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Silvério da Costa Oliveira é Doutor (PhD) e Mestre em Psicologia; Psicólogo, Bacharel em Psicologia, Bacharel em Filosofia, possui a Licenciatura Plena em Psicologia e a Licenciatura Plena em Filosofia, possui a Licenciatura pelo MEC em História e Sociologia, autor de vários livros e artigos, conferencista. Sua formação está estruturada sobre três pilares: a Filosofia, a História e a Psicologia.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Casamento aberto 1: Homem quer dividir sexualmente sua mulher com outros


OK!
Por: Silvério da Costa Oliveira.

Eu recebo uma quantidade grande de e-mails abordando os diversos temas nos quais escrevo e atuo, mas um em particular tem se destacado em freqüência, o casamento aberto. Vou comentar neste final de semana alguns dos e-mails que recebo abordando tal temática. Já que o assunto é a sexualidade, cabe destacar meus livros “Sexo, sexualidade e sociedade” e “Falando sobre sexo”, em meu site.

----- Original Message -----
Subject: Sexualidade
Dr. Silvério,
Muito interessante a sua página e sua abordagem sobre a sexualidade.
Também achei muito interessante o assunto do casamento aberto, idéia que eu também comungo e estou conversando muito com minha esposa sobre a questão.
Às vezes ela reluta. Não tiro suas razões, porém acho  que a maioria dos desencontros no relacionamento conjugal é devido aos préconceitos e tabus. E para não cair-se na rotina, acho que é uma grande solução.
Gostaria de saber sua opinião sobre os caminhos que podemos percorrer para encontrarmos um consenso sobre a abertura de nosso casamento. Já propus até reencontro com ex-namorados dela tentando encorajá-la. Pode ser uma boa idéia, ou não.
Cordialmente,
“P.N.”
Meu E-mail:

----- Original Message -----
Subject: casamento aberto
Prezado Dr. Silvério,
Com muita satisfaçào e respeito, venho agradecê-lo pela sua atenção à minha indagação sobre casamento aberto.
Continuando o nosso diálogo, conforme sua sugestão, após análise das hipóteses de motivação do meu intento, sugeridas por você, entendo que o que me leva a essa pretensão se baseia mais no que tenho vivenciado, como por exemplo: fico extremamente erotizado quando minha esposa me relata situações em que colegas de estudo ou de trabalho te galanteiam insinuando ou até revelando desejos de relações sexuais com ela, e isto jamais foi motivo de ciúmes da minha parte. E quando fico pensando nas possíveis situações fico extremamente excitado e já revelei a ela tudo isto, até incentivando-a a progredir na evolução de seus relacionamentos sem medo e culpa, desde que ela sinta interessada e isto possa vir a satisfazê-la.
É certo que tenho que relatar aqui, que já tive problemas de falta de libido por baixo nível de Testosterona, porém já faço reposiçào hormonal a cerca de 4 anos, e conversando com meu urologista, do ponto de vista fisiológico agora está tudo dentro da normalidade de um homem de cinquenta e quatro anos.
É inegável também que a abertura do casamento, como imagino, deve ser para os dois lados, até para que haja um equilíbrio, e que ninguém se sinta injustiçado. Mas o meu objetivo maior não é poder dar meus pulos também, mas sim, termos um relacionamento prazeiroso e sem censuras ou cobranças. O que mais quero é ter um relacionamento com minha esposa com mais prazer, respeito, desejando verdadeiramente a felicidade dela também, desejando-a cada vez mais, amando-a cada vez mais, tendo uma vida de liberdade responsável, não me sentindo culpado por eventualmente ter um caso.
Quando vamos a uma boate ou casa de suing, só com o fato de poder acontecer uma aproximação de outro homem a ela fico altamente excitado e temos relações altamente satisfatórias.
Já sugeri a ela que fizessemos brincadeiras tipo ela ir para um barzinho sozinha e eu chegar mais tarde, ou até ela ir para um motel com outra pessoa e dar a surpresa me chamando para encontrar com ela lá.
Ela diz que poderá fazer, mais ainda não teve coragem ou oportunidade.
Ela concorda com muita coisa que já conversamos sobre minhas fantasias, mais ela reluta ainda com situais mais ousadas.
Se puderes analisar o que te relatei e manifestar sua opinião, ficarei muito grato.
Antecipadamente agradecemos,
Cordialmente,
“P.N.”

----- Original Message -----
Subject: casamento aberto
Prfezado  Doutor Silvério,
Dando continuidade sobre o assunto "casamento aberto", gostaria ainda, se possível trocar idéias com você,  considerando que além  de ter a intenção de adotá-lo no meu relacionamento conjugal, eu tenho um processo de erotização um pouco peculiar.
Até já manifestei e falei abertamente à minha esposa, que ao imaginar ela sendo cortejada por outro homem, fico a "ponto de bala", e em momentos de  busca desse clima propício para uma boa relação até já revelei a ela que gostaria de vê-la tendo orgasmo nas mãos de outro homem, podendo ser até um massagista. Ela achou muita graça e deu-me esperança que faria isto algum dia para me agradar. Será que posso estar investindo nessas possibilidades ou isto não passa de devaneios  de algumas manifestações de complexos ou alguma distorção de comportamento inconsciente?
Esta idéia e proposta minha para o casamento aberto, me parece ser mais para eu me erotizar com os casos eventuais que ela poderia ter do que eu poder ter casos fora. A minha maior vontade é vê-la mais livre, solta e me relatando as eventuais situações, não tenho vontades de ter casos com outras mulheres, embora não descaratando a possibilidade de tê-los.
Antecipando agradecimentos por sua atenção,
aguardo sua manifestação, dentro de sujas possibilidades,
Atenciosamente,
“P.N.”

Eu respondi a estes e-mails indicando a leitura de meus dois livros sobre sexo sexualidade citados acima, e em particular o capítulo 5 “Comportamento. Casais liberais: O sabor da aventura no casamento” de meu livro “Falando sobre sexo”, disponíveis em meu site. Nestes casos de relacionamento com outras pessoas e convivência familiar e social, recomendo, também, a leitura de meu livro “Vencer é ser feliz: A estrada do sucesso e da felicidade”, disponível nas livrarias e com maiores informações em meu site.
Comecei respondendo demonstrando minha satisfação em saber que haviam gostado de meu site e textos nele disponíveis. Expus minha opinião de que em se tratando de relacionamentos amorosos-sexuais tudo é válido entre o casal, desde que haja consentimento e interesse de ambas as partes. Se a motivação é dos dois, homem e mulher, então tudo bem, caso contrário, se somente um tem tal necessidade, então não é válido para a boa convivência do casal. Nestes casos, sempre me coloco a disposição para continuar conversando por e-mail com a pessoa, caso a pessoa queira explicar melhor a situação, pois, sei bem que na medida em que conversamos, a pessoa elabora melhor suas idéias e sentimentos, proporcionando um encontro consigo mesma.
Penso que o mais importante é que haja diálogo, conversa, na qual cada um fale dos seus desejos e medos em busca de um acordo que agrade a ambos e permita o prazer mútuo. É importante, também, assinalar que às vezes a motivação é oriunda somente do marido, o qual insiste e por fim consegue seu intento, para tão somente depois ele próprio se arrepender e ficar com ciúmes em relação a todo e qualquer comentário que sua mulher possa tecer sobre a relação sexual que manteve com o outro homem. Como este homem irá se comportar após a realização de sua fantasia? Irá aceitar e continuar com tesão ou desenvolver enorme ciúme diante da situação? Cabe saber como este homem irá se comportar depois do ocorrido, se além do desejo, tem este condições emocionais para aceitar possíveis implicações ou comentários provindos de sua mulher.
No mais, cabe também discorrer sobre a presença do voyeurismo (prazer sexual em ver, observar) e do exibicionismo (prazer sexual em se exibir) presentes na situação como um todo. Penso que aqui cabem três possibilidades distintas, se bem que possam ser complementares. Afinal, o tesão/desejo deste homem é o de um voyeur e neste caso gostaria que sua mulher se exibisse publicamente, usasse roupas curtíssimas ou superdecotadas e coisas assim, ou, se o tesão/desejo deste homem é de ver a sua mulher mantendo relações sexuais com outro homem e fazendo algum tipo específico de posição ou relação sexual, ou, se seu tesão/desejo é o de ele próprio se aproveitar da situação para manter relações sexuais com outras mulheres.
Se o casal enfrenta a sério tal dilema e conversa sobre a possibilidade de abrir seu relacionamento para outras pessoas, tem nos clubes de swing, hoje tão em moda nas grandes capitais de nosso país, uma alternativa viável.
Sugiro a freqüência a clubes de swing, pois, não há a menor necessidade de manter relações sexuais com outros, pode-se freqüentar como se fosse uma boate normal e ir para dançar e beber, havendo, no entanto, espaço para algo mais, desta forma,  tanto a mulher, como também o homem, poderão se sentir mais a vontade em uma atmosfera de maior liberdade social. O casal também pode freqüentar este ambiente algumas vezes antes que de fato ocorra alguma coisa. Mas, o que vale sempre é a conversa. Converse com sua mulher, converse com seu homem, e explique seu tesão/desejo e ouça qual é o dela(e), bem como quais os medos de ambos.
Pelo que pude perceber da conversa que mantive com “P.N.” por meio da troca de e-mails, parece-me que este casal já está bem adiantado no tocante a manter um relaciomento aberto. O mais importante para um casal é o diálogo, em qualquer situação, e isto este casal parece já ter. Outro ponto muito importante é o respeito às limitações de um e as fantasias do outro e a busca de um acordo mútuo, o que me parece que este casal está conseguindo encontrar. O caminho realmente é começar a freqüentar estas boates para casais, onde o clima é de total respeito uma vez que cada um faz somente aquilo que quer e isto este casal já está fazendo. No mais, cabe somente expressar meus sentimentos de que este casal consiga encontrar uma combinação que agrade a ambos, de modo a que consigam realizar suas fantasias e crescer com as mesmas. Sempre lembrando que fantasias podem ser muito explosivas se não administradas corretamente, tanto podem levar o casal a maior maturidade e crescimento, como também a destruição do relacionamento, tudo depende dos aspectos emocionais envolvidos, do respeito e do diálogo.
Já que eu escrevo sobre o assunto, sendo a sexualidade parte integrante da esfera de minha atuação profissional como psicólogo clínico, trocar idéias sobre relacionamentos abertos com um casal que esteja vivenciando esta situação é sempre algo interessante e proveitoso. Minha sugestão para quem queira adotar tal procedimento no seu relacionamento amoroso-sexual é que comece pela introdução do diálogo. Cabe aqui conversar e buscar um entendimento mútuo para que não haja pressão indevida de uma das partes.
Não há mal algum em a pessoa, seja homem ou mulher, ter tesão com tal situação. Vários casais praticam este tipo de relacionamento, basta que haja entendimento e acordo mútuo. A nossa atual sociedade permite tal tipo de relacionamento e não há motivos para buscar algo de ruim ou doentio no mesmo ou em suas fantasias. Os motivos reais que levam a pessoa a desejar tal, seus complexos e manifestações inconscientes como a própria pessoa por vezes admite, podem atuar como causa do desejo, mas entendo que o importante para o casal não é saber a causa possível ou provável de um desejo ou fantasia e sim se propor a realizar ou não o mesmo na prática sexual cotidiana do casal. Aqui o mais importante não é o passado e sim o momento presente. Não há coisa alguma de profano ou sujo em um relacionamento sexual, seja este envolvendo uma ou mais pessoas. O sexo é algo belo e que vale a pena ser aproveitado, aproveite-o bem com sua(seu) companheira(o), mas sempre com o consentimento dela(e), para que ambos possam usufruir prazer com a situação e para que nenhum dos dois se sinta mal por fazer algo que não quer, somente para agradar ao outro ou com medo de perder o parceiro ou de possíveis conseqüências danosas ao relacionamento.

PERGUNTA: O que você pensa sobre relacionamentos onde o casal abre espaço para outras pessoas na esfera sexual?

Prof. Dr. Silvério da Costa Oliveira.
(Respeite os Direitos Autorais – Respeite a autoria do texto – Todo autor tem o direito de ter seu nome citado junto aos textos de sua autoria)

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2 Comentários:

Blogger Marcinha Girola disse...

Se contasse que até acabar meu primeiro relacionamento eu acreditava em conto de fadas, nem daria para acreditar na pessoa que sou agora. Tenho muitos amigos e amigas homossexuais e deixei de ter muitos preconceitos sobre o tema. Além de aprender muito com eles. Eu diria, que o que falta nos casais, não somente os casados, é maturidade, diálogo e mudança de conceitos. Depois que me separei tive dois namorados que contaram suas experiências sexuais, como se tivessem a intenção de se livrar de um peso na consciência, pois sempre terminavam dizendo que isso não era promiscuidade (é assim mesmo que escreve?). Mas se eu demonstrasse algum interesse sobre o assunto, nossa, quanto ciúmes. Apesar de demonstrarem ser muito abertos, a idéia era que só aconteceu porque era algo passageiro. Mas que comigo o relacionamento era sério e ai de mim se olhasse para os lados. No máximo, se acontecesse alguma coisa diferente, teria outra mulher, mas nunca um outro homem. Interessante, não? Isso me lembra até mesmo um rapaz de 36 anos com quem comecei um relacionamento ainda este ano, mas terminei, porque tornou-se um sufoco. Como morávamos em cidades diferentes, era eu quem ia visitá-lo, uma vez a cada uma ou duas semanas. Quando eu disse que entenderia se ele ficasse com alguma garota nesse meio tempo, quase surtou. E isso foi motivo para ele começar a controlar meus passos. Nem seria preciso dizer que terminei o namoro. Também tive um caso, com um rapaz de 26, eu sabia que ele tinha namorada, mas ele dizia que "agora acabou", quando eu disse pra ele que não precisava se preocupar, que eu não iria ficar apaixonada por ele, ficou chocado. E o dia que comentei para uma amiga que eu ia arranjar uma amante para o meu pai? Ela queria me internar na mesma hora. Gostei do exemplo. Me sinto novamente uma pessoa "normal".

sexta-feira, 2 de novembro de 2007 10:25:00 BRST  
Anonymous Márcia disse...

Compartilho das suas opiniões no que se refere à importância do diálogo e da cumplicidade num relacionamento. Um relacionamento sexual, mesmo antes da sua concretização, é formado por fantasias e desejos. Assim, é interessante haver um equilíbrio para que um dos parceiros não se sinta prejudicado.
Se necessitam de algo mais para que o relacionamento funcione, acho válido...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007 16:15:00 BRST  

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