Ser Escritor

Blog Ser Escritor - Este blog tem por objetivo divulgar as obras literárias do Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira, proporcionar debate sobre as mesmas, abordar os temas tratados pelo autor em seus livros e apresentar dicas e informações para quem está querendo ser escritor. Ao final de cada postagem, clique nos marcadores para ter acesso a outras sobre o mesmo tema. Deixe seus comentarios aos posts, é simples, não é difícil. Você é bem vindo!

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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Técnica de relaxamento mental para controle da ansiedade


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Informação
Estimado Prof. Dr. Silvério,
Sou dentista aqui no Rio Grande do Sul.
Tomo a liberdade de recorrer ao Senhor, uma vez que tem um amplo conhecimento. Desejo saber  se tem alguma técnica de relaxamento para controle da ansiedade que possa me sugerir. Se pode me colocar a par dos detalhes da mesma.
Fico muito agradecido pela sua atenção desejando  que, além de sua satisfação pessoal como escritor e consultor, tenha  satisfação e felicidade maiores ainda por melhorar a vida das pessoas.
Que o Pai Celestial continue iluminando o Senhor, com Muita Saúde e Paz.
Um grande e fraternal abraço, P.R.M. - dentista - RS.
P.R.M.

Comecemos indicando que P.R.M. efetue uma visita ao meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com e leia os textos sobre o marcador “Sucesso e auto-ajuda”, bem como, que visite o meu site onde deixei de minha autoria e no formato PDF livros e quatro catálogos bibliográficos. Indico também que compre e leia meu livro “Vencer é ser feliz: A estrada do sucesso e da felicidade”, em particular o capítulo 8 “O governante de seu mundo”.
A ansiedade é uma forma de medo. Em verdade, temos um sentimento muito parecido em suas relações emocionais e físicas cujas leves nuances recebem nomes diferentes por quem de fato estuda o assunto. Apesar de semelhantes nos seus sintomas fisiológicos e cognitivo-emocionais, podemos distinguir o susto da ansiedade, do medo e da angústia.
O bebe humano durante seu primeiro mês e início de sua vida só é capaz de apresentar uma reação protetora reflexa, inata e pré-emocional de susto diante de um estímulo aversivo qualquer, como, por exemplo, um som muito forte. Posteriormente o ser humano desenvolve a capacidade de sentir ansiedade, ou seja, uma resposta emocional difusa e indiferenciada diante de um dado estímulo aversivo. Em um terceiro momento desenvolvemos a capacidade de sentir medo e por último a capacidade de vivenciar a angústia.
O medo ocorre diante de um estímulo específico e diferenciado. Se você está caminhando por uma rua escura e tem receio de ser molestado por um possível agressor, neste caso você sente ansiedade, pois, não há visível agressor algum e somente uma vaga possibilidade disto ocorrer, no entanto, se a pessoa se depara com um assaltante armado diante dela, aí sim ela sente medo, sentimento este também presente quando diante de um animal selvagem ou feroz que ameaça nossa segurança e integridade física.
Tanto seres humanos como também outros animais sentem ansiedade e medo, mas somente o ser humano é capaz de sentir angústia. Não entrarei em maiores pormenores quanto à angústia, pois, seu desenvolvimento aqui faria com que este post ficasse muito longo, uma vez que teria de explicar questões filosóficas que envolvem o pensamento de Kierkegaard, Heidegger, Sartre, Sigmund Freud e Rollo May dentre outros.
Em nossa cultura as pessoas e a mídia confundem com facilidade o termo ansiedade com o termo expectativa. O que as pessoas em geral chamam de ansiedade em nada tem a ver com o sentimento de medo e sim com expectativa diante da ocorrência ou não de algo. Como profissional, entendo que este uso do termo ansiedade, se bem que aceito culturalmente e freqüente em nosso dia-a-dia, é um uso incorreto que confunde indevidamente dois termos distintos. Quando falo em ansiedade penso em mudanças fisiológicas, emocionais, cognitivas e comportamentais semelhantes às ocorridas diante do sentimento de medo, quando falo em expectativa penso em algo bem diferente.
Penso que P.R.M. poderá encontrar um bom aliado no Método Silva de Controle Mental que aborda técnicas de meditação apropriadas para nosso modo de vida moderno dentro do corre-corre de nossos mega centros urbanos.
P.R.M. busca uma técnica de relaxamento para controle da ansiedade e com este fim específico sugiro o uso da meditação, para tal, no entanto, há necessidade de aprender a entrar em um estado alfa onde o número de impulsos elétricos (ondas cerebrais) emitidos pelo cérebro oscile entre sete e quatorze ciclos por segundo.
Nos primeiros 10 dias, encontre um lugar sossegado onde possa estar por cerca de 20 a 30 minutos, afrouxe as roupas de modo a não ter nada em seu corpo lhe incomodando, desligue aparelhos eletrônicos que possam interferir com sua meditação (despertadores, tv, rádios, computadores, telefones, etc.) chamando-lhe a atenção para outro assunto. Feche os olhos. Relaxe todo o seu corpo parte por parte. Para ter certeza que está com toda a musculatura relaxada, primeiro contraia ao máximo um grupo de músculos e sinta como é tê-los contraídos, depois procure relaxar. Faça isto com as pernas, braços, pescoço, abdômen, cabeça e face, etc.
Conte três vezes bem lentamente o número três e depois o faça para o número dois e por fim para o número um (3 – 3 – 3 – 2 – 2 – 2 – 1 – 1 – 1) em seguida conte pausadamente de 100 a um. Pronto, você chegou em alfa, agora diga coisas boas e positivas para você mesmo, programe-se que nem fazemos com um computador utilizando sua linguagem. Diga que está feliz, em paz, com calma e tranqüilidade, que tudo corre bem, etc. Neste espaço cognitivo-emocional você pode programar coisas boas para sua vida que irão se transformar em sua realidade presente e futura. Após alguns minutos retorne ao seu estado normal contando pausadamente de um a cinco. Entre cada número forneça sugestões para si-próprio de que quando abrir os olhos tudo estará bem e maravilhoso consigo em todos os aspectos físicos e emocionais. Faça 10 dias a contagem de 100, depois nos próximos 10 dias reduza para 50, novamente após dez dias reduza para 25 a um, depois mais 10 dias contando de 10 a um e por fim 10 dias contando de cinco a um. Com a prática constante, bastará contar de três a um para entrar em alfa. Além disto, há a possibilidade de se programar para entrar imediatamente em alfa bastando juntar os dedos de uma das mãos ou outro sinal discreto.
Permaneça por pelo menos 15 minutos diários neste estado e sem interrupções externas, procurando sempre estabelecer um total relaxamento muscular e conforto físico antes de começar. O ideal é que seja realizado três vezes ao dia por 15 minutos cada, pela manhã ao levantar, após o almoço e a noite ao deitar.
Maiores detalhes podem ser obtidos pela leitura de meus livros sobre o tema do sucesso e auto-ajuda. Esta técnica aqui descrita permitirá obter um maior controle sobre seu próprio corpo, suas emoções, comportamento, atitudes e modo de pensar, proporcionando resultados positivos dentro da programação efetuada diariamente.

PERGUNTA: Você consegue relaxar com facilidade ou conhece alguma técnica específica para tal?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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sábado, 28 de março de 2009

Lesbianismo e adolescência


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Lesbianismo na adolescência
Antes de mais nada boa tarde! Estava pesquisando sobre o assunto no qual me refiro acima e deparei com você através do google. Sou mãe de uma adolescente de 17 anos e desde os 15 ela se encontra numa fase (espero que seja uma fase) lésbica. Sei que não devo pedir ajuda desta forma, mas você pode me orientar no sentido de adquirir um livro seu que aborde este assunto. Sei também que não poderei ir até aí, pois moro em São Paulo. Agradeço sua atenção e peço desculpas pela liberdade que tomei. Na verdade não sei mais o que fazer, estou desesperada.
L.

Comecemos por encaminhar L. para uma visita ao meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com onde poderá encontrar diversos textos sobre sexualidade e homossexualismo a partir dos marcadores ali disponíveis, bem como, uma visita ao meu site onde disponibilizei livros e quatro catálogos bibliográficos de minha autoria, todos no formato PDF. Recomendo em particular o “Catálogo bibliográfico sobre sexo” e os livros “Sexo, sexualidade e sociedade” e “Falando sobre sexo”.
Para início de conversa, cabe frisar que o homossexualismo, seja este masculino ou feminino, não é visto pelos profissionais de saúde como algo doentio ou anormal, não sendo portanto passível de tratamento. Politicamente o homossexualismo é encarado como uma escolha, uma opção sexual feita pelo indivíduo que se assume dentro de sua verdadeira identidade, no entanto, como psicólogo devo afirmar que sem negar a possibilidade de escolha, a coisa é de fato mais profunda, uma vez que a sexualidade do indivíduo se molda nos primeiros seis anos de sua vida.
A adolescência, no entanto, é uma fase de descobertas e novidades e não necessariamente experiências sexuais homossexuais nesta fase farão com que o sujeito em sua vida adulta opte preferencialmente por um comportamento homossexual. Não podemos descartar a possibilidade de ser algo passageiro, como muitas outras coisas na vida do adolescente.
Muitas mulheres em sua vida adulta se casam ou mantêm um relacionamento estável com um homem e paralelamente, muitas vezes com o consentimento e até mesmo incentivo deste homem, mantém relações sexuais com outras mulheres. Esta situação é muito bem explorada pelos filmes eróticos e pornô heterossexuais, onde apesar da ausência de relações sexuais homossexuais masculinas é bem comum e usual mulheres mantendo relações sexuais. Também em nossa sociedade o crescimento de casais que praticam o swing ou troca de casais em clubes específicos para tal finalidade ou por meio de anúncios em revistas ou sites na Internet abre espaço para que mulheres casadas ou com relacionamentos estáveis pratiquem sexo com outras mulheres. A nossa sociedade vem demonstrando uma maior aceitação pelo homossexualismo feminino, desde que este não se mantenha como comportamento exclusivo e excludente de relações sexuais heterossexuais.
Eu sugiro informação de boa qualidade para os pais e para os filhos sobre a sexualidade e a possibilidade de um acompanhamento por um psicoterapeuta, veja bem, não se trata aqui de qualquer tentativa infrutífera de curar a homossexualidade, não é este o caso, refiro-me unicamente a este psicoterapeuta ajudar no encontro de sua verdadeira identidade, proporcionando instrumentos para uma busca interior, maior compreensão de si-mesmo e um amadurecimento diante das realidades da vida.
Claro que os pais querem o melhor para seus filhos e gostariam que estes fossem iguais a eles ou que prosseguissem no caminho que os pais não puderam a sua época trilhar. Muitas vezes os filhos são vistos como apêndices dos pais, que projetam neles o futuro que estes gostariam de ter vivido em suas próprias vidas, no entanto, cabe respeitar a unicidade do indivíduo, pois, cada pessoa é única em seus pensamentos e sentimentos, em seus desejos e fantasias. A melhor atitude é a de respeito pela individualidade do outro, procuremos ajudar informando e orientando, mas jamais tomando arbitrariamente decisões que não nos competem. Como pais devemos ser sábios o suficiente para sabermos o que podemos mudar e o que não podemos, até onde cabe a nossa intervenção e até onde estamos abusando e invadindo a privacidade e individualidade de nossos filhos. Aos pais cabe serem educadores, mas também cabe uma atitude respeitosa diante do outro.

PERGUNTA: O que você pensa ou já vivenciou sobre fases e interesses sexuais na vida de adolescentes?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Prostituição homossexual em adolescentes de Manaus


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Busco bibliografia
Olá, Dr. Silvério!
Sou estudante finalista do curso de Psicologia, do Centro Universitário Nilton Lins - Manaus. Estou procurando livros, artigos e outros, para referencial teórico de meu projeto de TCC, cujo meu tema é Adolescência - homossexualidade segura longe da prostituição, em que, minha delimitação é focar nos adolescentes masculinos homossexuais, na faixa etária de 12 à 17 anos que se prostituem em locais específicos em Manaus. Pois bem, estou sentindo dificuldade de encontrar autores que falam especificamente de prostituição na adolescência voltado mais para o público homossexual. Já encontrei vários artigos, até mesmo livros que abordam a prosituição na adolescência, mas, nada direcionado para a prostituição de adolescentes homossexuais.
Caso o senhor tenha algum referencial bibliográfico a respeito  teria condições de me indicar?
Agradeço desde já por sua atenção em ler meu e-mail.
Um grande abraço.
A.P.

Vamos começar encaminhando A.P. para uma visita ao meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com e também para meu site onde encontrará em PDF e de minha autoria livros e quatro catálogos bibliográficos. Sugiro em particular o “Catálogo bibliográfico sobre sexo” e os livros “Sexo sexualidade e sociedade” e “Falando sobre sexo”.
No caso específico do trabalho que A.P. está se propondo a desenvolver, sugiro um enfoque direcionado aos adolescentes masculinos que se prostituem na cidade de Manaus – AM por meio inicialmente de entrevistas abertas e gravadas com o consentimento da pessoa que está sendo entrevistada. Posteriormente, havendo alguns questionamentos específicos, pode-se desenvolver um questionário a ser aplicado como instrumento neste grupo de trabalho, no entanto, volto a frisar que em um primeiro momento me utilizaria unicamente de entrevistas abertas, onde o sujeito é convidado a falar sobre determinado tema sem ser cerceado ou limitado por perguntas específicas ou tempo disponível. Seria interessante, também, ouvir o lado dos clientes e de profissionais que atuam na prevenção, repressão e no combate deste tipo de exploração de menores.
Existem quatro modalidades possíveis de prostituição, a saber:
1-     Prostituição heterossexual na qual a pessoa que vende o serviço é uma mulher e quem compra um homem.
2-     Prostituição heterossexual na qual a pessoa que vende o serviço é um homem e quem compra uma mulher.
3-     Prostituição homossexual masculina
4-     Prostituição homossexual feminina
Já quanto ao homossexualismo, temos que é incorreto utilizar o termo para se referir a pessoas, pois, apesar da aceitação popular da expressão, em verdade não existe a pessoa homossexual ou a pessoa heterossexual e sim comportamentos homossexuais e comportamentos heterossexuais, sendo que uma mesma pessoa pode desempenhar ambos comportamentos em momentos distintos de sua vida.
Cabe deixar bem claro que atualmente pela psicologia e medicina o homossexualismo não é considerado doença ou anormalidade, não sendo, portanto, correto o seu tratamento, procedimento este que pode demonstrar falta de ética profissional e mesmo charlatanismo.
Já quanto à prostituição, pelo atual ordenamento jurídico brasileiro o seu exercício não é considerado crime ou qualquer tipo de infração, sendo punidos somente os agenciadores, que são considerados exploradores da prostituição para fins de lucro pessoal em cima de terceiros. Aquele que se prostitui, no Brasil, seria considerado, no máximo, como vítima. O cliente também não infringe norma alguma, não cometendo qualquer tipo de delito ou crime. Somente em se tratando de prostituição com menor de idade (criança e adolescente) é que o cliente é visto como praticando um ato punível pela lei.
A opção sexual é algo que se forma desde cedo e o tesão que a pessoa sente por este ou aquele sexo ou por esta ou aquela outra modalidade sexual tende a ser formada ainda nos primeiro seis anos de sua vida. A prostituição é uma alternativa para ganhar dinheiro, no entanto, penso ser incorreto acreditar que as pessoas se prostituem unicamente por razões econômicas ou prioritariamente em razão delas. Em verdade, ninguém faz ou deixa de fazer alguma coisa sem ter alguma motivação fundamental que transita em suas origens e desenvolvimento bio-psico-social, ou seja, o desejo está presente, mesmo que mascarado, por traz de toda atuação humana, seja esta qual for. Como seres pensantes e desejantes que somos, nossa fantasia ultrapassa qualquer tentativa de delimitação.
No comércio sexual existe bem mais do que razões meramente financeiras ou econômicas. Tanto por parte do cliente, como também por parte de quem se oferece a este comércio existe toda uma gama de fantasias e desejos, muitos dos quais desconhecidos dos próprios que os possuem. O ser humano é uma criatura deveras complexa e como tal deve ser pensado.
O fato da prostituição em causa envolver menores, sejam estes crianças ou adolescentes, traz a baila um agravante, pois, o cliente está sujeito aos rigores da lei e esta criança e/ou adolescente deve ser amparado pela sua família, pela sociedade, pelo Estado e pela Lei no sentido de resguardar sua pessoa e seu desenvolvimento integral, bio-psico-social, e sua formação plena, incluído aqui sua educação pelo sistema formal de ensino.

PERGUNTA: Amigo leitor, que outra informação você poderia acrescentar ao desenvolvimento deste tema? Qual a sua experiência ou opiniões sobre a prostituição homossexual exercida por adolescentes masculinos?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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quarta-feira, 25 de março de 2009

O que leva adolescentes a usarem drogas?


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: AJUDA SOBRE MONOGRAFIA TEMA DROGAS
OI SILVÉRIO TUDO BEM. EU SOU ALUNA DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL DO 7ª PERIODO E ESTOU FAZENDO MINHA MONOGRAFIA SOBRE "DROGAS" O QUE LEVA ADOLESCENTES A USAREM DROGAS.
LENDO ALGUNS DE SEUS LIVROS PUDE ENCONTRAR MUITAS RESPOSTAS, MAS GOSTARIA SE POSSIVEL DE OBTER MAIS AJUDA SUA EM RELAÇAO AO MEU TEMA.
OBRIGADA.
A.A.

Convido A.A. para visitar meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com e meu site. Em meu site encontrará livros e quatro catálogos bibliográficos no formato PDF, todos de minha autoria e disponíveis para download. Sugiro a A.A. que vá ao marcador “Drogas” em meu blog para ler os artigos ali disponíveis, bem como, baixe em meu site o “Catálogo bibliográfico sobre drogas” e o livro “Falando sobre drogas”.
A infância e a vida adulta são bem marcadas por fatos sociais, uma criança é uma criança e um adulto é um adulto. Em tribos onde não predomina a nossa moderna cultura tecnológica, vemos em estudos antropológicos que o indivíduo prossegue sua vida como criança até um determinado ritual de passagem, após o qual passa a ser visto por todos da tribo como um membro adulto.
A nossa sociedade enfraqueceu os rituais de passagem e criou a categoria de adolescente, este limbo onde a pessoa não é mais criança e ainda não é adulto, trata-se de uma terra de ninguém cujos limites inferior e superior não são bem definidos. O dito adolescente é tratado pela sociedade como criança para algumas coisas e como adulto para outras coisas, de modo que se cria confusão no tocante a qual categoria o indivíduo pertence.
Trata-se de uma fase de mudanças que vão desde o surgimento de barba e pelos pelo corpo, mudança de voz e primeiras ereções nos meninos ou o crescimento das mamas (seios) e primeira menstruação (menarca) nas meninas. Além das mudanças físicas, registramos mudanças na esfera social. Mudanças geram estresse e insegurança diante do novo, este processo tende a ter como resultado um aumento da ansiedade, que é uma modalidade de medo na qual não temos a presença do objeto ameaçador, trata-se de um sentimento disperso que não encontra acolhida em um objeto ameaçador específico.
Muitas vezes os vínculos sociais e familiares são fracos e isto somado a ausência de fortes e bem definidos rituais de passagem tornam o adolescente um alvo fácil para qualquer coisa que lhe traga a sensação, mesmo que falsa e pueril, de segurança e identidade própria.
A busca pela droga acaba sendo a busca pela identidade perdida e ainda não reencontrada. A droga proporciona um vínculo social na ausência de outros vínculos adequadamente estruturados. Cabe também destacar que o adolescente proveniente de uma família que possua uma estrutura doentia de dependência tende a reproduzir esta estrutura doentia em sua vida.
Ao analisarmos com mais atenção a família do drogadicto vemos que o mecanismo da dependência está presente. Ou os pais usam drogas ilícitas ou usam drogas lícitas. Não há necessidade do pai ou da mãe usarem drogas tais como maconha, cocaína ou heroína, pois o mecanismo doentio da dependência e o maléfico exemplo se dá pelo uso do cigarro ou de tranqüilizantes ou de qualquer droga que seja usada para artificialmente tornar a vida mais suportável ou criar uma sensação momentânea de felicidade e completude.
Na cabeça do adolescente, como se justifica os pais implicarem com seu “baseado” (cigarro de maconha) se o pai fuma cigarros e este sabe que a nicotina presente no tabaco é uma droga cancerígena e mortífera, ou se este vê a mãe usar freqüentemente tranqüilizantes para poder dormir ou para poder viver uma vida insípida que não lhe dá mais prazer?
Quando se vê pessoas exemplo se segurarem em soluções mágico-onipotentes para manterem um relacionamento afetivo-sexual que já acabou, ou para continuarem em uma profissão ou trabalho que verdadeiramente detestam quando não odeiam, ou para suportarem relações familiares realmente conflituosas, aprendemos que para tudo na vida, quando enfrentamos algum problema ou situação difícil que gere angústia ou ansiedade, há uma solução externa pronta para ser usada, algo mágico e onipotente que pode ser transformador de nossas vidas. Eis o mecanismo doentio da dependência.
Acrescente-se a tudo o que já foi dito que a dependência, seja esta qual for (drogas, trabalho, sexo, jogo, etc.), está vinculada a um TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, no qual o prazer se dá pela repetição infindável de determinado comportamento, em verdade, não se trata bem de prazer e sim de necessidade de repetição de algo.
Algumas pessoas não usam drogas lícitas ou ilícitas, no entanto, demonstram forte dependência diante do jogo, do sexo compulsivo, de suas relações de trabalho. A dependência apresenta-se como um comportamento compulsivo que busca em algo externo ao indivíduo o toque mágico que tudo transforma. Soluções mágicas e onipotentes são mecanismos infantis de resolução de situações vividas e estão profundamente presentes no mecanismo do uso e abuso de drogas.
Diante deste quadro, não é de se estranhar que as drogas, sejam estas lícitas ou ilícitas, encontrem boa acolhida entre o público adolescente. Para mudar este quadro, precisamos mudar as bases em que se assenta a nossa atual sociedade, incluindo aqui os programas televisivos e a mídia em geral que passam constantemente a falsa idéia de que para qualquer problema na vida há uma solução pronta, enlatada, que pode ser usada para sanar o problema.
Direta ou indiretamente a mídia vende a idéia de que existem soluções mágico-onipotentes para tudo, não havendo necessidade de reflexão ou busca interior, voltar-se para dentro é visto como algo ruim e prejudicial, como perda de tempo. Tempo este que é visto como algo precioso e escasso que deve ser queimado o mais brevemente possível fazendo tudo o que se pode na curta vida que temos onde somente o que importa é a questão material, o uso abusivo do verbo “ter” em detrimento do verbo “ser”. Que os culpados vistam a carapuça, mas não culpem sem primeiro assumirem suas próprias responsabilidades.

PERGUNTA: Em sua opinião, o que leva o adolescente ao mundo das drogas?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Ejaculação precoce


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Ajuda
Bom dia, Dr. Silvério.
Numa busca pela internet, achei um site com uma reportagem do senhor falando sobre ejaculação precoce.
Minha busca se deu pois sofro desse mal. Tenho 27 anos e tenho relações sexuais há 7 anos, com a minha primeira namorada.
Após 6 anos de relacionamento, terminamos e, logo após, fiquei com uma pessoa com quem tive 2 relações. Após alguns meses sem ninguém, iniciei um novo relacionamento, que já tem quase 1 ano. Desde o início da minha sexualidade sofro com a ejaculação precoce. Porém, somente nesse último relacionamento resolvi buscar algum tratamento, pois no anterior, por mais que me incomodasse, no final minha parceira acabava tendo orgasmo e a relação "satisfazia" a ambos. Porém, agora, num relacionamento com uma pessoa mais experiente, esse problema vem vindo a tona e está destruuindo o nosso relacionamento. Acho que ela já teve paciência até demais, pois há quase 1 ano isso vem acontecendo conosco. Porém, ultimamente, a paciência dela com essa situação vem acabando. Há mais de 1 mês não temos relação sexual, pois sempre que vamos tentar acabo gozando antes mesmo da penetração. Nosso relacionamento está por um fio. Nos gostamos, no início nos amávamos como verdadeiros amantes.
Sofria com a ejaculação precoce sim, mas, ao começarmos as preliminares, eu ejaculava e logo depois, coisa de 5 minutos depois, já tinha ereção novamente, e a relação sexual prosseguia normalmente, satisfazendo a ambos.
Como esse fato incomodava a ambos (a primeira ejaculação sempre era antes da penetração), procurei o Boston Medical Group, onde acabei me decepcionando, pois achei que aquilo era uma máquina de ganhar dinheiro. Resolvi, então procurar terapia. Já estou há 9 meses fazendo, aliado a acumpuntura, e os resultados tem sido desastrosos!!! Só de beijar minha namorada eu já ejaculo, e, depois, não consigo mais ter ereção, como antes. Isso me frustra, frustra a ela, e SEMPRE discutimos, pensamos em terminar, mas resolvemos sempre passar uma borracha e tentar recomeçar tudo de novo. Porém a situação está ficando insustentável!!
Gostaria de uma ajuda do senhor.
Obrigado,
M.M.

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Subject: Re: Ajuda
Dr. Silvério, muito obrigado pela sua atenção.
Fiz alguns exames, e tenho uma certa sensibilidade no pênis. O urologista receitou uma pomada anestésica, a ser aplicada antes da relação, mas, mesmo assim, ainda tive a primeira ejaculação precoce. Porém, devido a mais uma vez isso ter acontecido, eu e minha namorada discutimos, pois já temos um relacionamento de quase 1 ano e durante todo esse tempo isto vem acontecendo. Quanto a sensibilidade, farei a cirurgia de circuncisão no próximo mês, o que pode ajudar um pouco, mas, visto que mesmo com a pomada eu tive a ejaculação precoce, ficou claro para mim que grande parte disso se deve a fatores psicológicos que, mesmo após 9 meses de terapia (psicoterapia e corporal) ainda não descobri o que é. Inclusive já tentei me masturbar escondido da minha namorada, antes da relação, mas ao iniciarmos as preliminares, a ejaculação precoce acontece. Ou seja, é na primeira vez que vou ter relação e não na primeira ejaculação.
O senhor teria algum psicoterapeuta voltado a essa área para me indicar? O senhor atende esses casos? Em quanto tempo o senhor acha que posso me livrar desse problema? Preciso salvar o meu relacionamento!!! E isso está acabando com ele.
Um grande abraço e muito obrigado pela sua ajuda!!
M.M.

----- Original Message -----
Subject: Re: Tudo na vida tem solução!
Caro Dr. Silvério,
Poderíamos marcar uma entrevista então na semana que vem?
Seria possível eu continuar na minha terapia abordando as outras questões que ainda tenho (família, trabalho, etc) e fazer essa terapia voltada para a área sexual com o senhor? Como seria/ Minha parceira teria que ir junto?
Como lhe falei, quero resolver logo (o logo é maneira de expressão, pois, como lhe falei, estou há 1 ano tentando resolver isso), para tentar salvar o meu relacionamento. Minha parceira me cobra uma relação sexual, que não temos há mais de 1 mês, e isso vem desgastando o nosso relacionamento.
Por favor, me ajude!!!
Um grande abraço e obrigado por tudo,
M.M.
P.S: Não consigo acessar o blogo no campo sexo, quando clico cai sempre no transexualismo.

----- Original Message -----
Subject: Re: Tudo na vida tem solução!
Dr. Silvério,
O senhor acha melhor mesmo só começar depois da cirurgia? Como lhe falei, meu urologista me receitou uma pomada (emla - anestésico) para ser passada no pênis antes da relação sexual, até a cirurgia. Mas, como lhe falei, na última vez em que tentamos ter relação (no fim de semana) passei pela primeira vez a pomada e, achando que não ia ter ejaculação precoce, ao começar a beijar e acariciar minha namorada, comecei a ejacular, mesmo não tendo nenhum contato dela e nem de nada com o meu pênis. Por isso é que fiquei preocupado e acho que a causa principal não seja o fator físico.
Eu só vou poder fazer a cirurgia em março / abril, pois logo depois do carnaval vou precisar fazer uma outra cirurgia (plástica - para correção de ginecomastia). Por isso que eu estou preocupado.
Já tinha comentado com o meu terapeuta sobre o assunto. Ele acha que o meu problema maior é que eu aprendo a conviver com os meus problemas (e esse é mais um deles) e que eu teria que aprender a conviver sem eles, ou seja, tomar uma atitude para que eu resolva aquilo que me incomoda.
Mais uma vez muito obrigado pela ajuda.
Forte abraço,
M.M.

Sugiro uma visita ao meu site onde deixei no formato livro eletrônico, em PDF, livros e 4 catálogos bibliográficos de minha autoria. Sugiro em particular o "Catálogo bibliográfico sobre sexo",  e os livros "Sexo, sexualidade e sociedade" e "Falando sobre sexo". Cabe também a visita ao meu blog "Ser Escritor" www.doutorsilverio.blogspot.com e clicar nos marcadores "sexo" para ler todos os posts sobre o tema.
Sugiro fazer todos os exames médicos, procure um médico urologista. Procure também um psicólogo clínico que trabalhe na área específica da sexualidade humana e tenha como abordagem a Psicologia Comportamental Cognitiva.
Se você consegue ter uma segunda ereção e ejaculação com maior controle, pode se masturbar antes de encontrar com sua parceira e sem que esta o saiba. Aliás, a masturbação é muito importante para melhor conhecer o próprio corpo e ganhar maior controle sobre suas sensações e sobre seu orgasmo.
Existem técnicas que podem ser usadas para o casal conseguir se entender sexualmente, mas isto significa que você teria de ter uma parceira e um local para ficar a vontade e sem roupas com ela. Um psicoterapeuta comportamental cognitivo especialista na área da sexualidade poderá passar uma seqüência de exercícios para o casal fazer, exercícios que vão desde o ficar nus juntos somente se olhando ou posteriormente tocando o corpo do outro, mas evitando as áreas genitais e assim por diante até que ao final de alguns dias de exercícios sem tentativas de manter relação sexual, passamos para a relação propriamente dita.
Ensina-se a mulher como pressionar a cabeça do pênis com os dedos de modo a evitar e retardar a ejaculação. Como já disse, há várias técnicas a serem aprendidas. Tem tratamento e tem cura. Coloquei-me a disposição de M.M. para o que mais pudesse ajudá-lo.
Vamos por etapas, está bem?
Primeiro: sugiro a M.M. que vá ao meu site e baixe os livros que lhe indiquei, em seguida vá ao meu blog www.doutorsilverio.blogspot.com e clique em marcadores "sexo" para ler os posts sobre tal tema.
Segundo: mesmo não tendo funcionado, a idéia da masturbação antes do ato é boa. Pela masturbação você também pode conhecer melhor seu corpo e como controlar seu orgasmo.
Terceiro: a cirurgia irá com certeza diminuir em muito a sensibilidade e é uma excelente escolha de seu médico. Se você fez todos os exames e está tudo correto menos este detalhe da cirurgia, cabe resolver isto imediatamente e depois passarmos para a psicoterapia. Minha sugestão é faça a cirurgia já. Deixe a psicoterapia para após a recuperação da cirurgia, o que é bem rápido, afinal, não concebo este tipo de psicoterapia sem exercícios práticos e você não terá como fazê-los com sua mulher adequadamente antes de se recuperar desta pequena cirurgia, não vale a pena começar algo para interromper um mês depois.
Quarto: converse com seu psicoterapeuta e pergunte qual a sua formação acadêmica, se este é psicólogo, psiquiatra ou o que seja (há mesmo quem seja formado em coisas que nada tem a ver com o assunto e esteja clinicando, como, por exemplo, administradores, contadores, etc., mesmo sendo ilegal). Sugiro fazer psicoterapia com um psicólogo formado. Depois de esclarecer qual a formação de base da pessoa, pergunte e anote para pesquisar na Internet, qual a linha ou abordagem que este segue. Eu sugiro você procurar um psicoterapeuta que atenda aos seguintes requisitos:
1- Psicólogo formado
2- Especialista na área da sexualidade
3- (linha ou abordagem) Psicologia Comportamental Cognitiva.
Quinto: claro que posso lhe atender, mas não seria ético de minha parte "roubar" o cliente de um colega regularmente inscrito no Conselho (Conselho Regional de Psicologia - CRP). Converse com seu psicoterapeuta e pesquise na Internet sobre  que lhe falei e depois voltamos a conversar.
Sexto: Você tendo uma companheira para praticar exercícios sexuais, um lugar próprio para ficar a vontade com esta mulher, um atendimento clínico semanal e seguir todas as orientações do psicoterapeuta sobre os exercícios que deve fazer com sua parceira, penso que em algumas semanas resolve, no máximo poucos meses.
Entenda, antes de ser emocional, trata-se de uma aprendizagem equivocada, você aprendeu a ejacular antes do tempo e agora deve aprender a se controlar, só isto! Não importa as causas que possam estar presas a sua infância com seus pais, o que importa mesmo é hoje você se deitar com uma mulher e controlar o tempo de sua ejaculação o suficiente para agradar a ambos e isto pode ser conseguido em algumas semanas com o treinamento adequado. Claro que irá ser um tempo que poderá variar de uma pessoa para outra, talvez seja mais rápido com você, talvez mais lento, pois, cada um tem o seu tempo, no entanto, o psicoterapeuta tem uma seqüência de técnicas a serem usadas e se estas não funcionarem não há motivo para prosseguir no tratamento.
Ocorre da mesma forma com o médico, este pode lhe receitar alguns remédios e esperar que o efeito surja em determinado tempo, se isto não ocorre este pode mudar a medicação ou o tratamento, mas, não se vai prosseguir indefinidamente com algo que não funciona.
Lendo os meus posts no blog M.M. encontrará, inclusive, indicação para as tabelas de preços cobradas pelos psicólogos no Brasil e eu adoto as mesmas. Sugiro veementemente a M.M. que faça primeiro o que lhe informei nos e-mails anteriores e o que comento aqui neste post.
Como já expliquei a M.M., os valores de minhas consultas correspondem a tabela do CRP e há link disponível em post no meu blog. Haveria necessidade de um encontro por semana com o casal, mas só começaremos após o terceiro encontro, pois, os dois primeiros encontros ficam reservados para receber somente você em um e somente sua companheira em outro. Estes dois primeiros encontros podem ocorrer na mesma semana. Sugiro a M.M. que faça primeiro a sua cirurgia e converse com seu psicoterapeuta sobre o que lhe falei em e-mail anterior. Depois de sua cirurgia, podemos pensar em marcar as consultas. Cabe deixar claro que todas as consultas são cobradas, inclusive as iniciais.
Quando você clica em marcadores "sexo" cai em todas as postagens sobre sexo, uma abaixo da outra, incluindo transexualismo, homossexualismo, etc.
A cirurgia irá diminuir sua sensibilidade na medida em que a totalidade da cabeça do pênis ficará descoberta. Haverá um curto período de recuperação após a cirurgia, período este no qual você não poderá manter relações sexuais ou semelhante.
O indicado para você seria um tratamento por meio da psicologia comportamental cognitiva. Haverá necessidade de você e sua mulher ficarem a vontade em casa ou em algum lugar em que vocês possam ficar nus e se tocarem. A cada nova semana passarei alguns exercícios para o casal fazer, estarei acompanhando tudo em nossos encontros semanais e orientando. Como você pretende ficar a vontade com sua mulher na cama com seu pênis costurado e sangrando? Porque começar agora e interromper para a cirurgia? Faça primeiro a cirurgia e desta forma não teremos necessidade de interrupções do tratamento.

PERGUNTA: Você já passou por experiência semelhante a vivenciada por M.M. ou conhece alguém que tenha passado por tal? Como foi?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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sábado, 21 de março de 2009

Perda de sensações na glande e diminuição no prazer do ato sexual


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Pergunta........
Caro Dr. Silvério,
Achei o seu site numa busca feita na internet. Tenho um problema que me incomoda ha anos e ate agora ninguém (psicólogo, terapeuta, urologista, etc...) foi capaz de me
dar um resposta e apresentar uma solução satisfatória para o meu problema.
Nas primeiras vezes que transei (fazem bem uns 15 anos) eu sentia um prazer tão intenso no meu pênis. Esse prazer se espalhava pelo corpo e no outro dia eu sentia flutuando.
Foram as únicas vezes que senti assim. Com o passar do tempo fui perdendo a sensibilidade no pênis. Quando uso camisinha e que não sinto nada. Às vezes parece que nem tenho pênis.
Todo o resto funciona normal. Tenho ereções, ejaculo, tenho orgasmo e desejo sexual. So que nao tenho mais as sensações na glande.
Por acaso o Sr. já ouviu algum problema assim. Consegue me orientar de alguma forma.
Agradeço desde de já,
J.X.C.

Começo sugerindo a J.X.C. que visite meu site e baixe os livros e quatro catálogos bibliográficos de minha autoria no formato PDF, bem como, que visite meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com onde faço freqüentes postagens.
Sugiro também ir ao meu site e baixar gratuitamente em particular: "Catálogo bibliográfico sobre sexo", "Sexo, sexualidade e sociedade" e "Falando sobre sexo". Sugiro também ir ao meu blog clicar em "marcadores sexo" para ter acesso a todas as postagens sobre sexo. Leia muito sobre sexo e sexualidade, obtenha informação de boa qualidade e transforme-a em conhecimento.
Ainda no caso específico de J.X.C. sugiro um exame feito por um médico urologista e o atendimento por um psicólogo clínico especializado na área da sexualidade.
No homem o ponto de maior tesão é o pênis e mais especificamente sua cabeça, a glande, já na mulher é o clitóris, no entanto, todo o corpo é suscetível de prazer intenso. É normal que as primeiras relações sexuais sejam diferenciadas.
É necessário se acostumar ao uso da camisinha, para isto, pode fazer um período de abstinência sexual total antes de transar com a camisinha, de modo a aumentar seu tesão e sua sensibilidade no pênis com o uso da camisinha.
Meu caro amigo, se tudo funciona normal e você tem ereção e ejaculação, então, você obrigatoriamente tem sensações na glande, pois, todo o orgasmo masculino está vinculado a esta pequena região de nosso corpo. Mas não devemos esquecer que o maior órgão sexual, metaforicamente falando, é nosso cérebro.

PERGUNTA: Você sentiu muita diferença no prazer obtido nas suas primeiras relações sexuais se comparadas as demais?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Gozo na borda do vaso


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: Pergunta
Doutor,
Se eu gozar na borda do vazo e uma mulher sentar ela pode engravidar?
E se for após 2 minutos?
Quero manter sigilo
V.X.

----- Original Message -----
Subject: Re: Pergunta
Obrigado Doutor Silvério.
V.X.

----- Original Message -----
Subject: Re: Pergunta
Doutor,
Obrigado pela resposta, bom então se eu gozar na borda de uma vazo e uma
mulher sentar onde eu gozei, não tem chance de ela engravidar né? (pode
confirmar), e outra pergunta, quanto tempo o esperma ainda pode fecundar
depois da gozar, ou seja, eu me masturbei e gozei não na vagina, se eu pegar
esse esperma e colocar na vagina de uma munlher tem como ela engravidar, e
se passar 1 minuto?
Doutor pode me responder? Obrigado e quero manter sigilo.
V.X.

----- Original Message -----
Subject: Dúvidas
Doutor,
o que acha desta afirmação abaixo? Procede?
Sim, é possível uma gravidez se você for virgem mas houver contato com
esperma.
Doutor, se eu estiver fazendo sexo anal e gozar e o esperma cair na vagina
tem como engravidar a mulher? E se estiver fazendo sexo vaginal e ao invés
de gozar dentro da vagina eu gozar em cima da vagina tem como a munher
engravidar?
V.X.

----- Original Message -----
Subject: Pergunda
Doutor, esta informação procede?
Meu namorado não gosta de usar camisinha, mas morro de medo de engravidar.
Se ele gozar na minha coxa, será que corro risco de ficar grávida?
(H. Y., Yokohama, Kanagawa)
Cara H., realmente você corre um grande risco de engravidar. Você não deve
permitir que haja penetração sem camisinha, nem mesmo permitir que ele fique
esfregando o pênis na vagina, pois durante a excitação, existe a
possibilidade de sair do pênis um pouco de líquido contendo uma pequena
quantidade de espermatozóides, que pode ser o suficiente para engravidar,
mesmo que não haja a penetração. Não caia nesta história de que ele tem
controle total sobre si mesmo e prometa ejacular fora. Quanto à ejaculação
na coxa, dependendo de onde ocorrer, se for muito próximo à vagina, pode sim
engravidar. Mas lembre-se de que você já está correndo o risco antes disso.
Portanto, se você realmente não quer engravidar, use a camisinha ou outro
método contraceptivo.
Meiry Kamia é especialista em Sexualidade e membro do Centro de Estudos e
Pesquisa em Comportamento e Sexualidade (Cepcos)
V.X.

----- Original Message -----
Subject: RE: Resposta a todos os e-mails e telefonemas
Doutor,
Obigado pela atenção de me desculpe se eu te incomodei muito, mas uma
observação, o sentar que o senhor está se referindo é com a vagina em cima
do esperma? E assim sendo não tem risco independente do lugar onde estiver o
esperma quando a mulher sentar em cima?
V.X.

----- Original Message -----
Subject: RE: Resposta a todos os e-mails e telefonemas
Doutor, para finalizar mais uma pergunta. Só para ficar bem claro, quando o
senhor diz ejaculou agora e a mulher sentou agora mesmo em cima de seu esperma ou após alguns minutos em sentar no esperma, o senhor está se referindo a sentar com
a vagina em cima do esperma? E caso sim tem chance?
Obrigado
V.X.

----- Original Message -----
Subject: Re: Resposta a todos os e-mails e telefonemas
Obrigado.
V.X.

----- Original Message -----
Subject: Re: Resposta a todos os e-mails e telefonemas
Pode me responder se o senhor estava se referindo a sentar com a vagina em
cima do esperma?
V.X.

Para vocês, amigos leitores, terem uma idéia do que é a vida de professor e do que nos aparece pela frente. Nosso amigo V.X. não somente encaminhou alguns e-mails, como também me telefonou várias vezes para expor sua dúvida angustiante nos mínimos detalhes. De início, indico para V.X. uma visita ao meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com e também no meu site onde tenho disponível livros e quatro catálogos bibliográficos para meus leitores, todos no formato PDF, indico em particular os livros “Sexo, sexualidade e sociedade” e “Falando sobre sexo”, bem como o “Catálogo bibliográfico sobre sexo”.
Quanto à pergunta de V.X., não há a menor chance. Não importa se você ejaculou
agora e a mulher sentou agora mesmo em cima de seu esperma ou após alguns
minutos. Para haver a gravidez, o esperma deve ser depositado dentro do
canal vaginal, seja pelo gozo ou pelas secreções pré-gozo durante o ato
sexual.
Existe muita besteira e bobagem dita, escrita e propagada sobre sexo e
sexualidade. Em resposta aos seus vários e-mails e telefonemas, vale
repetir o que lhe disse repetidamente. "Quanto a sua pergunta, não há a menor chance. Não importa se você ejaculou agora e a mulher sentou agora mesmo em cima de seu esperma ou após alguns minutos. Para haver a gravidez, o esperma deve ser depositado dentro do
canal vaginal, seja pelo gozo ou pelas secreções pré-gozo durante o ato
sexual". Não há chance!
No mais, o conteúdo de seus e-mails já fora respondido por
telefone, afinal, a insistência de V.X não se manifestou somente por e-mails diversos e sim também por uma quantidade substancial de telefonemas. Espero que V.X. entenda que é preciso que o esperma seja introduzido no canal vaginal para haver fecundação, sexo oral ou anal não ocasionará fecundação. O coito interrompido pode ocasionar fecundação mesmo se ejacular nas coxas, pois, antes da ejaculação ocorrer, ocorrem pequenas secreções de esperma, as gotinhas pequeninas, capazes de engravidar a mulher. Sentar no vaso ou sobre esperma não irá engravidar quem quer que seja.

PERGUNTA: O que você pensa sobre a angústia e insistência vivida e demonstrada por V.X.?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Poder mental para atrair o que se quer


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
Subject: B. M. Telecommand
Prezado Dr. Silvério,
Desde por volta de 1985, eu estou 'a procura de um livro chamado: "Os Fantásticos Poderes Do B. M. Telecommand", mas na época era muito caro para mim, portanto impossível de comprá-lo, hoje em dia eu não tenho emprego mas não seria impossível de adquiri-lo como antes, mas ainda não encontrei-o em lugar algum, somente em seu website. Eu gostaria de saber exatamente onde eu posso encontrá-lo (no seu website há referências de bibliotecas, mas não indica quais exatamente foram fontes de cada livros), e seu respectivo preço.
Aguardarei por sua resposta, e desde já agradêço por sua atenção.
Tudo de bom,
R.B.

Inicialmente oriento para uma visita ao meu site onde a pessoa poderá baixar livros e quatro catálogos bibliográficos de minha autoria no formato PDF e também para uma visita ao blog “Ser Escritor” onde escrevo com freqüência. No caso em particular de R.B. cabe recomendar o “Catálogo bibliográfico sobre o sucesso”, em meu site.
Expliquei a R.B. que este livro por ele mencionado foi por mim comprado já faz um bom tempo, e sugeri a leitura dos livros do Método Silva de Controle Mental, pois, são mais fáceis de encontrar em livrarias ou sebos e abordam a mesma temática. O livro em questão que R.B. deseja, aborda noções de auto-estima, valorização pessoal e influência daquilo que você pensa e crê sobre a sua vida, atraindo para si as coisas nas quais você se concentra, em particular pelo autor do livro, determinadas mulheres. Sugiro também a leitura de meu livro "Vencer é ser feliz: A estrada do sucesso e da felicidade", pois abordo os mesmos temas e outros mais que podem lhe ajudar a enriquecer sua vida e relacionamentos.
Certos livros para serem adquiridos somente com uma peregrinação constante por livrarias e sebos, como penso ser o caso deste. Com um pouco de sorte, tempo e muita persistência é possível encontrar qualquer livro, mas para isto é necessário efetuar pesquisas em todos os meios possíveis, que vão desde a Internet, a bibliotecas, livrarias e sebos. No caso de sebos, recomendo a visita regular aos mesmos, uma vez que seu estoque varia dia a dia em decorrência de alterações no acervo.
O tema abordado no livro em questão diz respeito à atração exercida por homens sobre as mulheres no momento da conquista amorosa sexual, no entanto, as regras e ensinamentos ali encontrados se baseiam em uma idéia aplicada a qualquer coisa que queiramos obter da vida. Aquilo em que focamos diariamente a nossa atenção é atraído por nós para a esfera da nossa vida. Costumo dizer que o exterior é um reflexo do interior, pois, aquilo no qual constantemente pensamos molda nossa face diante da vida. Existem técnicas de meditação que se propõem a levar o indivíduo a um estado alfa, no qual estaria mais suscetível de se auto-influenciar e também de influenciar macro relações interpessoais, neste estado mais receptivo é possível atuar de modo produtivo no sentido de exercer atração sobre aquilo que queremos que venha fazer parte da órbita de nossa vida.
Dito de outra forma, existem diversas técnicas de manipulação de comportamento e atitudes de outras pessoas, podemos exercer influência por diversos meios sobre as demais pessoas e esta influência pode ser bem mais poderosa do que recursos materiais, tais como dinheiro, força, beleza, etc. Mesmo a distância podemos exercer influência sobre outras pessoas, afetando o comportamento, atitudes e decisões das mesmas.

PERGUNTA: O que você pensa sobre a atração mental exercida sobre outras pessoas na esfera afetivo sexual?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
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sexta-feira, 6 de março de 2009

Relações entre cultura e saúde mental


Por: Silvério da Costa Oliveira.

----- Original Message -----
há alguma obra no Brasil que traga as possíveis relações entre cultura e saúde mental? pressões institucionais e saúde mental incluindo aqui depressão, dependência, estresse?
grata
T.S.

Como sempre, começo por indicar uma visita ao meu blog “Ser Escritor” www.doutorsilverio.blogspot.com e ao meu site onde poderá baixar livros e quatro catálogos bibliográficos de minha autoria.
Penso que dentro do tema que T.S. busca, existem diversos livros e trabalhos no Brasil, caberia detalhar mais o tema especificando-o. Sugiro, dentre outros, os seguintes livros: "Cidadania e loucura: políticas de saúde mental no Brasil" Silvério Almeida Tundis, Nilson do Rosário Costa (organizadores) Editora Vozes; "Saúde e loucura: grupos e coletivos" vários autores, Editora Hucitec.
A saúde mental está intimamente relacionada à cultura, se não por outro motivo, pela aceitação ou negação de comportamentos mantidos pelo sujeito. Boa parte do que entendemos por saúde mental tem a ver com a adaptação ou não do sujeito ao grupo social no qual vive. Certas culturas podem ser mais propícias a gerarem determinados distúrbios, constatamos, por exemplo, a presença de um número maior de suicídios em determinados grupos socioculturais. A cultura de um povo determina como se dará a vivência deste sujeito, seus laços de amizade e familiares, bem como, o que será entendido como normal ou anormal, se algo lhe dará um status positivo ou se pela mesma coisa terá um status negativo. O grupo social pode inclusive ser fator protetor e profilático para o indivíduo com relação a sua saúde mental.
Nas nossas sociedades modernas, cabe também analisar como se dão os laços que unem o sujeito com os demais integrantes desta sociedade. Laços afetivos podem desempenhar um papel importante no tocante a salvaguarda da saúde mental do sujeito. É muito importante o sentimento de pertencimento a algo, a um grupo, compartilhar valores semelhantes, acreditar ser um igual entre pares que compartilham do mesmo conjunto de valores, idéias e sentimentos, criando algo a semelhança de uma sensação de cumplicidade onde encontramos acolhida de nosso ser mais íntimo no grupo cultural ao qual pertencemos. Já houve quem reconhecesse que o personagem Robson Crusoé, mesmo náufrago em uma ilha, tendo como companhia unicamente um nativo a quem este batizou de “Sexta-feira”, em verdade, nunca esteve só, pois, jamais deixou de ser um cidadão britânico, imerso nos valores de sua sociedade. Mesmo só, em uma ilha, a pessoa traz consigo a coletividade a que pertence, de modo a enxergar e interpretar os eventos pelo prisma de sua cultura.

PERGUNTA: Como você entende o papel da cultura na saúde mental?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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