Ser Escritor

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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Dúvidas de uma mulher praticante de ménage e swing


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Preciso de ajuda
Boa tarde Doutor!
Estou confusa e preciso de ajuda profissional, infelizmente moro distante de seu consultório, mas tenho esperança q. possa me dar um ponto de partida.
Tenho “xx” anos de idade, e sou casada com meu atual marido há “xx” anos, tenho “xx” filhas adolescentes e ainda amo meu marido. Nós passamos por muitas crises e sempre voltamos, e tentamos melhorar, mas eu sou uma pessoa cheia de traumas, cheia de medos, além de ser depressiva. Nos últimos tempos nós acalmamos e paramos com as brigas e acusações, no entanto, parece q a relação perdeu o viço, perdeu a cor, dessa forma decidimos partir para um relacionamento "aberto". Fomos a encontros de casais, conhecemos pessoas e já até rolou alguma coisa, ele adorou, se sentiu em casa e não cansa de elogiar e dizer como foi maravilhoso,  e diz  q agora nós encontramos o nosso lugar, nosso grupo de amigos, etc, eu por lado sinto medo, ciúme, raiva, na verdade sinto ódio de todos, não sei o q fazer, ontem fiquei zangada e falei em parar, mas estou percebendo q não tem volta. É importante frisar que antes de nos relacionarmos com casais, fizemos muito ménage, eu já estava acostumada e ele dizia q era isso o que ele queria e gostava, que ele não tinha interesse em troca de casais, pois o que ele gostava era ménage mesmo, apesar de levar vantagem, ou seja, ter dois homens a meus pés, nunca me senti bem, sempre achei que quem permite q o outro transe com outra pessoa e na sua frente, não pode amar. Nunca me senti amada por causa dessas fantasias dele, não vou dizer que não houveram vezes em que não curti e até cheguei a gozar, mas na verdade posso tranqüilamente viver sem isso, mas sei q não é mais possível e q minha vida vai virar um inferno. Agora ele diz que gosta mais de troca. Não sei se estou conseguindo explicar, sei apenas q estou tendo outra crise depressiva e cheguei a procurar um psiquiatra, tamanha contradição se passa dentro de mim.
Nós fomos  à casa de uns amigos e sem planejar acabou rolando um swing, fiquei constrangida e até sarrei com alguns, mas não houve penetração e acabei tendo que ir embora por de cinco da manhã, pois ia trabalhar, e quando ei sai já havia acabado o swing, eles ia ficar conversando “xxxx” , dessa forma, meu marido disse que me levaria até em casa “xxx” e que ele retornaria, eu não me importei e ele, voltou, nós saímos à noite quando cheguei do trabalho, e tudo correu sem problemas. Uma semana se passou e nós dois fomos a um barzinho, e sem querer ele disse q voltou e transou com a dona da casa, isso me deu uma dor tão profunda, que me fez vomitar e desde então tenho tido esse ódio que citei acima. Não consigo mais olhar para a  amiga e nem para o marido dela. O que faço? Detalhe: sou mais jovem, mais bonita e dos quatro homens q estava lá, três só queriam ficar comigo, na verdade quatro, por que  o meu marido também ficou o tempo todo me paparicando. Sinto que ele me engana, por que pode parecer pouco, mas ele escondeu, e admitiu que escondeu, alegando que não queria me magoar, porque naquele dia eu tinha dito q tinha ciúmes  O QUE ESTÁ ACONTECENDO??? O QUE FAÇO??? ME AJUDA! TO SOFRENDO.
Tem dias em que levo tudo isso numa boa, sem problemas, chego até a achar natural, mas em outras horas. . . , hoje por exemplo sinto q estou em uma encruzilhada.
Desculpe se não me fiz entender,  e se puder, por favor me ajude.
Obrigada

----- Original Message -----
Subject: Re: Preciso de ajuda
Olá Amigo!
A princípio gostaria de agradecer a atenção. Sei o quanto vc é ocupado, mas tb sei q nesse momento somente vc pode me ajudar, pois, além de ser um psicólogo, é especialista nisso que estou vivendo, o que para mim é surpreendente, uma vez, que não sabia q existiam profissionais especialmente voltados para esse "novo modo de vida" (talvez nem tão novo).
Quando lhe escrevi estava realmente desesperada, hj estou ótima, não sei o q me levou àquele estado, mas acredito q tenha sido a TPM, pois a minha, é realmente muito forte. Mas o q importa é  q hj estou me sentindo bem, e já não vejo o q aconteceu de um modo tão cruel, acho q estava carente. Na verdade, acho q passei uma imagem de boazinha demais, fato q não é verdadeiro. Tenho uma forte tendência a me fazer de vitima qdo estou na TPM.
Gostaria de frisar que essa experiência com trocas é nova, mas já fizemos muito ménage masculino, daí eu dizer q não sou boazinha, mas talvez egoísta. O meu único mérito, é que posso viver sem isso, sem sentir a menor falta. Optei por viver isso, porque estávamos vivendo aquela situação, onde sentávamos à mesa de um barzinho e já não tínhamos mais assunto, fato que não ocorria antigamente, nós já fomos abordados por um homem em um bar para saber se tínhamos casado recentemente, pois não parávamos de rir e falar, um chegava a interromper o outro. De repente não ter assunto é triste!!!!! Nós ficávamos só os dois em casa, tomando alguma coisa até o dia clarear, os amigos dele diziam que não sabiam como podia, pois ele estava feliz com isso, uma vez um deles brincou  q ele devia ser tarado. Diversas vezes fugimos p ir a motéis, e agora ,  tédio!!!
Sabe, meu marido “xx” convidou o casal “xx” citado no e-mail anterior, para passar o último finds em nossa casa de praia, eles foram e convidaram mais dois casais, e  qdo ele se ausentou, eu acabei falando o q havia sentido c o q aconteceu, a M. ficou triste e chegou a chorar, ela pareceu zangada com T. e disse q ele não tinha o direito de ter mentido p mim, o C. tb não gostou, todas as pessoas q estavam presente foram unânimes em dizer q ele tava errado. Eu acho q agi certo em falar, apenas não sei pq não consegui fazer isso na frente dele, que teria sido o correto. Só sei q acabei com o clima do finds, e apenas T não percebeu o q havia ocorrido, nós brincamos, fizemos jogo de streep (dados) e outras brincadeiras, mas nada de mt ousado.  O T. achou a noite ótima e sequer percebeu o constrangimento de todos nós. Um casal teve q ir embora cedo, mas dois dormiram na minha casa, as portas dos quartos ficaram abertas, mas ninguém se atreveu a sair dos quartos. No dia seguinte, apenas M. e C. ficaram até o final, o C. como sempre, ficou o tempo todo me agarrando (literalmente), nossa odiei, não consigo sequer me imaginar transando com ele, tive até um certo nojo, mas antes a idéia não me causava repulsa (vai entender).
Como mencionei, a M. levou mais dois casais, sendo um deles do interior do Estado, gostamos bastante deles! acredito que pode ser uma boa amizade, e o outro casal é da “xxxx” mesmo,  esse já me pareceu bem interessante, e vejo até a possibilidade de haver uma troca, mesmo porque, T. elogiou bastante a moça, e cá pra nós, o marido tb é maneiro (rsrsrs). São pessoas de uma classe social mais humildade, e talvez por isso, pareciam mais verdadeiros,  sem mascaras e joguinhos. Sinceramente, não entendo, porque acho q deveria estar mais insegura, pois ela é bonita e mais jovem, e ainda por cima acabou de fazer uma plástica, mas não estou insegura, e na verdade, estou até ansiosa, talvez porque tenha rolado uma química com o marido dela, porque ele é simpático, engraçado e bonito (não tão bonito como meu marido, é claro!). Quando fiz o streep, ele parabenizou meu marido pelo meu corpo e tal, acho q  isso me deixou mais segura, e eu gosto de chamar a atenção, gosto de ser desejada,  acho que sou exibicionista.
Não amo pessoas, amo os sentimentos que elas tem por mim (com exceção de T.), mas isso é um assunto ainda mais complicado, e talvez um dia eu tenha a chance de lhe falar sobre ele.
Sempre gostei muito de escrever qdo me sinto triste, e só o  fato de escrever p vc já tem me ajudado, acho q desabafo enqto escrevo. É vc ta me ajudando até nisso!  Espero não incomodá-lo, mas qdo começar a incomodar, vc com certeza saberá como se livrar de mim com classe, e ainda vai me fazer pensar  q fui eu quem decidiu parar de incomodá-lo (rsrsrssrs).
Bjos, meu novo Amigo!
**** Quando vc vier ao “xxxx”, gostaria de conhecê-lo pessoalmente.

Vamos por etapas, bem devagar, primeiro irei recomendar que M.R. visite meu site onde deixei livros e quatro catálogos bibliográficos no formato PDF e pegue para ler os livros de minha autoria: “Sexo, sexualidade e sociedade” e “Falando sobre sexo”. Indico também a leitura de meu livro “Vencer é ser feliz: A estrada do sucesso e da felicidade” disponível nas livrarias e com maiores informações em meu site. Pode também entrar em meu Orkut “Silvério Oliveira” e visitar meu blog www.doutorsilverio.blogspot.com onde encontrará diversos textos sobre o presente tema.
Informei a M.R. que apesar de carioca com endereço fixo na bela e maravilhosa cidade do Rio de Janeiro, estou desde o início de 2008 viajando pelo nosso belo país, de modo que parei temporariamente de atender em meu consultório no Rio.
Um relacionamento aberto é bom quando o casamento está bom, não necessariamente será a tábua de salvação de algo que já não vai muito bem. Quanto ao estado emocional e a depressão, a leitura de alguns livros de auto-ajuda ou mesmo a psicoterapia pode ajudar.
Um relacionamento aberto só é bom se ambos gostam e se sentem bem, sugiro que M.R. converse com seu marido sobre como se sente e que leia bastante sobre este assunto. Um dos motivos que me levam a publicar e comentar em meu blog tais e-mails é justamente fornecer a outras pessoas que estão em situação semelhante um amparo cognitivo emocional e saber que existem outras pessoas vivendo situações semelhantes.
Mesmo em relacionamentos abertos existem regras e o marido ao procurar a outra mulher e manter segredo não estava compartilhando uma relação de swing com a esposa. Neste caso cabe frisar não somente como você se sente, bem como quais regras devem ser seguidas, o que pode e o que não pode ser feito, o que é permitido e o que não é permitido.
Eu estou aqui e pode continuar a conversar comigo que lhe responderei e procurarei ajudar na medida do possível. Fico feliz que você tenha melhorado seu estado de humor e que esteja conhecendo gente nova e fazendo novas amizades com casais. O importante é que isto seja algo que lhe traga prazer e não obrigação ou qualquer outro sentimento negativo.
Como tudo na vida, um relacionamento de casal deve ter alguns desafios a serem enfrentados para não cair na rotina. Enfrentar e superar juntos dificuldades é algo saudável e que ao ser compartilhado cria e reforça laços já existentes, favorecendo a união entre o casal. Não há necessidade da relação evoluir para um ménage ou mesmo swing, no entanto, tal caminho pode favorecer justamente a criação dos necessários desafios a serem superados e que darão vida ao casal. Claro está também que outros casais podem crescer juntos criando outros desafios, como, por exemplo, construindo juntos relações de trabalho ou estudando, cursando uma faculdade, etc.
Ciúmes é algo normal ao ser humano e, portanto, ninguém está imune a tal sentimento e mesmo em relações consensuais de que incluam a participação sexual de uma ou mais pessoas no relacionamento teremos a possibilidade deste sentimento, não sendo necessariamente ruim o mesmo, pois, sua presença pode proporcionar uma apimentada ao relacionamento. Ciúmes em excesso, no entanto, é ruim e pode se tornar algo doentio, prejudicando relacionamentos saudáveis e afastando as pessoas do convívio social e criando diversas barreiras ao nível emocional.
Saber viver a dois significa entender o que se pode ou não fazer na relação e saber que uma relação é diferente de outra. Sempre existem regras que devem ser respeitadas se queremos manter a amizade ou algo mais. O diálogo é importante, pois, é conversando que as pessoas se tornam cientes das regras explícitas e implícitas no relacionamento que vivem. Uma quebra nestas regras pode gerar desconfiança e abalar seriamente o relacionamento, mesmo que tal seja uma amizade entre duas pessoas do mesmo sexo e sem conotação sexual. No caso deste casal, as regras estipulavam que ela poderia sair sexualmente com outros homens na presença do marido, num relacionamento de ménage, por sua vez ela já estava acostumada com tal e obtendo prazer com tal acordo. A mudança do ménage para o swing ainda não foi bem absorvida, mas parece que está correspondendo ao desejo e a aspetos exibicionistas e voyeristas de ambos.
Não há por parte de M.R. uma preocupação ou discussão no âmbito moralista sobre certo ou errado e sim dúvidas e insegurança acentuada, como ela mesmo diz, pela presença da TPM, no entanto, em seu discurso fica patente que ela parece gostar e aprovar tanto o ménage como o swing, encarando-os como um desafio positivo e produtivo no âmbito de seu tesão e sexualidade a descobrir e explorar.

Pergunta: Você teria tesão em ver seu companheiro ou companheira mantendo relações sexuais com outra pessoa? Seria algo excitante para você? Sim, não, porque?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Caro Professor.

Venho participar de vosso SITE com a finalidade de demonstrar que nem todos os casais praticante dos meios alternativos de relacionamento sexual trazem problemas conjugais.
Somos casados há 5 anos e há 3 anos optámos em conhecer esta pratica, nos demos muito bem, e mais, passamos a nos entender melhor, não que nosso casamento estava falido ou algo assim, quando digo - nos entender melhor - tem por significado conhecermos a nós mesmos, nosso interior, fantasias, desejos, nosso intimo.
Em 100% das matérias observo que as pessoas ao se casarem tomam posse dos desejos, fantasias e vontadedo parceiro, esquecendo-se que antes de ser marido, era homem, antes de ser esposa, era mulher. Desta forma querem impor suas vontades ao parceiro, este querndo ou não. Um exemplo tipico é o menage feminino. Muitas vezes a mulher acaba aceitando para agradar seu marido, na verdade, ela é hetero, quando não aceita começam as brigas, pergunto: será que o marido aceitaria manter relação com outro homem se esta fosse a vontade dela? Acredito que não.
Para que o swing, menage, grupal, ocorra naturalmente os parceiros tem que ter em mente que naquele momento a esposa é mulher e o marido é homem, se a visão continuar de marido e mulher durante as atividades do sexo liberal a possibilidade de ciume, revolta, depressão, etc, é de 100%.
Veja nosso caso. Praticamos menage masculino, foi nossa opção, meu prazer está na minha esposa, porém, naquele momento ela não é minha esposa, ela é mulher, é a maneira que consigo vê-la como mulher, vê-la por inetira. Minha participação é fundamental para ela, sou a segurança de que tudo está bem e que ela poderá aproveitar o máximo daquele momento. Jà mais cogitou-se a falta de amor de um para com o outro, porque naquele momento ela não tem marido e eu não tenho esposa. Somos apenas homem e mulher.
Antes de entrarem de cabeça, aconselho que conheçam alguns clubes e, aos poucos comecem a se soltar, começar com amigos ou parentes não dá certo.

Espero ter contribuido com algo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010 17:41:00 BRT  

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