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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

sábado, 28 de março de 2009

Lesbianismo e adolescência


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Lesbianismo na adolescência
Antes de mais nada boa tarde! Estava pesquisando sobre o assunto no qual me refiro acima e deparei com você através do google. Sou mãe de uma adolescente de 17 anos e desde os 15 ela se encontra numa fase (espero que seja uma fase) lésbica. Sei que não devo pedir ajuda desta forma, mas você pode me orientar no sentido de adquirir um livro seu que aborde este assunto. Sei também que não poderei ir até aí, pois moro em São Paulo. Agradeço sua atenção e peço desculpas pela liberdade que tomei. Na verdade não sei mais o que fazer, estou desesperada.
L.

Comecemos por encaminhar L. para uma visita ao meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com onde poderá encontrar diversos textos sobre sexualidade e homossexualismo a partir dos marcadores ali disponíveis, bem como, uma visita ao meu site onde disponibilizei livros e quatro catálogos bibliográficos de minha autoria, todos no formato PDF. Recomendo em particular o “Catálogo bibliográfico sobre sexo” e os livros “Sexo, sexualidade e sociedade” e “Falando sobre sexo”.
Para início de conversa, cabe frisar que o homossexualismo, seja este masculino ou feminino, não é visto pelos profissionais de saúde como algo doentio ou anormal, não sendo portanto passível de tratamento. Politicamente o homossexualismo é encarado como uma escolha, uma opção sexual feita pelo indivíduo que se assume dentro de sua verdadeira identidade, no entanto, como psicólogo devo afirmar que sem negar a possibilidade de escolha, a coisa é de fato mais profunda, uma vez que a sexualidade do indivíduo se molda nos primeiros seis anos de sua vida.
A adolescência, no entanto, é uma fase de descobertas e novidades e não necessariamente experiências sexuais homossexuais nesta fase farão com que o sujeito em sua vida adulta opte preferencialmente por um comportamento homossexual. Não podemos descartar a possibilidade de ser algo passageiro, como muitas outras coisas na vida do adolescente.
Muitas mulheres em sua vida adulta se casam ou mantêm um relacionamento estável com um homem e paralelamente, muitas vezes com o consentimento e até mesmo incentivo deste homem, mantém relações sexuais com outras mulheres. Esta situação é muito bem explorada pelos filmes eróticos e pornô heterossexuais, onde apesar da ausência de relações sexuais homossexuais masculinas é bem comum e usual mulheres mantendo relações sexuais. Também em nossa sociedade o crescimento de casais que praticam o swing ou troca de casais em clubes específicos para tal finalidade ou por meio de anúncios em revistas ou sites na Internet abre espaço para que mulheres casadas ou com relacionamentos estáveis pratiquem sexo com outras mulheres. A nossa sociedade vem demonstrando uma maior aceitação pelo homossexualismo feminino, desde que este não se mantenha como comportamento exclusivo e excludente de relações sexuais heterossexuais.
Eu sugiro informação de boa qualidade para os pais e para os filhos sobre a sexualidade e a possibilidade de um acompanhamento por um psicoterapeuta, veja bem, não se trata aqui de qualquer tentativa infrutífera de curar a homossexualidade, não é este o caso, refiro-me unicamente a este psicoterapeuta ajudar no encontro de sua verdadeira identidade, proporcionando instrumentos para uma busca interior, maior compreensão de si-mesmo e um amadurecimento diante das realidades da vida.
Claro que os pais querem o melhor para seus filhos e gostariam que estes fossem iguais a eles ou que prosseguissem no caminho que os pais não puderam a sua época trilhar. Muitas vezes os filhos são vistos como apêndices dos pais, que projetam neles o futuro que estes gostariam de ter vivido em suas próprias vidas, no entanto, cabe respeitar a unicidade do indivíduo, pois, cada pessoa é única em seus pensamentos e sentimentos, em seus desejos e fantasias. A melhor atitude é a de respeito pela individualidade do outro, procuremos ajudar informando e orientando, mas jamais tomando arbitrariamente decisões que não nos competem. Como pais devemos ser sábios o suficiente para sabermos o que podemos mudar e o que não podemos, até onde cabe a nossa intervenção e até onde estamos abusando e invadindo a privacidade e individualidade de nossos filhos. Aos pais cabe serem educadores, mas também cabe uma atitude respeitosa diante do outro.

PERGUNTA: O que você pensa ou já vivenciou sobre fases e interesses sexuais na vida de adolescentes?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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