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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Métodos de pesquisa em psicologia 2: Testes

Por: Silvério da Costa Oliveira.

Nesta semana, estamos trabalhando os métodos de pesquisa em psicologia, este é o segundo de quatro posts dedicados ao tema da pesquisa científica.
Penso que é muito importante uma boa noção sobre metodologia de pesquisa para quem queira escrever no mundo acadêmico e aqui me refiro a monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado, bem como outros trabalhos de cunho científico.

1-                       Testes

Pelos testes podemos medir as diferenças e semelhanças entre os indivíduos. O método de teste requer que uma situação típica de estímulo seja apresentada a cada indivíduo. É mais freqüentemente empregado quando são necessárias avaliações relativamente rápidas de comportamento. Os escores dos testes definem categorias de comportamento dos indivíduos para classificação ou estudo posterior.
Os testes têm três empregos principais:
1º- Predição do sucesso futuro.
2º- Avaliação do conhecimento ou proficiência atuais.
3º- Diagnóstico clínico dos indivíduos com desajustamentos comportamentais.

Características básicas deste método:
A-     Comparação da freqüência de ocorrência de diversas respostas diante de uma situação/estímulo padrão.
B-      Perguntas escritas em formulário padrão e que devem ser respondidas e devolvidas ao pesquisador.
C-     Empregado quando há necessidade de avaliação rápida do comportamento.
D-     Usados para colher amostras de opiniões e atitudes.
E-      Interfere no comportamento a ser observado na medida em que fornece estímulos e situações escolhidos pelos organizadores da pesquisa.
F-      A forma como são organizadas as perguntas ou o status de quem as faz (examinador, pesquisador, aplicador) podem influenciar as respostas.
G-     Exemplos:
-         Exames em curso de estudos (escola, faculdade, etc.).
-         Pesquisas de opinião – questionários – levantamentos e pesquisas de opinião pública
-         Testes psicológicos

A-O relatório Folha da sexualidade humana
Pesquisa Datafolha publicada no Jornal A Folha de São Paulo
5º Caderno - Mais!, domingo 18 de janeiro de 1998.

O “Relatório Folha da Sexualidade” foi realizado a partir de levantamento feito pelo Datafolha, que entrevistou 2.054 pessoas entre 18 e 60 anos em 94 municípios de todo o território brasileiro.
Com o objetivo de evitar recusas e garantir maior veracidade aos resultados, foram elaborados dois tipos de questionários.
O primeiro era aplicado pelo pesquisador e continha basicamente perguntas de opinião.
O segundo era de autopreenchimento e relacionava, entre outras, questões referentes a hábitos e fantasias sexuais.
O entrevistado recebia o segundo questionário depois de responder às perguntas feitas pelo pesquisador e o preenchia secretamente. Depois, o colocava numa urna lacrada.
Caso o entrevistado se recusasse a preenchê-lo ou admitisse ser analfabeto, a ocorrência era anotada e o questionário, depositado em branco na urna. Do total da amostra, foram excluídos 160 entrevistados que se disseram analfabetos (8%) e 297 que se recusaram a preencher o questionário (15%).
Mesmo fazendo-o em segredo, algumas pessoas deixaram de responder o questionário de autopreenchimento. Entre os que assim fizeram destacam-se os menos escolarizados, os de menor renda familiar mensal e os mais velhos.
Para uma interpretação estatística segura dos dados, nas tabelas publicadas nesta edição do Mais! estão indicadas quais foram às questões autopreenchidas, e nestas foi incluída a categoria dos que não responderam à pergunta.
A margem de erro decorrente do processo de amostragem para o total da amostra (2.054 entrevistados) é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Para o autopreenchimento (1.593) é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa, realizada em 10/11/1997, foi coordenada pela Gerência de Pesquisas de Opinião do Datafolha.

Para maioria, sexo é prazer, masturbação é saudável e seu interesse sexual é só médio.
No país com a maior população católica do mundo, os fiéis não seguem à risca os dogmas defendidos pela própria religião. É o que fica evidente neste “Relatório Folha da Sexualidade Brasileira”, que o Mais! Publica nesta edição.
A pesquisa, que propôs questões que cobrem desde os hábitos sexuais cotidianos de cada um até detalhes muito íntimos, como fantasias sexuais, revela que, para 53% dos brasileiros, a função primordial do sexo é proporcionar prazer, e não visar estritamente a reprodução, como ensina a Igreja.
Mesmo os seguidores de outras religiões, como os evangélicos pentecostais e não-pentecostais e os espíritas kardecistas, consideram o prazer como a função mais importante do sexo.

Tabus:
A masturbação é um interdito que a maioria também não respeita. Para 63%, é saudável masturbar-se, enquanto apenas 25% consideram a prática imoral.
A virgindade é um assunto que divide a opinião dos brasileiros. Enquanto 43% defendem que as mulheres devam casar virgens, 38% são contrários. Já em relação à virgindade masculina, 66% acham que o homem não deve se casar virgem e apenas 18% defendem a virgindade até o casamento também para os homens.
Porém, 67% dos homens e mulheres assumem ter tido relações sexuais antes do casamento.
O país se mantém conservador quando o assunto é aborto e homossexualismo. São 55% os que se colocam contra a lei que amplia o direito de a mulher fazer aborto (como no caso de estupro), são 54% aqueles contra a legalização da união de homossexuais e 62% os que se opõem à adoção de crianças por casais homossexuais.
Um resultado alarmante da pesquisa diz respeito à ocorrência do abuso sexual. Entre os entrevistados, 7% declarou ter sofrido algum tipo de abuso sexual.

Mitos:
Contrariando a imagem difundida de “pais da sacanagem”, 39% consideram a si mesmos relativamente liberados no que diz respeito ao sexo, contra 21% que se julgam totalmente liberados.
Mas a imagem que os brasileiros fazem do comportamento sexual no país permanece fiel ao estereótipo: eles consideram seus compatriotas liberados ou totalmente liberados.
Resultado equivalente registra-se quanto ao grau de interesse por sexo. Para 43% das pessoas, o seu próprio interesse por sexo é apenas médio. O mesmo número de entrevistados (43%) julga que o interesse dos brasileiros por sexo é muito grande.
O mito do brasileiro como atleta sexual também se desfaz diante de resultados como freqüência – 47% fazem sexo uma vez por semana e 46% julgam ter tantas relações sexuais quanto desejam.
Longe dos mitos, a maioria se julga satisfeita, com 68% avaliando como ótima ou boa a vida sexual que tem, e 34% atribuindo a nota máxima (10) para o parceiro.
Do total de entrevistados, todos na faixa etária entre 18 e 60 anos, 95% tiveram relações sexuais. Dos 5% que nunca fizeram sexo, os maiores índices registram-se entre mulheres (7%, contra 2% de homens), entre jovens na faixa dos 18 aos 24 anos (12%) e entre os evangélicos não-pentecostais (16%).
A faixa etária na qual a maioria dos brasileiros costuma ter sua primeira relação sexual situa-se entre os 14 e os 16 anos para os homens (36%) e entre os 19 e os 25 anos para as mulheres (26%).

PERGUNTA: Qual a sua opinião sobre o método de testes? Você tem alguma idéia de como poderia empregá-lo em uma pesquisa do seu agrado?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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