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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

sábado, 15 de maio de 2010

Relacionamento amoroso sexual com um homem que pode ser psicopata/sociopata


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Psicopatia
Dr. Silvério, tudo bem com vc?
Se possível, gostaria de uma análise sua do que vou relatar.
Tenho um relacionamento há quase “xx” anos com um homem de “xx” anos. (eu tenho “xx” mas me acho muito jovem e alegre).
Sempre achei ele muito impulsivo e sem controle emocional em determinadas situações. Pensei que fosse da sua natureza.
Brigas horríveis presenciei dele com a mãe, pq ela também é uma pessoa difícil e provocadora, então pensei que fosse falta de paciência da parte dele.
Mas ao ler um artigo sobre Psicopatia/sociopatia, consegui identificar muitas características do perfil de um sociopata (prefiro esse nome ao psicopata, acho muito pesado) nele.
Fiquei apavorada...
Ausência de culpa - ele sempre está com a razão em tudo. Não admite erros. O errado é sempre os outros, não ele.
Mestre da mentira - ele mente descaradamente na minha frente, sem motivo, diz que é advogado, que ganhou muito dinheiro nos negócios, sempre contando vantagens aos amigos.
Manipulador e egoísta - é extremamente persuasivo em tudo que faz. As pessoas acabam fazendo o que ele quer e qdo isso não acontece é acometido de uma ira enorme. É altamente egoísta.
Inteligência - muito inteligente. Fala e escreve muito bem. Defende muitas causas baseado no Código Civil. Como ele é inteligente. Nunca fez faculdade, está se preparando agora. Mas é um autodidata.
Ausência de afeto - Ele não retribui meus carinhos e afeto. Muitas vezes me empurra qdo vou fazer carinho nele ou abraçar, alegando calor. Observo que até com crianças ele não tem aproximação. Não foi na minha formatura, um momento tão importante da minha vida, só porque meu filho foi.
Impulsividade - Ele já me colocou em várias situações de risco: brigas na rua com mecânico que tive de desarpartar, briga por causa de estacionamento, e a ultima foi com meu filho mais velho  que o colocou em  perigo, quase foi atropelado. Graças a Deus, não teve nada. Mas ele já se envolveu com brigas com policial e responde processo. Isso antes de mim, mas ele me contou. Ele não tem limites nem respeita o espaço dos outros.
Isolamento - tem pouquíssimos amigos. Não freqüenta casa de ninguém, só através do meu intermédio.
Conquistador - ele se acha... parece um Dom Juan ... sempre paquerando mulheres na minha frente, não me respeita e ainda diz que sou louca que vejo coisas onde não existe. Já terminamos muitas vezes por causa da sua infidelidade, até pela internet. Mas ele pede pra voltar, alegando que me ama, que foi um escorrego e eu acabo voltando.
Meus filhos não querem esse relacionamento. Dizem que me faz sofrer.
Doutor, fiquei pensando nisso muitos dias. Ele não é assassino, e parece um contracenso mas cuida muito bem de mim. Se preocupa comigo, e agora está montando um apartamento e ele diz que é pra nós dois. Tenho “xx” filhos e já percebi que estou me afastando deles por causa desse relacionamento. Ele já foi muito bom com meus filhos, mas agora eles estão adolescentes, e já tem quase 1 ano que não se falam mais, porque não aceitam a maneira imperativa dele ser. Não freqüenta mais minha casa. Tem que ser do jeito que ele quer. Muitas vezes está certo, mas o jeito dele querer forçado as coisas, ele perde todo o carinho, amor  e confiança dos meninos.
As coisas que ele faz, quando acha que é muito grave depois se arrepende, pede desculpas e daí a pouco faz e fala coisas que magoam demais.
Não sei se estou obsidiada por ele. Ele exerce um domínio muito grande sobre mim. mas ele me quer muito bem. Dá para entender?
É um misto de querer e não querer, amar e não amar e não se sentir amada.
Não sei o que faço da minha vida. As vezes acho que estou me iludindo com tudo isso...
Você acha que eu conto a ele  e dou pra ele ler sobre esse artigo falando sobre Psicopatia?
Será que ele vai tentar melhorar? Li também que não tem cura, é verdade?
Doutor me ajude... Ele não é tão ruim, mas também quando quer dizer qualquer coisa fala. Não se preocupa se vai me magoar.
Noto que às vezes ele gosta de me humilhar. E eu tenho uma tendência de ficar depressiva quando isso acontece... Será que sou doente também??
Me ajude, doutor, pois não tenho coragem de falar sobre esse assunto com ninguém.
Penso muito em terminar de uma vez com esse relacionamento mas não tenho coragem.
Aguardo ansiosa pela sua resposta.
C.M.W.

----- Original Message -----
Subject: RE: Psicopatia
Doutor Silvério,
Obrigada pela atenção dispensada em responder meu e-mail.
Entendi e gostei muito das suas palavras. Mas aconteceu algo que eu não esperava. Até agora estou perplexa e sem achar o chão. Seguindo seus conselhos tentei conversar com ele sobre como eu gostaria de ser tratada, e também estava o achando  muito frio comigo. Parece que ele aproveitou essa oportunidade para pôr um ponto final em nossa relação.
Me disse coisas que me magoaram muito. Falou que em seus planos não existia lugar nem espaço pra mim, que gostaria de ter a família dele, filhos (tenho “xx” filhos do primeiro casamento e liguei as trompas, ele sempre me pediu um filho e não pude dar), mulher. Que desde o final de “20xx” ele prometeu e ele mesmo que iria ter um “20xx” diferente e eu não estava incluída nesses planos. Só para vc ter uma idéia doutor, nós fizemos uma viagem de carro de “xxx” onde moramos até S.Paulo, passamos por Rio de Janeiro, “xx”, “yy” enfim, foi maravilhoso, foram 20 dias de muita emoção que nunca tive igual e ele falou que isso vai ficar agora só na lembrança. Passamos o carnaval juntos e já estávamos dormindo no apartamento que ele comprou, embora ainda não esteja totalmente pronto. Eu ajudava a ele a pintar o apartamento, fazer retoques, escolhi os revestimentos da cozinha, sala, piso etc. pensávamos qual seria os móveis que iríamos comprar, fazíamos planos como iria ficar o apartamento depois de pronto, e ele me dizia que seria melhor para gente, pois iríamos namorar mais, aí quando falei sobre isso, ele me disse que não era para me apegar nessas bobagens. Logo após a quarta feira de cinzas, precisamente na sexta feira, ele me dispensou, me excluiu da sua vida. Falou que nós precisamos de novas relações, porque a nossa já estava desgastada. Não entendo, tantos planos estávamos fazendo, de fazer curso de “xx” juntos, abrir uma empresa de”xx” (eu já tenho o curso de “xx” e ele está terminando de fazer), para juntos ganharmos muito dinheiro, pensávamos em fazer um cruzeiro com “xx” que é casada... Não sei o que deu nele. Percebi que o sexo estava esfriando também. Vivi minha vida pra ele. Tudo que ele precisava eu fazia. Estou me sentindo uma laranja que foi espremida até o fim  e foi jogada o bagaço fora. Foram “xx” anos de relação e ele nem levou uma hora para terminar tudo. Já terminamos e voltamos várias vezes, mas acho que agora foi sério. Voltamos o ano passado em “xx” depois de um desentendimento com meu filho mais velho (ele não se dá bem com ele) após 4 meses de separação. A mãe dele nunca me aceitou, ela sempre quis que ele se casasse com uma mulher solteira e que desse filhos a ele. Imagine, “xx” anos anos ouvindo isso da mãe, deve ter influenciado na sua decisão.
Ele disse pra eu ser feliz e que não terminou em dezembro porque é o mês de natal e “xx”, depois veio a viagem e ele disse que já estava programado para terminar comigo após o carnaval. Ele não me poupou nem um pouco. Chamei ele pra conversar, para tentarmos melhorar a nossa relação e ele terminou comigo. Disse que não estava mais feliz ao meu lado, que já estava cansado de tudo.
Ainda não engoli tudo isso doutor. Como pode ser tão frio? tantos planos feitos em pedaços...
Agora preciso da sua palavra amiga, da palavra do psicólogo para entender esse terremoto que está acontecendo na minha vida.
Bem doutor, aqui termino minha triste estória, e espero seu retorno.
Abs da amiga C.M.W.

 ----- Original Message -----
Subject: RE: Psicopatia
Dr. Silvério,
Agradeço mais uma vez pela atenção dispensada em dar-me uma resposta, sempre positiva.
Suas palavras mais uma vez me reanimaram e me fez ver essa situação de outra forma. Não vou mais me lamentar e ficar me torturando me perguntando onde foi que eu errei.
Acabou e pronto. Vou olhar para frente e construir uma nova vida pra mim, vou me valorizar mais como mulher e pessoa.
Obrigada por ter lembrado do dia da mulher.
É muito bom saber que posso contar com vc. Espero que das próximas vezes por uma causa de felicidade...
Que Deus te ilumine sempre, com suas palavras maravilhosas, ajudando a todos que por algum motivo te procura. Parabens por ser a pessoa generosa que vc é.
Abs
C.M.W.

Aproveito a oportunidade para convidar C.M.W. a visitar meu site onde encontrará livros de minha autoria no formato PDF e quatro catálogos bibliográficos, bem como, visitar meu blog "Ser escritor" www.doutorsilverio.blogspot.com onde existem vários textos interessantes divididos por temas em marcadores. Lhe convido a participar também de meu Orkut cujo e-mail é doutorsilveriooliveira@gmail.com "Silvério Oliveira".
Vamos começar do início, eu particularmente prefiro o termo "psicopata", se bem que alguns também chamem de "sociopata" e você prefira este último e concordo que há boas razões para a preferência deste último termo. O que o cinema apresentou em diversos filmes com relação a personalidade sociopata é só a ponta do cume da montanha, para o cinema os psicopatas são monstros homicidas, selvagens assassinos e violentadores de toda a espécie, pessoas a margem da sociedade. Tudo bem que alguns sejam, no entanto, o número de pessoas que tem fortes traços de psicopatia ou mesmo uma estrutura de personalidade psicopata é muito maior e abrangente do que as tolas definições cinematográficas. A grande maioria jamais matará ou cometerá algum crime bárbaro durante toda a sua vida, serão, sim, pessoas bem sucedidas, amantes charmosos e sedutores, ricos empresários ou executivos totalmente voltados para seus trabalhos.
Toda criança até a idade de cinco anos, mais ou menos, quando perguntada porque faz ou deixa de fazer alguma coisa, afirma ser porque seu pai, mãe, professora ou responsável assim determinou. Por volta dos cinco anos ocorre uma transformação e a criança começa a dizer que não faz determinadas coisas porque é errado e pelo fato que ela própria pensa que é assim, ou seja, introjetamos a moral, levamos para dentro de nossa mente as proibições de nossos pais e da cultura na qual vivemos.  Criamos o "não posso", "não devo", "é errado" e o sentimento de culpa quando quebramos tais valores. Como estes valores morais passam a ser nossos, passamos a ter culpa quando não os cumprimos. A Psicanálise chama a esta instância de "superego", entendendo por tal a moral e os valores culturais representados pelo pai e introjetados pela criança por volta da idade de cinco, seis anos com a dissolução do complexo de Édipo. Tenho um texto sobre isto em um dos capítulos de meu livro em PDF na Internet em meu site, livro: "Reflexões filosóficas: uma pequena introdução a filosofia", veja o capítulo sobre psicanálise.
Ocorre que em algumas mulheres e homens é como se não se formasse esta instância do superego, ou seja, faça o que fizer, não terá remorso ou sentimento de culpa, temos aí o nosso psicopata ou sociopata.
 Você tem “xx” e eu tenho “yy” e daí? A verdadeira idade não é cronológica e sim mental. Tem muita gente por aí que tem uma carteira de identidade que diz que tem 18, quando na verdade a pessoa tem 88 e tem outros de 70 na identidade que tem uma vida digna de 20.
Tem gente inclusive que já morreu e não sabe, andam por aí, pois, esqueceram de enterrar, verdadeiros zumbis de nossa sociedade, corpos sem vida, mortos sem descanso.
 Você define bem algumas características da psicopatia/sociopatia, é isto mesmo, no entanto, não necessariamente todas presentes intensamente em todos os casos clínicos e há também a questão da ética e educação que deve ser levada em consideração. Mesmo não tendo desenvolvido um superego, nada o impede de ter um forte envolvimento com a ética ou de ter uma educação mais esmerada que permita um trato melhor com as pessoas. Há também a questão do respeito humano, que pode estar presente.
 Minha amiga, não acho producente falar no problema ou mesmo o acusar de ter esta ou aquela outra personalidade patológica. Procure focar sua atenção na solução, no que você quer que ele faça e não no que ele faz de errado. Mostre-lhe como quer ser tratada  e converse com ele. Procure sempre enfocar a solução e não o problema, mostre o caminho certo a ser percorrido e não aponte somente para o caminho errado. Viver é como pedalar uma bicicleta e o mesmo vale para os relacionamentos humanos, nós vamos para onde vai nosso olhar.
Querida amiga, um relacionamento serve para nos ajudar a crescer e superar obstáculos, se mantemos um relacionamento que nos prejudica, nos destrói por dentro, não estamos sendo gentis conosco.
O melhor caminho é sempre a comunicação positiva, se tentamos conversar e a pessoa responde dizendo que prefere terminar, esta é a parte da conversa dela e assim deve ser escutado, trata-se de uma resposta como qualquer outra e talvez tentativa de manipulação do outro.
Cabe a vc buscar o melhor para vc, algo que te faça crescer e não que te destrua por dentro e por fora.
Pense neste relacionamento como “xx” anos nos quais vc viveu uma bela aventura de vida, teve boas experiências e emoções e outras não tanto, um período de experiência de vida e que vc aproveitou e curtiu. Agora, o que está pela frente depende de vc. Fazer planos é uma característica de nós, seres humanos, infelizmente, quando estes planos envolvem outras pessoas, nem sempre se realizam do jeito que nós gostaríamos.
Tenha certeza que naquilo em que seus pensamentos e atenção se concentrarem vc atrairá para sua vida. Mantenha-se na perspectiva de que algo bom sempre surge de todas as nossas experiências e de que o futuro a nós cabe construir e moldar.
Você vai conseguir alguém bacana para sua vida. Isto mesmo minha amiga, cabeça erguida e vida para a frente. Sugiro leitura de alguns livros de auto-ajuda para ajudar mais ainda a levantar esta auto-estima e sendo possível, vamos sair um pouco, freqüentar novos lugares (academia, bares, colégios e faculdades, boites, etc) para conhecer novas e interessantes pessoas. Evite cair na nostalgia de ficar pensando no que poderia ter sido neste relacionamento, preencha seu tempo ocioso com outras atividades.
Se tiver um tempo, visite meu site e pegue informações sobre meu livro "Vencer é ser feliz: A estrada do sucesso e da felicidade" Editora Ibrasa ano: 2002 disponível nas livrarias e diretamente com a editora. Sugiro a leitura deste livro de auto-ajuda de minha autoria para te animar um pouco mais.
Eu quero agora é escutar que você está bem e que ou o cara te procurou e fez as pazes ou você está com outra pessoa bem mais bacana e interessante. Vá a luta porque as coisas boas da vida pertencem àqueles que lutam por elas.

Pergunta: Você já teve relacionamentos com pessoas complicadas ou emocionalmente doentes? Como foi e como superou esta fase em sua vida?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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