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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O que leva adolescentes a usarem drogas?


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: AJUDA SOBRE MONOGRAFIA TEMA DROGAS
OI SILVÉRIO TUDO BEM. EU SOU ALUNA DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL DO 7ª PERIODO E ESTOU FAZENDO MINHA MONOGRAFIA SOBRE "DROGAS" O QUE LEVA ADOLESCENTES A USAREM DROGAS.
LENDO ALGUNS DE SEUS LIVROS PUDE ENCONTRAR MUITAS RESPOSTAS, MAS GOSTARIA SE POSSIVEL DE OBTER MAIS AJUDA SUA EM RELAÇAO AO MEU TEMA.
OBRIGADA.
A.A.

Convido A.A. para visitar meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com e meu site. Em meu site encontrará livros e quatro catálogos bibliográficos no formato PDF, todos de minha autoria e disponíveis para download. Sugiro a A.A. que vá ao marcador “Drogas” em meu blog para ler os artigos ali disponíveis, bem como, baixe em meu site o “Catálogo bibliográfico sobre drogas” e o livro “Falando sobre drogas”.
A infância e a vida adulta são bem marcadas por fatos sociais, uma criança é uma criança e um adulto é um adulto. Em tribos onde não predomina a nossa moderna cultura tecnológica, vemos em estudos antropológicos que o indivíduo prossegue sua vida como criança até um determinado ritual de passagem, após o qual passa a ser visto por todos da tribo como um membro adulto.
A nossa sociedade enfraqueceu os rituais de passagem e criou a categoria de adolescente, este limbo onde a pessoa não é mais criança e ainda não é adulto, trata-se de uma terra de ninguém cujos limites inferior e superior não são bem definidos. O dito adolescente é tratado pela sociedade como criança para algumas coisas e como adulto para outras coisas, de modo que se cria confusão no tocante a qual categoria o indivíduo pertence.
Trata-se de uma fase de mudanças que vão desde o surgimento de barba e pelos pelo corpo, mudança de voz e primeiras ereções nos meninos ou o crescimento das mamas (seios) e primeira menstruação (menarca) nas meninas. Além das mudanças físicas, registramos mudanças na esfera social. Mudanças geram estresse e insegurança diante do novo, este processo tende a ter como resultado um aumento da ansiedade, que é uma modalidade de medo na qual não temos a presença do objeto ameaçador, trata-se de um sentimento disperso que não encontra acolhida em um objeto ameaçador específico.
Muitas vezes os vínculos sociais e familiares são fracos e isto somado a ausência de fortes e bem definidos rituais de passagem tornam o adolescente um alvo fácil para qualquer coisa que lhe traga a sensação, mesmo que falsa e pueril, de segurança e identidade própria.
A busca pela droga acaba sendo a busca pela identidade perdida e ainda não reencontrada. A droga proporciona um vínculo social na ausência de outros vínculos adequadamente estruturados. Cabe também destacar que o adolescente proveniente de uma família que possua uma estrutura doentia de dependência tende a reproduzir esta estrutura doentia em sua vida.
Ao analisarmos com mais atenção a família do drogadicto vemos que o mecanismo da dependência está presente. Ou os pais usam drogas ilícitas ou usam drogas lícitas. Não há necessidade do pai ou da mãe usarem drogas tais como maconha, cocaína ou heroína, pois o mecanismo doentio da dependência e o maléfico exemplo se dá pelo uso do cigarro ou de tranqüilizantes ou de qualquer droga que seja usada para artificialmente tornar a vida mais suportável ou criar uma sensação momentânea de felicidade e completude.
Na cabeça do adolescente, como se justifica os pais implicarem com seu “baseado” (cigarro de maconha) se o pai fuma cigarros e este sabe que a nicotina presente no tabaco é uma droga cancerígena e mortífera, ou se este vê a mãe usar freqüentemente tranqüilizantes para poder dormir ou para poder viver uma vida insípida que não lhe dá mais prazer?
Quando se vê pessoas exemplo se segurarem em soluções mágico-onipotentes para manterem um relacionamento afetivo-sexual que já acabou, ou para continuarem em uma profissão ou trabalho que verdadeiramente detestam quando não odeiam, ou para suportarem relações familiares realmente conflituosas, aprendemos que para tudo na vida, quando enfrentamos algum problema ou situação difícil que gere angústia ou ansiedade, há uma solução externa pronta para ser usada, algo mágico e onipotente que pode ser transformador de nossas vidas. Eis o mecanismo doentio da dependência.
Acrescente-se a tudo o que já foi dito que a dependência, seja esta qual for (drogas, trabalho, sexo, jogo, etc.), está vinculada a um TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, no qual o prazer se dá pela repetição infindável de determinado comportamento, em verdade, não se trata bem de prazer e sim de necessidade de repetição de algo.
Algumas pessoas não usam drogas lícitas ou ilícitas, no entanto, demonstram forte dependência diante do jogo, do sexo compulsivo, de suas relações de trabalho. A dependência apresenta-se como um comportamento compulsivo que busca em algo externo ao indivíduo o toque mágico que tudo transforma. Soluções mágicas e onipotentes são mecanismos infantis de resolução de situações vividas e estão profundamente presentes no mecanismo do uso e abuso de drogas.
Diante deste quadro, não é de se estranhar que as drogas, sejam estas lícitas ou ilícitas, encontrem boa acolhida entre o público adolescente. Para mudar este quadro, precisamos mudar as bases em que se assenta a nossa atual sociedade, incluindo aqui os programas televisivos e a mídia em geral que passam constantemente a falsa idéia de que para qualquer problema na vida há uma solução pronta, enlatada, que pode ser usada para sanar o problema.
Direta ou indiretamente a mídia vende a idéia de que existem soluções mágico-onipotentes para tudo, não havendo necessidade de reflexão ou busca interior, voltar-se para dentro é visto como algo ruim e prejudicial, como perda de tempo. Tempo este que é visto como algo precioso e escasso que deve ser queimado o mais brevemente possível fazendo tudo o que se pode na curta vida que temos onde somente o que importa é a questão material, o uso abusivo do verbo “ter” em detrimento do verbo “ser”. Que os culpados vistam a carapuça, mas não culpem sem primeiro assumirem suas próprias responsabilidades.

PERGUNTA: Em sua opinião, o que leva o adolescente ao mundo das drogas?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

alem dos estados sociais de alguns adolescente que venha a cair no mundo das drogas, enclui tambem, no meu ponto de vista, as destruturações das famílias desses adolescente como, por exemplo, separações,alcoolismo por parte de um integrande da família,o uso de drogas consideradas legais como cigarro etc...

quarta-feira, 26 de maio de 2010 15:17:00 BRT  

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