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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Princípios que norteiam a pesquisa


Por: Silvério da Costa Oliveira.

São seis os princípios que norteiam uma pesquisa, a saber: precisão, objetividade, empirismo, determinismo, parcimônia e tentatividade. Por meio de tais princípios a pesquisa em ciência se afasta de outros trabalhos feitos com menor rigor e faz jus ao título de um conhecimento mais exato e confiável.
Por precisão em um trabalho de pesquisa científica, entendemos o conjunto de definições dadas ao objeto de estudo, deste modo, deixamos claro para qualquer outro pesquisador qual é o exato objeto de nosso estudo, para que não haja equívoco ou confusão com outros objetos possíveis. Sempre que possível realizam-se medições sobre os resultados obtidos, de modo a quantificar tais resultados, proporcionando uma visão numérica sobre os mesmos. O uso de medições precisas é algo muito importante em pesquisa científica. Há a intenção de evitar-se apresentar os resultados por meio de impressões subjetivas. Há sempre uma descrição minuciosa de tudo o que foi feito e como foi feito, qual era a população, como foi selecionada a amostra, os instrumentos aplicados, como tais instrumentos foram elaborados, etc. Tudo isto tende a permitir que outros pesquisadores, em qualquer parte do mundo, possam repetir a mesma experiência e encontrar os mesmos resultados. Por meio dos experimentos que caracterizaram a pesquisa e pela replicação dos mesmos por outros pesquisadores, podemos afirmar a consistência dos resultados encontrados.
Quando falamos em objetividade estamos nos referindo a tentativa de evitar distorções e interferências que possam afetar os resultados de nossa pesquisa. É comum aos seres humanos cometerem distorções com relação aos fatos e a realidade, e o pesquisador também está sujeito a esta característica por demais humana. A própria elaboração de hipóteses já cria a expectativa no pesquisador da confirmação das mesmas, podendo influenciar nos resultados da pesquisa, daí a importância de sermos o mais objetivos possíveis e é neste tocante que entra o princípio fundamental da objetividade visando colocar a pesquisa nos seus devidos trilhos. Aqui entendemos as distorções involuntárias e acidentais, se bem que possam também existir distorções provocadas por desonestidade, de qualquer modo, no mundo dos experimentos em ciência, quando há distorções estas tendem a surgirem e se mostrarem com o devido tempo uma vez que outros pesquisadores também realizam pesquisas no mesmo campo e que também replicam pesquisas já feitas visando testar seus resultados.
O empirismo é um outro princípio fundamental da ciência e se baseia na observação direta dos fatos. A melhor forma de nos decidirmos quanto à veracidade ou não de especulações sobre determinada coisa é realizando uma observação sobre a mesma.
Quando pensamos que tudo o que acontece tem uma causa natural, estamos diante do determinismo. Por tal princípio buscamos as causas naturais que levam as coisas a ocorrerem ou se manifestarem. No caso do comportamento, entendemos que vários fatores o determinam. Não se trata aqui de uma teoria fatalista, pois, o determinismo é diferente do fatalismo, uma vez que no determinismo nós temos a presença da possibilidade de liberdade, sendo que esta está ausente no fatalismo. No fatalismo não há mudança possível, as coisas obrigatoriamente deverão seguir um rumo específico e os resultados obtidos serão os esperados não importa o que possa ocorrer no meio do caminho. Já no determinismo, temos a possibilidade de novos fatos ou informações virem a gerar uma mudança, donde a possibilidade dos resultados não serem necessariamente os inicialmente aguardados e daí a liberdade presente, em particular no tocante ao comportamento humano.
Quando falamos em causas naturais, estamos excluindo a participação de causas ditas sobrenaturais, tais como a magia, o destino, o carma, a sorte ou o azar, os espíritos maus, fantasmas, Deus ou deuses diversos, e qualquer outra influência ou força não natural.
Pelo princípio da parcimônia entendemos algo que seja simples, ou seja, a preferência das explicações simples e que sejam mais econômicas sobre aquelas mais complexas e elaboradas. Este princípio nos lembra que devemos ser avaros, avarentos, com relação à elaboração de hipóteses e teorias para explicação dos problemas propostos pela realidade. O pesquisador, neste tocante, precisa ser “pão duro” que nem o personagem “Tio Patinhas” e economizar quando possível no tocante à elaboração de suas hipóteses e teorias. A preferência é sempre pelo mais simples. Pela parcimônia busca-se uma padronização das explicações dadas aos fatos. Normalmente, em Psicologia Comportamental e Cognitiva as explicações costumam ser parcimoniosas, já em Psicanálise as explicações nada tem de parcimoniosas, abdicando do simples a partir de um salto teórico em complexidades não demonstradas ou comprovadas em experimentos científicos.
Por fim, pelo princípio da tentatividade entendemos que em pesquisa científica há a possibilidade de se reavaliar e revisar as conclusões de determinados experimentos a partir da elaboração de novos experimentos sobre o mesmo tema. Para sermos cientistas e pesquisadores precisamos estar abertos a críticas e sugestões que nos encaminhem para a revisão das propostas iniciais. A grande diferença entre o estudioso da ciência e o da religião é que o primeiro está em um campo do saber onde tudo muda a partir de novos dados informacionais. O cientista e pesquisador está sempre disposto a acolher novas informações e revisar a partir destes novos dados suas conclusões anteriores, deste modo à ciência muda e evolui no transcorrer do tempo. Já a religião se apega a dogmas imutáveis e a sólida crença religiosa que se alicerça na fé. Pela sua própria natureza, fé e religião de um lado e ciência e pesquisa científica do outro, tendem a assumirem campos radicalmente opostos e abordagens distintas ao saber humano.

Princípios que norteiam a pesquisa:
1-     Precisão (Definições do objeto de estudo; medições; descrição minuciosa; possibilidade de repetição por outros pesquisadores).
2-     Objetividade (Evitar distorções e interferências que possam afetar o resultado)
3-     Empirismo (Observação direta dos fatos)
4-      Determinismo
-         Busca das causas naturais
-         Vários fatores determinam o comportamento
-         O determinismo é diferente do fatalismo e implica a possibilidade de liberdade
-         Determinismo ¹ Fatalismo
5-     Parcimônia (econômico; simples - avareza; avarento; avaro).
-         Padronização das explicações
-         As explicações simples têm preferência sobre as mais complexas.
6-      Tentatividade
-         Possibilidade de reavaliar e revisar conclusões a partir de novos experimentos.

PERGUNTA: O quanto é de fato importante para a pesquisa científica à precisão, a objetividade, o empirismo, o determinismo, a parcimônia e a tentatividade?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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