas ali ministradas, preferindo voltar seus interesses
para o estudo da natureza, colecionar insetos e conchas, realizar pequenas
experiências químicas, etc., o que não agradava seus professores.
Aos 16 anos de
idade, em 1825, ingressa na Universidade de Edimburgo para estudar medicina,
mas não demonstrou interesse por tais estudos, em particular após assistir
presencialmente cirurgias realizadas sem anestesia. Este período foi marcado
pelo envolvimento de Darwin com clubes e grupos de história natural, estudando
e aprendendo sobre taxidermia e zoologia.
Como Darwin não
deu certo no curso de medicina, seu pai decidiu matricula-lo em 1828 na
Universidade de Cambridge, preparando-o para ser clérigo da Igreja Anglicana.
Inicialmente Darwin aceitou a ideia, já que isto lhe permitia mais tempo para
se dedicar a explorar a natureza. Foi neste período que desenvolveu amizades
com professores, dentre os quais o botânico John Stevens Henslow, que o
apresentou a ciência formal e reconheceu o seu talento como naturalista, vindo
mais tarde a recomendá-lo para a famosa viagem que faria a bordo do HMS Beagle.
Sua conclusão do curso de Bachelor of Arts (Bacharelado em Artes) e formatura ocorreu
no ano de 1831, este curso era pré-requisito para o início de uma carreira como
clérigo, mas ele não seguiu por este caminho.
Tornou-se famosa
a sua viagem de cerca de cinco anos a bordo do HMS (Her Majesty Ship) Beagle
(1831-1836) que iniciou quando contava 22 anos de idade. No decorrer desta
viagem ao redor do mundo, Darwin teve a oportunidade de observar e coletar
distintas formas de vida, que lhe permitiram um melhor entendimento sobre a
evolução das espécies, sua futura teoria. Ele fez coleta de fósseis,
observações geológicas e, podemos destacar como um ponto importante da viagem a
parada nas ilhas Galápagos, onde pode observar os pássaros ali existentes e
concluiu que a grande variedade dos mesmos estava relacionada com o meio no
qual viviam, buscando uma adaptação ao mesmo dentro do que mais tarde iria
chamar de seleção natural.
A indicação de
Darwin como naturalista para compor a tripulação do HMS Beagle partiu de seu
amigo e professor Henslow. O objetivo principal da viagem era mapear a costa da
América do Sul, mas foi também uma grande oportunidade para Darwin explorar a
biodiversidade e geologia de várias regiões do globo. Ele esteve nas ilhas
Galápagos, no Brasil, no Chile e na Austrália, sempre coletando amostras de plantas
e animais, bem como de fósseis e rochas. Durante sua viagem, manteve constantes
anotações em seu diário, conservando suas observações e reflexões sobre as
ocorrências por ele vivenciadas no decorrer da viagem.
No retorno a
Inglaterra, em 1836, organiza suas anotações e coleções, apresentando
publicações e ganhando notoriedade no meio científico. Em 1839 ele se casa com
Emma Wedgwood (Emma Darwin), prima em primeiro grau, filha de sua tia materna.
O casal teve um total de 10 filhos, mas somente sete conseguiram chegar a vida
adulta.
No transcurso de
sua vida apresentou sérios problemas de saúde, com sintomas frequentes de
náuseas, vômitos, dores abdominais, palpitações, fadiga e ataques de ansiedade.
A causa de seus males não foi devidamente compreendida a sua época e mesmo hoje
em dia existem algumas teorias que buscam explicar seus problemas de saúde.
Darwin postergou
a publicação de suas principais conclusões sobre a seleção natural e origem
evolutiva das espécies, até que no ano de 1858 Alfred Russel Wallace, que havia
chegado as mesmas conclusões de Darwin sobre a origem das espécies, encaminha
uma carta a Darwin comunicando sobre suas descobertas, o que motivou que dois
pesquisadores, Hooker e Lyell, amigos de Darwin e Wallace providenciassem que
ambos pesquisadores apresentassem suas descobertas em conjunto. Um ano mais
tarde, em 1859, Darwin publica sua principal obra até aquele momento, “A origem
das espécies”.
Coube à obra “A
origem das espécies, 1859, apresentar as principais ideias de Darwin sobre
evolução. Segundo seu pensamento ali exposto, as espécies sofreriam um processo
evolutivo no decorrer do tempo e ele chamou a este processo de “seleção
natural”.
Apesar de
Lamarck ter defendido a ideia da evolução das espécies antes de Darwin, ainda
na época de Darwin o establishment científico e religioso entendia que as
espécies eram fixas (imutáveis) e que não havia evolução alguma, sendo esta a
concepção predominante no século XIX quando Darwin começou a expor suas
conclusões. A idade da Terra era calculada por meio da Bíblia e se entendia que
Deus havia criado tudo de uma só vez, sendo o responsável por toda a criação.
Mas nesta época também, começaram a surgir descobertas provindas da geologia,
paleontologia e biologia que desafiavam a concepção tradicional. Em suma, a
Terra começava a ser vista como sendo muito mais antiga do que a datação
bíblica e as espécies não seriam imutáveis, pois, sofreriam mutações ao longo
do tempo histórico.
Segundo Darwin a
evolução das espécies se dá de dois modos possíveis, natural e artificial. A
seleção natural ocorre na natureza e diante do meio ambiente, quando
determinadas alterações se mostram mais viáveis para a sobrevivência do
indivíduo ou para reduzir suas chances de sobreviver e se perpetuar nas
gerações seguintes, já os criadores de animais (cães, pombos, outros) aplicam a
seleção artificial para obter o aprimoramento de espécies segundo seus próprios
interesses. Há também uma seleção
sexual, na qual determinados indivíduos por meio do ato sexual e da escolha do
parceiro para a procriação, tendem a perpetuar certas mudanças e levar outras à
extinção. A seleção sexual se faz presente tanto na seleção natural como também
na seleção artificial.
Ao propor a
teoria da evolução das espécies por meio da seleção natural, afirmou que todas
as espécies existentes hoje se originaram de um ancestral comum e que foram
evoluindo ao longo do tempo, sofrendo gradativas alterações. Mesmo que não
perceptíveis de uma geração para a seguinte, ao longo do tempo histórico estas
alterações somadas tendem a se tornar mais perceptíveis, podendo levar ao
surgimento de novas espécies. Segundo o pensamento de Darwin, todos os seres
vivos são descendentes de um ancestral comum. Ele defendeu a teoria de que os
ramos evolutivos são o resultado da seleção natural.
Todas as
populações apresentam variabilidade e estas variações individuais podem se
mostrar mais ou menos adaptadas à sobrevivência. Quando uma variação se mostra
mais vantajosa para dado indivíduo, este tende a ter maiores chances de
sobreviver naquele meio e levar estas alterações para seus descendentes. Há uma
constante competição pela sobrevivência dentro do meio ambiente e uma dada
característica pode ser essencial para preservar ou não determinado organismo,
permitindo sua sobrevivência e continuação desta característica em sua
descendência. Aqui podemos encontrar uma melhor camuflagem para fugir dos
predadores, maior velocidade para fugir ou caçar, maior resistência a doenças,
etc. Com o tempo, as características mais vantajosas tendem a se tornar
predominantes na população, enquanto as menos vantajosas a sobrevivência do
indivíduo tendem a diminuir em número ou mesmo desaparecer e isto é a seleção
natural, que ocorre de modo lento e gradual durante muitas gerações em um grande
período de tempo. Pequenas mudanças acumuladas podem resultar em diferenças
significativas ao longo do tempo e mesmo levando ao surgimento de novas
espécies. Deste modo, no decorrer de milhões de anos a vida deu origem às
múltiplas espécies hoje existentes na Terra, todas oriundas de um mesmo
ancestral.
Populações que
descendem de um mesmo ancestral, em distintos ambientes, terão características
priorizadas como vantajosas diante de cada ambiente, proporcionando a
sobrevivência e predomínio de tais mudanças na população. A adaptação se mostra
como sendo um processo no qual uma determinada modificação se torna mais
adaptada ao meio ambiente e tais pressões seletivas específicas podem levar ao
surgimento de novas espécies. Estas adaptações podem ser observadas, por
exemplo, no bico de pássaros nas ilhas Galápagos, os tentilhões, já que em cada
ilha o formato e tamanho de seus bicos varia de modo a se adaptar ao tipo de
alimento ali disponível. Começando com um ancestral comum a todos os
tentilhões, estes foram se adaptando às condições de cada nova ilha,
apresentando alterações distintas na forma e tamanho de seus bicos que
tornaram-se predominantes diante da luta pela sobrevivência e busca por
alimento ali disponível.
Por meio do
estudo de fósseis encontrados durante sua viagem no HMS Beagle, Darwin concluiu
que animais hoje extintos mantinham semelhanças com animais que ainda existem
hoje, podendo sugerir que as espécies hoje existentes podem ter evoluído a
partir destas formas ancestrais por meio da seleção natural.
Enquanto a
seleção natural ocorre sem a intervenção humana e diante da luta pela
sobrevivência na natureza e em um meio ambiente que pode ser mais hostil ou
favorável a determinadas características ou mudanças (pequenas variações)
apresentadas nos indivíduos de determinado grupo populacional, a seleção
artificial se dá intencionalmente por meio da intervenção direta de humanos na
criação de plantas e animais mais condizentes com as necessidades humanas,
domesticando para seu próprio uso estas plantas e animais. Os humanos escolhem
quais animais irão cruzar e procriar, e o fazem por meio da presença de
determinadas características que estes desejam preservar e ampliar, daí, por
exemplo, as inúmeras raças de cães e gatos. Na seleção natural, quem define
quais organismos sobreviverão e se reproduzirão é a natureza presente no meio
ambiente no qual vive esta população, na seleção artificial este papel cabe ao
humano.
ALGUMAS DE SUAS
PRINCIPAIS OBRAS
1. Viagem de um
Naturalista ao Redor do Mundo. Título original:
Journal of Researches into the Natural History and Geology of the Countries
Visited during the Voyage of H.M.S. Beagle round the World. Ano da primeira
publicação: 1839.
Este livro é o
relato da viagem de Darwin no navio HMS Beagle (1831-1836). Durante a
expedição, Darwin registrou observações sobre a geografia, flora, fauna e povos
das regiões visitadas, incluindo América do Sul, Austrália e ilhas do Pacífico.
As observações coletadas durante esta viagem foram fundamentais para o
desenvolvimento de sua teoria da evolução por seleção natural.
2. A Origem das Espécies. Título original: On the
Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of
Favoured Races in the Struggle for Life. Ano da primeira publicação: 1859.
Mais famosa obra
escrita por Darwin nos dias atuais e responsável por apresentar sua teoria
sobre a evolução das espécies por meio da seleção natural. São apresentadas
evidências de que as espécies não são fixas e imutáveis, evoluindo no decorrer
do tempo histórico por meio de um processo de seleção natural. Há a seleção
natural, a seleção artificial e a seleção sexual. Na seleção natural os
indivíduos que possuam características mais vantajosas diante do meio no qual
vivem tendem a sobreviver e passar estas mesmas características para seus
descendentes.
3. A Variação
dos Animais e Plantas sob Domesticação. Título original: The Variation of Animals and Plants under
Domestication. Ano
da primeira publicação: 1868.
Darwin aborda
nesta obra a seleção artificial introduzida nas espécies por meio de criadores
humanos de modo a influenciar que determinadas características presentes em
plantas e animais domesticados se tornem predominantes.
4. A
Descendência do Homem e Seleção em Relação ao Sexo. Título original: The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex. Ano da primeira
publicação: 1871.
Aqui são
aplicadas as ideias de Darwin sobre evolução da espécie humana, sugerindo que
os humanos compartilham de um ancestral comum com outros primatas e
apresentando uma discussão sobre o papel desempenhado pela seleção sexual na
evolução das espécies, tornando determinados traços físicos e comportamentais
predominantes ao serem priorizados na escolha do parceiro sexual e na
reprodução.
5. A Expressão
das Emoções no Homem e nos Animais. Título
original: The Expression of the Emotions in Man and Animals. Ano da primeira
publicação: 1872.
Um exame do modo
como os humanos e demais animais expressam suas emoções por meio de gestos e
comportamentos. Expressões emocionais podem encontrar uma base evolutiva comum
e serem compartilhadas por distintas espécies.
6. Plantas
Insetívoras. Título original: Insectivorous Plants. Ano da primeira publicação:
1875.
Estudo sobre
algumas plantas que capturam e digerem insetos para obtenção de nutrientes. São
descritos os mecanismos adaptativos dessas plantas e a importância da seleção
natural no desenvolvimento destas características.
7. Os Efeitos da
Autofecundação e da Fecundação Cruzada no Reino Vegetal. Título original: The Effects of Cross and Self
Fertilisation in the Vegetable Kingdom. Ano da primeira publicação: 1876.
Estudo sobre os
efeitos da autofecundação e da fecundação cruzada em plantas. A seleção natural
é responsável por estratégias que proporcionem uma maior diversidade genética e
a fecundação cruzada tende a proporcionar descendentes mais vigorosos.
8. As Diferentes
Formas de Flores em Plantas da Mesma Espécie. Título original: The Different Forms of Flowers on Plants of the Same
Species. Ano
da primeira publicação: 1877.
Estudo sobre as
diversidades de formas de flores e a relação disto com a reprodução destas
plantas. Uma análise da fecundação cruzada no tocante à sobrevivência das
plantas por meio das adaptações.
9. O Movimento
das Plantas Trepadeiras. Título original:
The Power of Movement in Plants. Ano da primeira publicação: 1880.
Estudo sobre os
movimentos de algumas plantas em relação a estímulos externos, tais como a luz
e a gravidade. Estes movimentos tenderiam a contribuir para a sobrevivência e o
crescimento destas plantas.
10. A Formação
do Húmus Vegetal pela Ação dos Vermes. Título original: The Formation of Vegetable Mould through the Action of
Worms, with Observations on their Habits. Ano da primeira publicação: 1881.
Estudo sobre o
papel desempenhado pelos vermes na formação do solo e sua importância para os
ecossistemas. É abordado o impacto dos vermes na fertilidade do solo e como seu
comportamento afeta o ambiente.